30 de abril de 2011

Indy deve render R$ 80 milhões aos cofres de SP

A etapa brasileira da Fórmula Indy (a Itaipava Indy 300 Nestlé, que acontece neste domingo) resultou num lucro de aproximadamente R$ 80 milhões para cidade de São Paulo. A maior parte desta quantia foi proveniente dos turistas, tanto internacionais, quanto do Brasil, que vieram acompanhar de perto a emoção da categoria nas ruas do Anhembi.

Segundo o prefeito Gilberto Kassab, os R$ 15 milhões que foram investidos para a realização do evento revertem em benefícios para a cidade, na ordem de que cada R$ 1 investido teve um retorno médio de R$ 6. Além do impacto direto do evento, a cidade teve um ganho em relação à divulgação no exterior; somente de mídia espontânea no mercado norte-americano (ou seja, cobertura jornalística do evento nos Estados Unidos) a exposição da capital paulista foi avaliada em R$ 230 milhões.

"São Paulo fez um investimento na Indy e teve um retorno muito positivo. O tripé ‘eventos, negócios e agenda cultural’ é o forte de São Paulo e é nisso que vamos continuar investindo para manter esse forte ritmo de crescimento no turismo da capital paulista. Lembrando que, assim, ainda geramos muitos empregos", afirma o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho.



Esta notícia mostra bem o que nós pilotos tentamos (em vão) mostrar à prefeitura carioca. Um autódromo em condições de uso, torna-se auto suficiente, e muito mais rentável do que os Jogos Olímpicos; que sim, vão trazer um grande retorno financeiro para a cidade, mas, uma única vez... Depois, as estruturas ficam abandonadas (como acontece hoje com o Velódromo, por exemplo). Em condições adequadas de uso, o Rio de Janeiro pode receber categorias deste porte todos os anos (o nosso exemplo está aqui mesmo, pois já recebemos provas de Fórmula 1, Fórmula Indy e MotoGP).

Apesar de abandonado, nosso autódromo ainda conta com um dos melhores traçados do país (fato comprovado por praticamente todos os pilotos que aqui já correram), bastante seguro (pois possui amplas áreas de escape), além de um circuito Oval (construído justamente para a primeira etapa da Fórmula Indy (antigamente denominada CART) no Brasil... 

Será que é mesmo rentável acabar com o autódromo de Jacarepaguá em com a desculpa de realização das Olimpíadas? Será que não há outro local para construção destas estruturas (que depois se transformam em elefantes brancos)? Será que não é interessante para o Estado reativar o autódromo e atrair categorias "Top" do automobilismo para a cidade?

Será que eu ainda tenho de responder à estas perguntas?

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