5 de maio de 2013

Em Sampa


(Porra Sato!) Se a corrida da Indy nas ruas de Sampa não foi assim uma Brastemp, pelo menos teve um final foi digno das chegadas apertadíssimas dos ovais. Eu disse que não ia ver a bagaça, mas, acabei vendo.

Nas primeiras voltas, Tony Kanaan dava pinta de ter um carro bastante competitivo, estando sempre entre os ponteiros. Mas, nem todos tinham a mesma sorte. Logo no início, Bia Figueiredo apareceu vagando pela pista com seu carro ipirânguico. Uns falaram em cola do giclê, outros, em problema no alternador... Mas a equipe - e a piloto também - disse que o problema foi na caixa de câmbio. Uma pena.

Bandeira amarela.

Na relargada - em fila dupla. Um troço estranho pacas - foi a vez de Helio Castro-Neves se enroscar ali na meiúca com o companheiro Will Power. Will Power que, aliás, tinha largado em último, e estava em 11º quando seu motor abriu o bico.

Bandeira amarela, de novo.

Na relargada, Castro-Neves se complicou de novo ao se envolver num acidente com outros dois carros (acho) no "S do Samba" (o pior nome de curva que o automobilismo já viu). Teve de voltar para os boxes com o carro todo esborrachado e sumiu na corrida. Terminou em 12º.

A partir daí, as chances brazucas caíram todas no colo de Tony Kanaan, que - mesmo como o dedo quebrado - mostrava ter um carro competitivo, e andava sempre no pelotão dos ponteiros. O baiano de nariz avantajado chegou a liderar a prova, mas também apareceu com o carro vagando pela pista com... Pane seca!

O choro de Kanaan foi compreensível. Fico imaginando o que deve ser você se sacrificar para correr, fazer boa corrida, ver chances reais de ganhar em casa e de repente foderem com a sua corrida por conta de uma coisa tão idiota como uma pane seca.

No fim da prova, Takuma Sato (sim, ele mesmo!) apareceu na liderança da corrida, e fechando a porta para tudo e todos que tentassem uma manobra pra cima dele. O japonês abriu a última volta na liderança, mas, perdeu a prova na última curva, quando errou o ponto de freada e abriu espaço para que James Hinchcliffe - que veio lá de trás - fizesse a ultrapassagem.

Uma pena para Sato, mas uma bela manobra e uma merecida vitória para o canadense.


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