14 de outubro de 2012

Milagres em Yeongam

Vettel venceu hoje na Coréia, no melhor estilo Gangnam. Dizem as más línguas que assumiu a ponta do mundial para não mais sair de lá. Os que torciam contra Alonso, já o enterraram. Sei não...



Eis o que eu vi. 

A largada foi limpa, com pouco incidentes. No meio do bolo, Kobayashi acertou Button. Mito não abandonou. Já o campeão vaga-lume seguiu a sua sina como um reloginho britânico (corrida boa, corrida ruim)Nico Rosberg também estava na confusão, e foi outro que não passou da primeira volta. De novo.

Lá na frente Webber largou mal. De praxe. Com isso, Vettel assumiu a ponta e venceu a corrida com 54 voltas de antecipação. De praxe também. 

E, para os que apostavam em uma tocada conservadora de Alonso, sifu. O asturiano cuspiu no dele e partiu pra cima de Hamilton. Dividiu umas curvas e passou. Massa também foi bem. Arrojado, passou Räikkönen com o pau na mão, ainda na primeira volta.

O primeiro milagre aconteceu por aí. Foi uma das poucas corridas em que o Bruno Senna não precisou trocar o bico na primeira volta. Ganhou cinco posições... E só. Tanto ele quanto Maldonado sucumbiram a tudo e todos durante a corrida. 

Depois desse oba-oba, quase nada aconteceu. E não perderei meu tempo tecendo meus comentários cobiçadissimos por pouca merda. A corrida ficou chata. 

O primeiro lance pra valer aconteceu depois da volta 20. Uma disputa entre Räikkönen Hamilton. O finlandês encostou, passou e tomou o troco. Foi bonito. E só.

Pouco depois, aconteceu o duelo explosivo entre Grosjean e Maldonado. Muito melhor do que a luta que a Globo passou antes. Poderia desencadear a Terceira Guerra Mundial, o fim dos dias, o Apocalipse... Mas, nem isso. Nem uma troca de tintas.

Foi o segundo milagre.

Grosjean ainda teve carro para encostar em Hamilton (torci como nunca para dar merda, mas de novo não deu). Encostou e passou. 

Foi o terceiro milagre.

Aliás, fez uma corrida de gente grande, esse Grojsean. Classificou bem, fez as primeiras curvas em ritmo de Safety Car, e travou belos duelos. Todos limpos. Mostrou que é talentoso, e rápido. Quando não despiroca nas largadas, anda na frente com certa autoridade. Vai entender...

Massa foi outro. Não sucumbiu ao ritmo de prova, nem aos pneus. Suas sinas eternas. Não fossem as circunstâncias do campeonato, jantaria Alonso e - me arrisco a dizer que - pelo menos um a Red Bull de sobremesa. 

O ritmo do brasileiro foi o quarto milagre.

E só. Nada mais aconteceu. Ainda restam quatro corridas pela frente - que poderiam ser classificadas como duas pistas chatíssimas, uma incógnita, e apenas um circuito de verdade - Alonso precisa de um milagre. 

Seria o quinto da série...

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