13 de junho de 2013

Embrião


Fotos do projeto Abarth SE048. 

O resultado de uma tentativa da Alfa Romeo de retornar à Fórmula 1, no final dos anos 80.

Isso mesmo!

Em 1987 a Alfa Romeo se retirou oficialmente da Fórmula 1 como fornecedora de motores, seguindo os passos do que já havia feito como equipe ao final de 1985, quando surgiu então a equipe Benetton. 

Mas havia um plano para voltar.

Devido ao sucesso do motor turbo, a empresa desviou o seu foco para o desenvolvimento do motor 415/85T, com o objetivo inicial de equipar os carros da Ligier e, a longo prazo, estruturar o retorno da equipe à Fórmula 1.

Assim foi feito.

Porém, em 1987 a Fiat - que já estava ligada à categoria com a Ferrari - assumiria o controle da Alfa Romeo e, com o agravante da proibição dos motores turbo após a morte de Elio de Angelis, a participação na Fórmula 1 foi descontinuada.

As portas da categoria máxima se fechariam em definitivo.

A Procar foi uma alternativa óbvia.

Criado em 1987, o campeonato organizado pela FIA tinha a idéia de utilizar carros de corrida com silhueta de carros de rua, mas com o DNA e a tecnologia da Fórmula 1 daqueles tempos.

Os italianos já tinham um bom motor V10 - que ironicamente foi o primeiro V10 da Fórmula 1, mas que nunca foi usado em um carro da categoria - e bastou um chassis desenvolvido em parceria com a Brabham para que nascesse o Alfa Romeo 164 Procar.

Mas a falta de interesse por parte das outras montadoras fez com que o campeonato de Procar fosse descontinuado pela FIA antes mesmo do seu início, tornando o carro totalmente inútil.

A saída era alterar o projeto para atender às especificações do Grupo C de Esporte Protótipo.

Nascia então o Abarth SE048 das fotos aí em cima.

Além de contar com todo o aparato tecnológico derivado da Fórmula 1, o motor V10 da Alfa Romeo foi substituído pelo V12 da Ferrari do início dos anos 90 - somente alterado pela divisão Abarth, para que suportasse uma corrida de longa duração.

Mesmo sendo apresentado ao público em 1992, o carro nunca alinhou em uma competição oficial. Devido aos altos custos que seriam necessários para tornar o protótipo competitivo, a Fiat decidiu abandonar o projeto.

O embrião que nasceu com o DNA de Fórmula 1 descansa hoje em um museu da marca, ao lado de outros Alfas consagrados como os míticos 155 V6 do DTM e o Type 33.

Justo fim.

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