9 de abril de 2020

Fangio no Rio



E de Merça!

Aconteceu em 1987, antes da largada para o GP do Brasil de F1, em Jacarepaguá. Fangio deu umas voltas com o W196 [que venceu os campeonatos de 1954 e 1955 da categoria] e, segundo dizem, as voltas não foram exatamente uma mera apresentação... O argentino [então com 76 anos] sentou a bota!

Imagina só!

Detalhe: não foi fácil achar registros desse fato. Eu só consegui essa foto, mas vi que no passado já rolou um vídeo no Youtube - que atualmente está indisponível. Quem souber de algum outro clique, mande aí nos comentários!

23 de dezembro de 2019

Diamante bruto

GP dos Estados Unidos, Phoenix, 1990.

Alesi liderando o pelotão...

O francês permaneceu na frente por 30 longas voltas com uma modesta Tyrrell, e terminou a prova em segundo lugar - após um duelo épico com Ayrton Senna.

Clica aqui!

Duas corridas depois, em Mônaco, outro pódio. Outro 2º lugar. Outra vez atrás apenas de Senna.

Foi o suficiente para despertar o interesse das gigantes Williams e Ferrari.

Todos queriam a sensação Alesi.

Mas o francês acabou fechando com a equipe de Maranello.

Era o seu sonho!

Enquanto a Williams brigaria pelo título em 1991 e dominaria completamente as temporadas de 1992 e 1993, a Ferrari amargaria um hiato de conquistas que só seria superado em 2000, com Schumacher.

Alesi só conquistou UMA vitória em sua passagem por Maranello.

Azar.

Em 1996, a Benetton [equipe bi-campeã nos dois anos anteriores] trocava Schumacher e Herbert por Jean Alesi e Gerhard Berger - então companheiros na Ferrari.

Era a segunda tentativa do francês de ter um carro vencedor nas mãos...



Mais azar.

Em duas temporadas com os carros coloridos, foram 13 pódios, apenas 1 pole position e a 4ª colocação no mundial de pilotos em ambos os anos.

Nenhuma vitória!

Os carros coloridos jamais venceriam um mundial novamente...

E foi isso.

Muito veloz desde suas primeiras aparições, Jean Alesi nunca teve sorte. Pois, os times aos quais ele se juntava geralmente paravam de evoluir. Um diamante bruto que nunca foi lapidado...

Um mistério!

No finalzinho da carreira ainda teve boas passagens pelas equipes Sauber, Prost e Jordan - totalizando 202 GPs na categoria, mas infelizmente seu tempo na categoria já havia passado.


25 de outubro de 2019

Colorida


Pingou no Twitter.

Registro do GP de Mônaco de 1933 colorido digitalmente. Uma obra de arte! Tazio Nuvolari puxa a fila, seguido de Achille Varzi e Laszlo Hartmann...

26 de agosto de 2019

Di(s)Grass(a)

Para alegria geral da nação (de alguns indivíduos especificamente eu acredito que não, mas vá lá), informo que este espaço está ressuscitando! Dito isto, pergunto: é sério que o sujeito do carro #1 ainda se achou no direito de fazer videozinho nas redes sociais pra reclamar da punição que levou por uma manobra (muito) fora dos limites de pista? 

SÉRIO?!

Esse menino Lucas é uma PIADA...

20 de maio de 2019

Niki Lauda

Aquele que enfrentou Enzo Ferrari...

E a morte.

Um dos maiores da história se foi hoje.

Obrigado, Niki.

12 de julho de 2018

2F

O blog não poderia voltar à ativa sem um dos preferidos.

O Chaparral 2F durante as 24h de Daytona de 1967.

[...]

E sim, voltamos!

9 de maio de 2018

De volta!

Seguinte, macacada. Na próxima terça-feira volto à ativa nas pistas virtuais depois de, se não me engano, 3 anos de inatividade. Acolhido pela equipe Hattrick Racing e de volta à liga F1BC, correrei às terças feiras sim/não, às 20h de Montana (categoria National Light) e às 22h de Brasileiro de Marcas (Marcas Junior), com o Renault Fluence.

Ambas as corridas terão, como de praxe, transmissão ao vivo com direito a narração e comentários pelo facebook, na página oficial da liga F1 Brasil Clube.

As baratas são essas aí embaixo:



Bem, com isso, claro que o blog voltará à ativa também. E não só falando de corridas virtuais. Tem muita coisa bacana acontecendo na F1, WEC, Nascar... E eu tenho acompanhado tudo. Portanto, vou voltar a dar meus pitacos por aqui.

18 de dezembro de 2017

Baú do Motordrome: equipe Dywa

O Abdel Ayech Junior matou nos comentários e, como prometido, trago hoje a história da equipe Dywa, resgatada diretamente dos arquivos empoeirados do finado Motordrome...

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A pequena Dywa tem uma das histórias mais obscuras do automobilismo. Ainda hoje, em tempos de internet e fácil acesso à informação, pouco se sabe sobre a equipe italiana, que nunca conseguiu participar de um Grande Prêmio de F1.



Na Fórmula 1 atual, altamente capitalizada, não há mais espaço para artesãos, entusiastas e/ou garagistas. As equipes menores que ainda assim se aventuram na categoria máxima duram poucas temporadas antes de quebrarem - vide os atuais casos de Hispania, Caterham, Marussia e afins. Isso, só para citar algumas... Puxando um pouco (não muito) na memória lembramos da Super Aguri, Spyker, Midland e por aí vai.

Mas nem sempre foi assim. A F1 já foi uma categoria com um paddock bem mais acessível, com carros de design inovador (e totalmente diferentes entre si), motorizações distintas, ondem o limite era a imaginação e criatividade dos projetistas.

Neste cenário, "Dydo" Monguzzi (nascido Pietro Monguzzi) foi mais um destes garagistas que, junto com seu irmão Walter, decidiu construir um carro de Fórmula 1 totalmente artesanal. Entre 1973 e 1980, os irmãos Monguzzi tiveram quatro criações anunciadas para a F1, mas que nunca chegaram a ser inscritas num único GP. Por isso, a equipe Dywa (analogia aos nomes de Dydo e Walter) não aparece em nenhuma estatística, como se não tivesse existido.

Talvez fosse melhor assim...



Dydo começou ainda jovem a atuar como mecânico no circuito de Monza. Pouco depois, se especializou no transporte de carros de corrida destinados a exposições e feiras. Depois, passou a trabalhar exclusivamente para a Marlboro, transportando McLarens, Alfa Romeos e Ferraris ao redor do mundo.

Ao transportar carros de corrida de terceiros, Monguzzi alimentou o sonho de desenvolver o seu própriobólido de competição, e ainda na década de 60' decidiu construir um modelo para a Fórmula Monza - categoria júnior italiana com a qual Monguzzi sempre esteve envolvido.

Em 1975 Manguzzi decidiu instalar um motor Chevrolet 5.0 litros n'um chassis Lola, acoplar uma caixa de câmbio Hewland e criar um carro para o Campeonato Europeu de Formula 5000. A primeira (e única) corrida do modelo aconteceu em 31 de março de 1975, em Brands Hatch, tendo como piloto Luigi Mimmo Chevasco. No enanto, a aventura (financiada pelo fabricante de calçado italiano Rossetti) não foi longe, pois o carro (inscrito sob o numeral #51) não se classificou para a prova.

Design inovador visando a F1



O DYWA 08, apresentado em 1979, era um carro completamente novo. Empurrado por um Cosworth DFV 3.0 V8, era branco e caracterizado por uma linha bem peculiar (semelhante ao bico de um Concorde) e sem as asas dianteiras (os famosos "bigodes"). A asa traseira também tinha uma forma bastante incomum, com as paredes laterais unidas à carroceria e à linha dos tanques laterais (onde estavam os radiadores), além de saias para o efeito solo - esta solução também foi usada por Willy Kauhsen no seu WK01, pilotado por Gianfranco Brancatelli e Patrick Neve também em '79.

Assim como o Kauhsen, o modelo apresentado por Monguzzi surpreendeu muitos chefes de equipe de diversas categorias (inclusive equipes com mais recursos técnicos e econômicos), o que certamente foi um feito para um modesto garagista italiano. Segundo Monguzzi, o carro estaria pronto para competir no GP da Bélgica, e seria pilotado por Alberto Colombo, mas isso nunca aconteceu.




Acima, o Kauhsen WK01, de 1979, que serviu de inspiração para o Dywa 01

O vexame em Monza

Um ano mais tarde, em 1980, Dydo Monguzzi afirmou que o DYWA 010 (uma evolução do 08) estava finalmente pronto para correr, e decidiu inscrever o carro no Campeonato Britânico de F1. Em Monza, na primeira aparição pública do modelo, Piercarlo Ghinzani assumiu o volante que já havia passado pelas mãos do piloto de F2 Maurizio Flammini durante alguns testes.

Assim como em Mônaco, os treinos livres em Monza aconteceram na quinta-feira, e Ghinzani não deu mais do que algumas voltas de instalação. No sábado, foram apenas 5 giros antes que o carro acusasse um vazamento de óleo e abandonasse a seção...

O resultado?

Eles obviamente não se classificaram para a prova. Mas não pára por aí. O DYWA foi 20 segundos mais lento do que o 2º carro mais lento do treino - então um Chevron de F2 pilotado por um desconhecido de nome Roy Baker. Além disso, o tempo de Ghinzani foi assombrosos 37 segundos (!) mais lento do que a pole para aquele GP, conquistada por Emilio de Villota, a bordo de um Williams FW07.



Acima, o DYWA 010, que não conseguiu correr na F5000.

Por que não tentar de novo?

Em 1983, quando a FIA decidiu modificar o regulamento técnico da F1 para a temporada de 1985, aumentando a cilindrada dos motores para 3.500cc e criando a F3000 com os velhos Cosworth ex-F1 em substituição à F2, Monguzzi viu a chance de utilizar o Dywa 010 em sua configuração original para nova categoria.

[...]

O objetivo era estrear na F3000 com um carro novo, mas por que criar um carro completamente do zero se você pode optar por mudar o nome do DYWA para Monte Carlo GP 001 e continuar o seu desenvolvimento?

E assim foi feito. Com a aerodinâmica é completamente refeita e uma nova decoração vermelho e branco (as cores da bandeira de Mônaco), o Monte Carlo GP 001 foi apresentado à imprensa em 1986, na presença do príncipe Albert II e, em seguida, testou na pista de Le Luc tendo como pilotos o próprio Ballabio e Richard Dallest (este último, só pilotando o carro no final da temporada, pois estava sob contrato com a AGS  - que permitiu o teste em sua pista privada).

Um fim melancólico

A primeira corrida do Monte Carlo 001 aconteceu no Trofeo Elio de Angelis, então a quinta etapa do campeonato de F3000 de 1986, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. Ballabio foi o responsável por guiar o carro na classificação, mas, com o 36º e último tempo não conseguiu alinhar no grid e decidiu abandonar o projeto do DYWA 010 e utilizar um March nas tentativas seguintes da sua equipe.

27 de novembro de 2017

Arquivos


Algumas imagens aleatórias perdidas no HD...


Na ordem:

Nurburgring, 1974.

James Hunt na corrida dos campeões de 1976.

Mansell e Arnoux nos EUA, em 1981.

Atendendo a pedidos

Segunda-feira é dia de...

Isso mesmo!

Reativar um blog literalmente abandonado há 1 ano e 5 meses!
(Nossa! Não imaginava que fazia tanto tempo assim)

O motivo?

Essa bagaça ainda tem lenha pra queimar e...

Poucos se lembram que entre 2014 e 2015 eu e mais 2 amigos (o Lucas Carioli, do Notícias Motociclísticas, e o Paulo Alexandre Teixeira, do Continental Circus) tentamos emplacar um site especializado em automobilismo, o Motordrome Brasil.

Não deu certo, mas até o seu fim bastante material [autoral, diga-se] legal foi produzido. E, mesmo que nem tudo tenha sido salvo, infelizmente, alguns arquivos estão guardados... E vale o repeteco. Sempre vale.

Portanto, amanhã em breve pingo a história completa disso aqui ó...



Vocês lembram?

Quem arrisca de que equipe se trata?