16 de fevereiro de 2013

Destino

Jochen Rindt (sem os aerofólios) em Monza, 1970.

Era a décima etapa daquele ano. E o austríaco liderava o campeonato de pilotos com alguma sobra.

Não satisfeito, Colin Chapman trabalhava na evolução do Lotus 72. E preparou um único modelo, que seria usado no domingo por Rindt.

Emerson Fittipaldi fazia apenas a sua quarta corrida na categoria, e tinha uma missão relativamente simples durante os treinos livres: amaciar o motor do novo carro. Nada mais.

Só que o brasileiro foi para a pista com o carro sem as asas.

Era a receita para dar merda.

E deu.

Em determinado momento, Fittipaldi perdeu o controle do carro na entrada da curva Parabólica e acertou a traseira da Ferrari de Ignazio Giunti, destruindo assim o carro de Rindt.

Sobrou o carro do próprio Emerson, que agora seria utilizado pelo austríaco na tomada de tempo de sábado. Também sem os aerofólios - afinal, essa era a tática de Chapman para conseguir maior velocidade nas longas retas de Monza, levando alguma vantagem sobre os adversários.

Fazia sentido, mas era arriscado.

E não é difícil imaginar o que aconteceu.

Rindt perdeu o controle do carro na mesma curva Parabólica, e bateu a aproximadamente 330km/h. Foi arremessado contra o cockpit e, como não usava cinto de segurança, não resistiu à porrada e acabou falecendo ainda na pista.

A Lotus não participou da corrida no dia seguinte. Clay Regazzoni, de Ferrari venceu a sua primeira na carreira. O mundial de pilotos continuava em aberto, e Rindt, morto, ainda liderava.

Então vieram as corridas de Mont Tremblan e Watkins Glen...

... E a F1 assistiu a um dos seus desfechos mais espetaculares.

2 comentários:

  1. Tai um detalhe pouco conhecido, essa estratégia do Chapman (hoje impensável) demonstra como nessa época a velocidade era um sinônimo de perigo

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  2. E uma coisa tão óbvia quanto o cinto de segurança... Outros tempos mesmo.

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