7 de março de 2013

SuperSub

Roberto Pupo Moreno nas ruas de Adelaide, durante o GP da Austrália de 1987. 

Era a sua segunda corrida na categoria. Ao final da prova somaria não só os seus, mas os primeiros pontos da também modesta AGS. Além do dom em operar milagres na categoria, nascia ali o carma de eterno "substituto".

Explico.

Moreno teve sua primeira oportunidade na F1 ainda em 1982, substituindo um lesionado Nigel Mansell na Lotus. Entretanto, não conseguiu tempo para largar em Zandvoort. Ainda em 1982, se tornaria o primeiro brasileiro a vencer o GP de Macau (um ano antes da conquista de Senna).

Após se aventurar nos Estados Unidos e em categorias menores na Europa, somente voltaria à F1 em 1987. Desta vez tendo como porta de entrada a equipe AGS, onde seria o substituto de Pascal Fabre nas duas últimas etapas da temporada: Suzuka e Adelaide.

Sem oportunidades em 88', correu a temporada de F-3000, montando sua própria equipe e conquistando um título consagrador. E, ao final do ano foi convidado pela Ferrari para ser piloto de testes da equipe (curiosamente vindo a trabalhar novamente com Nigel Mansell).

O posto na Ferrari lhe rendeu ainda uma vaga no grid, defendendo a modesta equipe Coloni. No ano seguinte foi a vez de andar no fundão pela EuroBrun. Mas, no meio da temporada Moreno foi chamado para ocupar o lugar de Alessandro Nannini - que havia se acidentado em um acidente de helicóptero - na Benetton. Logo na primeira corrida pela nova equipe, vitória de Piquet e segundo lugar para Moreno (foi a última de dois brasileiros, diga-se).

O resultado lhe rendeu um contrato para a temporada seguinte. Ou pelo menos parte dela. Porque depois de Spa-Francorchamps, Michael Schumacher chegou com um caminhão para ocupar sua vaga na equipe.

Após disputar as duas corridas seguintes pela Jordan (substituindo o assento deixado pelo próprio Schumacher), Moreno só voltaria a aparecer na última corrida da temporada, de Minardi, ocupando o lugar de Gianni Morbidelli (que por sua vez substituía Alain Prost na Ferrari).

E não foi só.

Nos Estados Unidos, além de uma carreira competente pós-F1, Moreno substituiu pilotos como Christian Fittipaldi, Patrick Carpentier, Mark Blundell,  Ed Carpenter, Alex Figge e Stéphan Grégoire.

Pois é.

Não é difícil entender o motivo pelo qual Roberto Pupo Moreno é conhecido como SuperSub (ou, super-substituto).

4 comentários:

  1. Este Charro na frente do carro é algo estranho. Muito estranho

    ResponderExcluir
  2. Esos AGS no andaban para nada, pero eran tan bellos con los colores de Charro...
    Abrazos!
    http://juanhracingteam.blogspot.com.ar/

    ResponderExcluir
  3. Sempre fui fã de Roberto Moreno, gostei do jeito sempre, modo Téo José ON: "operário do automobilismo", modo Téo José OFF.

    ResponderExcluir
  4. Heberton,

    Também admiro muito o Moreno. Um grande piloto, que, se não se deu bem na F1, representou o país andando bem em tantas outras categorias...

    ResponderExcluir