19 de maio de 2013

Não salvou

Acordei tarde, não vi a etapa de Le Mans da MotoGP, e só me restou assistir à estoque na tevê aberta. Afinal, corrida de rua e chuva são ingredientes que poderiam resultar em uma corrida legal de se ver. E ainda tinha Barrichello largando lá na frente...

Mas, no fim das contas, me arrependi.

Primeiro, porque atrasaram a largada em uma hora por conta da chuva. Não sei a quantidade de água que caía, mas, gostaria de perguntar para o pessoal da organização se os carros estoquianos são de açúcar. Enfim, como eu disse, não sabia a quantidade de agua que caía e ouvi dizer que foi até prudente o atraso.

Beleza, largaram. Com o cronometro regressivo mostrando 30 minutos, ou algo assim. E eu pergunto de novo para a organização: dá pra fazer alguma corrida com uma cacetada de carros em uma pista de rua com 30 minutos só? Se eu fosse piloto e largasse lá no fundão, nem entraria no carro. Sério.

Pra completar, a transmissão oficial era constantemente interrompida para que mostrassem matérias gravadas, ou irrelevantes. Coisas como o troféu de atletismo, campeonato de cuspe à distância, a história de um brutamontes que ganha a vida arrebentando os outros na tevê e afins... Ou seja, coisas que o "grande público" gosta - ou aceita - ver.

Quem liga a tevê para ver corrida se fode, sempre, com essa tremenda falta de respeito da Globo.

Enfim.

A corrida até que foi animada. Começou com pista molhada e todo mundo com pneus de chuva. Depois, o sol abriu e quem estava mais atrás aproveitou as - muitas - entradas do Safety Car para colocar pneus de pista seca e tentar ganhar algumas posições na pista. Valdeno Brito, Cacá Bueno e Thiago Camilo fizeram isso e se deram bem.

Ricardo Maurício e Barrichello - que largaram lá na frente - andaram o tempo todo com pneus de chuva, e rezaram por mais água ou por mais porradas em que fosse preciso a entrada do Safety Car. Se deram bem, terminaram em 1º e 2º com a galera dos pneus slicks no encalço.

Primeiro pódio de Barrichello na estoque. E, sinceramente, essa foi a única coisa que realmente valeu a pena nessa etapa de Salvador. Mas não salvou (e sim, aqui e no título há uma piadinha com a cidade baiana) o quão revoltante é assistir ao automobilismo na Globo.


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