27 de abril de 2011

Lá se vão 15 anos!

Neste domingo teremos a realização da segunda edição da Fórmula Indy em São Paulo. A expectativa em torno da SP Indy 300 (disputada no circuito montado nas ruas do Anhembi) me faz recordar a primeira prova da categoria em território nacional.

A Indy Rio 400 aconteceu em março de 1996 e inaugurou o circuito Emerson Fittipaldi, em Jacarepaguá. O oval carioca era bem diferente dos triovais e superspeedways norte-americanos; sua característica era de um circuito travado, com muitas freadas e seguidas trocas de marchas.

A categoria na época tinha uma grande audiência e aceitação por aqui, chegando inclusive à rivalizar com a popularidade da F1. Com um bom número de pilotos brasileiros disputando a prova (eram oito no total: Emerson Fittipaldi, Raul Boesel, Maurício Gugelmin, Gil de Ferran, André Ribeiro, Christian Fittipaldi, Roberto Moreno e Marco Greco) o púbico compareceu em peso para prestigiar um grid que também contava com pilotos como: Alessandro Zanardi, Greg Moore, Jimmy Vasser, Bobby Rahal, Michael Andretti, Paul Tracy, Scott Pruett, Mark Blundell, Al Unser Jr. e Adrian Fernandez.

André Ribeiro - que teve um bom rendimento desde os treinos - mesmo com um equipamento teoricamente inferior (o Lola-Honda da Tasman não era figurava entre os melhores carros da temporada) andou sempre no pelotão da frente, e soube aproveitar-se bem das possibilidades e alternativas que a prova ofereceu. Quando estava na segunda posição, foi beneficiado pelo abandono do líder Greg Moore, na volta 115. A partir daí, soube administrar bem a vantagem para os adversários e venceu de forma emocionante após 133 voltas.


Me lembro bem da corrida! Lembro que chorei bastante após a bandeirada! Foi emocionante... Ainda mais para nós brasileiros, abalados com a recente morte de Senna pouco menos de dois anos antes.

Confesso que quase chorei hoje também; ao ver Jacarepaguá tão movimentado, com arquibancadas lotadas, prestigiando uma categoria de ponta... Segue abaixo o vídeo que não me deixa mentir, com transmissão do SBT e a narração marcante de Téo José. Ê saudade!


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