2 de maio de 2013

Estouro

(Tá cansando já) Ontem foi veiculada pela rádio CBN, uma matéria - ou denúncia, como preferirem - sobre a situação do terreno que abrigaria o Autódromo de Deodoro, no Rio.

O que foi mostrado não é nenhuma novidade para quem acompanha a novela de perto, mas foi importante para esclarecer quem ainda não esta a par da situação.

Acontece que o terreno cedido pelo governo federal para a construção da nova pista é de propriedade do Exército Brasileiro. Em 1958 houve uma explosão de 13 paióis de munição, que infestou a área de bombas, minas terrestres, morteiros e uma infinidade de artefatos explosivos. 

Tudo isso ainda está ativo, enterrado sabe-se lá onde. 

O Exercito diz que já começou a descontaminação da área, e promete entregar até meados deste ano 16% da área para que as obras possam ser iniciadas com segurança.

Minha opinião?!

O Exército não vai descontaminar a área. Não só pela incapacidade de localizar todos esses artefatos com o equipamento que dispõem, como para evitar a descoberta de ossadas do tempo da ditadura também enterradas por aquelas bandas e arrumar sarna para se coçar.

Vai ficar tudo por isso mesmo, e um novo autódromo do Rio não vai sair do papel nem em Deodoro, nem em nenhum outro terreno. Infelizmente.

Um comentário:

  1. Jaime,

    Também não acredito nessa falácia desses governantes. Infelizmente essa pista não vai sair do papel, se é que existe um projeto.


    abs

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