17 de junho de 2012

Le Mans 2012

A 80ª edição das 24 Horas de Le Mans terminou hoje pela manhã. Teve todos os ingredientes de uma corridaça. E, mesmo se não tivesse sido assim, uma prova com 24 horas de pau dentro, direto, já é, por si só, uma corridaça.
No início, aconteceu o esperado. A Audi dominando a bagaça, mas seguida de perto pelos japas da Toyota (que tinham seus carros com um azul feio pacas). Quando completaram três horas de corrida os japas apertaram o ritmo, e parecia que a briga era iminente, e eu tive de parar de ver...

Quando voltei, já tinha acontecido de tudo, e os destaques estão aí embaixo:


Uma Ferrari da AF Corse (não a principal ,e sim a da LMGTEAm) tirou um dos Toyotas de combate. E não foi qualquer um. Foi simplesmente o carro principal dos japas, que vinha em terceiro, com Davidson ao volante. O enrosco foi uma cagada e tanto dos italianos, e resultou em uma baita porrada. Davidson se fodeu. Fraturou duas vértebras e deve ficar de molho uns três meses (isso explica o porque de não ter saído do carro e enchido o tal do Perazzini de porrada. Eu teria feito isso).


O DeltaWing (um feioso que participou da prova como uma aventura experimental) por sua vez foi colocado pra fora pelo Toyota #7, pilotado por Nakajima. Não, não gostei desse DeltaWing desde que foi apresentado. Pra mim, carro de corrida tem, antes de tudo, que parecer com um carro de corrida. E o tal Delta nem carro parece. Um cu. E cus, são feios...

Mas os aventureiros da Nissan tinham lá seus méritos. Pela ousadia, pela tentativa, pela perseverança em alinhar uma aberração. Uma aberração que andava, e andava rápido. Vinham bem, até que o japa dos japas deu um chega pra lá sacana e tirou-os de combate. Foi triste ver Motoyama tentando fazer o carro funcionar novamente. Aliás, foi, talvez, a cena mais bonita e emocionante dessa corrida.


No final, a Audi fez a trinca (é o 11ᵒ trunfo do alemães, em 13 tentativas. Respeitável o desempenho dos caras). Em primeiro o e-tron pilotado pelo trio André Lotterer/Marcel Fässler/Benoit Tréluyer, em segundo o outro e-tron, de Tom Kristensen/Allan McNish/Rinaldo Capello. Em terceiro chegou o Audi "normal", o R18 pilotado por Oliver Jarvis/Marco Bonanomi/Mike Rockenfeller. E em quarto, o lindíssimo Lola-Toyota preto e dourado da Rebellion, com Nicolas Prost/Neel Jani/Nick Heidfeld.

A LMP2 não me interessa, e nem sei quem ganhou. Já na  LMGTE Pro, os dois carros para os quais estava torcendo terminaram na frente. A Ferrari F458 da AF Corse (Fisichella/Bruni/Vilander) em primeiro, seguida por outra Ferrari F458, da Luxury Racing (que teve na equipe o meu xará Jaime Melo, único brasileiro na prova).


E foi isso. Ano que vem tem mais. Ano que vem tem a Porsche (maior vencedora da história, diga-se) de volta ao combate. Vai ser foda.

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