10 de maio de 2012

Jogador

Mika Häkkinen estreou na F1 pela já decadente Lotus, em 1991. Sem brilho. Foram dois anos de calvário, até despertar o interesse de Ron Dennis, que o contratou para a temporada de 1993. 

Até então seria o companheiro de Ayrton Senna. Por questões comerciais não pôde correr, cedendo seu cockpit para Michael Andretti, que vinha da Indy com o apoio da gigante Marlboro. Restava-lhe o posto de terceiro piloto. Nas três últimas corridas da temporada pôde mostrar seu talento. Foram dois abandonos e seu primeiro pódio, em Suzuka

O cara mostrou que tinha aprendido o ofício. 





Em 1994 mais um teste. Sem Senna na equipe, a McLaren apostou suas fichas no finlandês. E Mika suportou bem a pressão. Com bons resultados, terminou o ano com o quarto lugar no campeonato.

Em 1995, o susto. Na última corrida da temporada, em Adelaide, uma baita porrada (ainda nos primeiros minutos da sessão de classificação) lhe tirou todos os dentes da boca e parte da língua. Lutaria pela vida, sendo salvo por uma traqueostomia, ainda na pista.

Quando as flechas de prata surgiram (falo das belezuras de 98', e não essas latas feiosas de hoje em dia) derrotou tudo e todos. Adiando inclusive o reinado de Schumacher.

Enfim, Häkkinen pode não ter sido o mais espetacular (e muito menos o mais sortudo); mas enquanto esteve na categoria, certamente foi um dos mais técnicos do grid. Era capaz de maximizar o equipamento que tinha nas mãos, e com isso ser extremamente veloz.

Um jogador de grandes partidas (pra mim, uma das melhores foi essa aqui).

Um comentário:

  1. Este cara era o verdadeiro Ice Man, porém, quando - correndo pela maclata - teve um problema que o tirou da pista e ele visto sentado atrás de algumas arvores chorando, vi que era um cara diferente.

    Gosto muito dele.

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