1 de maio de 2013

Onde você estava

... No dia primeiro de maio de 1994?

Eu morava no Grajaú (mais especificamente na rua Barão do Bom Retiro), minha mãe estava na cozinha preparando o almoço de domingo, enquanto eu estava com meu pai, na sala, assistindo tevê. Na verdade, ele acompanhava a Fórmula 1 - e gravava, inclusive - e eu só estava ali por uma mera casualidade.

Tinha pouco menos de oito anos de idade, e obviamente não acompanhava a categoria ainda. Mal a entendia direito, aliás. Minha única relação com ela era uma miniatura de ferro inseparável da Lotus 72D do Emerson. Adorava o carrinho e o carregava pra cima e pra baixo. 

Bom, voltando.

Não lembro de ter visto os treinos, como também não lembro dos acidentes de Barrichello e Ratzenberger. Mas lembro do tom quase fúnebre com o qual Galvão Bueno estava narrando aquela corrida...

Como lembro das voltas com Safety Car, da pancada, do grito "Senna bateu" e tudo o que se seguiu depois disso. O resgate ainda na pista, o helicóptero decolando, a continuidade da corrida, o anúncio da morte, o Jornal Nacional...

Enfim, lembro de tudo.

E acredito que essa seja a minha lembrança mais remota de uma corrida de Fórmula 1. Talvez pelas circunstâncias, claro. Até tenho na memória algumas imagens da McLaren Marlboro, assim como lembro de ter visto o Alesi na Ferrari. Mas, são somente lapsos.

Nada tão concreto quanto aquela corrida de Ímola, que curiosamente me despertou para o automobilismo.

Faz 19 anos que ele se foi.

A referência.

E, assim como sentem falta de um dos maiores pilotos da história. Do ídolo. Eu sinto falta dos acidentes, do risco, do desafio, dos carros diferentes, das soluções inovadoras, das manhãs de domingo com musiquinha, da emoção nas narrações...

Tudo ficou muito artificial.

E chego à conclusão de que junto com o Ayrton morreu muita coisa que não deveria ter morrido.

2 comentários:

  1. Estava em casa, vendo a corrida e me preparando para ir jogar handebol.
    Não consegui sair de casa.

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  2. Ese 1º de mayo de 1994 yo tenía 31 años; estaba trabajando haciendo planillajes en las carreras del campeonato entrerriano de motociclismo de velocidad. llovía, y mientras aguardábamos si dejaba de caer agua (para que pueda iniciarse la actividad), alguien escuchaba una carrera de autos del campeonato argentino de TC (¿o era de TC2000?). De pronto, la noticia: Senna ha muerto. El silencio invadió el circuito. Recuerdo que finalmente la carrera de motos no se corrió, pues la lluvia duró toda la mañana, y que esos cientos de kilómetros de regreso a nuestra ciudad, en el auto en el cuál viajábamos cinco personas, fue el viaje más silencioso de mi vida. Fue una amargura sólo comparable a la que sentí el día que murió Tom Pryce.
    Abrazos!

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