24 de maio de 2013

O erro

No fim de semana do gepê de Mônaco é bastante comum ver blogs reverenciando a volta mágica de Ayrton Senna na classificação para a prova de 1988. 

Sim, foi uma volta do caralho, aquela. A famosa volta mágica, de outra dimensão ou sei lá o que. E - como se fosse a cereja do bolo - ainda colocou nada menos do que 1s4 no tempo do seu companheiro - e rival - Alain Prost. O terceiro lugar era de Berger, incríveis 2s6 atrás. 

Com um desempenho como esse, seria fácil vencer.



Seria. 

Na corrida, Senna abriu grande vantagem para Prost e Berger. Uma vez que este último - com uma Ferrari não tão rápida assim - superou o francês e facilitou a escapada de Senna.

Prost só foi conseguir a ultrapassagem sobre Berger na volta 54, para aí sim, começar a caçada ao companheiro. Apesar da vantagem do brasileiro ser superior a 1 minuto, ambos começaram a intercalar uma sequência de voltas mais rápidas, como se medissem forças

Para garantir a dobradinha da equipe, Ron Dennis entra no rádio e pede que os dois pilotos diminuam o ritmo. Algo como "tragam as crianças pra casa, somente". 

 Foi a deixa. 

Faltando apenas 11 voltas para o final da prova, Senna bate, sozinho, na curva Portier - pra quem não conhece, a última antes da entrada do túnel - e abandona a prova.


Uns falam que o acidente ocorreu por uma simples falta de concentração. Outros, que as voltas rápidas de Prost desestabilizaram o brasileiro.

Qualquer que tenha sido o real motivo, o acidente de Senna na prova de 1988 serviu para acabar com o "endeusamento" do brasileiro, mostrando um pouco da sua fragilidade em certos momentos.

2 comentários:

  1. Marcelo de Castro25 de maio de 2013 02:54

    O Senna passou o resto de sua vida dizendo que esse acidente foi um divisor em sua carreira, jamais se perdoou por isso. Sinceramente não acredito que Prost tenha conseguido desestabilizar Senna: acho que a grande vantagem fez com que perdesse a concentração e batesse.
    Não deixou de ser um grande piloto por isso, apenas mostrou que era um ser humano, como qualquer outro dos 25 daquela corrida...

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    1. Marcelo, foi exatamente isso que eu quis dizer! Em nenhum momento desmereci Senna por errar aí. Apenas que, ele nunca foi o "Deus sem defeitos" que muitos defendem...

      Valeu!

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