20 de junho de 2013

Montadoras Nacionais [Puma]

A série 'Montadoras Nacionais' traz hoje a história do Puma. O esportivo nacional com maior número de unidades comercializadas até hoje, e talvez o carro brasileiro de maior sucesso no exterior.

Em meados da década de 60 - apesar da escassez de autódromos - as competições faziam sucesso nas ruas das grandes cidades como Rio e São Paulo. As Mil Milhas já eram disputadas em Interlagos e a indústria automobilística começava a engatinhar.

Em meio a este cenário, em 1964, nascia - exclusivamente para as pistas - um protótipo com mecânica DKW Vemag e carroceria feita com chapas de metal. Desenvolvido pelo projetista Genaro "Rino" Malzoni, o carro foi batizado de GT Malzoni.


Ainda em 1964 o carro se sagrou vencedor do GP das Américas, em São Paulo, e dos 500 km da Guanabara, no Rio de Janeiro. Essas vitórias, somadas a outras três importantes conquistas em 1965 consagraram o sucesso nas pistas, e resultaram na criação da empresa Lumimari, para que o carro fosse enfim produzido em série.

A razão social foi mudada para Puma Veículos e Motores Ltda. e a primeira evolução do GT Malzoni foi apresentada em 1966, no V Salão do Automóvel, batizada de Puma GT.




O desenho - idealizado pelo piloto Anísio Campos - era claramente inspirado na Ferrari 275 GT e contava com faróis carenados e um acabamento interno luxuoso. A motorização de dois tempos e três cilindros entregava 50cv de potência, e empurrava o carro a consideráveis 145km/h.

Nessa primeira configuração - que também ficou conhecida como Puma DKW - foram entregues apenas 35 unidades, todas em 1966.

No ano seguinte seria lançada a segunda geração do Puma. Inspirada no design italiano do Lamborghini Miura, passava a utilizar chassi, suspensão e motorização Volkswagen - o boxer de quatro cilindros e 1,5 litro. O apelo esportivo ficava evidente no interior, que contava com volante de três raios cromados e aro revestido em couro, painel exclusivo com cinco instrumentos (incluindo conta-giros) e bancos reclináveis.

O carro rapidamente se transformou em um sucesso de vendas. Ainda em 1967 foram comercializadas cerca de 170 unidades. Em 1968 esse número foi de 151, e em 1969 as vendas praticamente duplicaram.

Em 1969 aliás, foram disponibilizadas três novas opções de motorização, que podiam variar do 1.6 litros até um surpreendente motor de 2.0 litros. Era o nascimento do Puma 1.600 GTE.

Dois anos mais tarde - em 1971 - seria lançada a versão Spider. O conversível - oferecido com opções de capota de lona ou fibra de vidro - ficaria conhecido como Puma 1.600 GTS, e mesmo com os crônicos problemas na vedação da capota, faria relativo sucesso. Um dos principais motivos para isso talvez se deva por ter sido o único nacional conversível da época, uma vez que a produção do VW Karmann Ghia havia sido descontinuada.

No Salão do Automóvel de 1972 a marca lançaria o Puma GTB S1 (ou versão 1), que além da motorização Chevrolet - o seis cilindros 4.1 litros emprestado do Opala SS - trazia uma carroceria de fibra de vidro com uma frente bem longa e uma traseira curta, grade do radiador com dois frisos horizontais e grupo ótico também emprestado do Opala. O painel de instrumentos era bem completo, e incluía conta-giros, voltímetro e termômetro do óleo. Além disso, vinha equipado com rodas exclusivas da Puma e pneus Pirelli E70.

Era um carro esporte que se igualava em termos de desempenho aos Opalas, Dodges Dart e Chargers da época. E, mesmo com seu preço bastante elevado em relação aos seus concorrentes diretos, acumulou uma longa fila de espera.

A produção da Puma aumentava exponencialmente, chegando a alcançar a incrível marca de 800 unidades/ano comercializadas em 1973.



Em 1979 o modelo GTB ganharia uma segunda versão. Era o Puma GTB S2, que contava com um design mais harmonioso que o seu antecessor, trazendo uma frente mais baixa e pára-brisa e traseira mais inclinados. O conjunto óptico dianteiro também fora reestilizado, e contava agora com quatro faróis redondos e uma grade preta com frisos horizontais.


Em 1980 era a vez do "puminha" receber alterações na carroceria a fim de modernizar o modelo. E a suspensão - tanto dianteira quanto traseira - passaria a utilizar componentes emprestados dos novos modelos Volkswagen. O cupê passaria a adotar a sigla GTC e os conversíveis teriam seu nome alterado para GTI.

De 1969 até 1980, pouco mais de 1.000 unidades do Puma - a exceção dos GTB - foram exportadas para mais de 50 países. A sul-africana Bromer chegou inclusive a montar o carro sob licença, e exportou parte da sua produção para a Austrália, em 1973.

Mas, mesmo com o sucesso alcançado, a empresa passaria por dificuldades no início da década de 1980. Dívidas com fornecedores e problemas financeiros decorrentes de obrigações trabalhistas -  além de uma inundação na fábrica do Ipiranga - afetaram a produção, que se limitou a pouco mais de 100 unidades/mês.

Em 1985, a empresa pedia concordata.

A Araucária Veículos, uma empresa paranaense, assumiu o controle da marca e retomou a produção dos Pumas. Porém, sem conseguir pagar a dívida acumulada com a Volksawgen, não pôde utilizar os motores da marca. Sem sucesso, o controle da Puma seria passado para a empresa Alfa Metais Veículos, também com sede no Paraná

Nesta nova "fase", o GTB foi reformulado e apresentado como Puma AMV - uma alusão ao nome Alfa Metais Veículos - e os puminhas foram rebatizados de AM3 e AM4. Porém, mesmo com a utilização do motor Volkswagen AP de 1.8 litros refrigerado a água - mais potentes e modernos - foram produzidas apenas 40 unidades desses veículos.



Com a abertura do mercado interno para os veículos importados, a empresa fecharia as portas definitivamente, com pouco mais de 21.000 unidades montadas/vendidas no Brasil, além das 383 resultantes da parceira sul-africana.

5 comentários:

  1. Usar minhas imagens sem autorização, não tem problema, mas recortar para esconder a marca Puma Classic é muito feio. É se apoderar do trabalho alheio. A foto do Puma DKW é de revista, mas as marcas de desgaste da revista são as mesmas e nem o nome da foto vc mudou. A última foto do AMV fui eu que tirei e os créditos?

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    1. As "suas" fotos já foram trocadas. Faça bom proveito. Em nenhum momento tive o intuito de "me apoderar do trabalho alheio" como você afirmou no texto acima.

      Acho que fica evidente que o único intuito com a postagem é o de mostrar um pouco da história do carro, o que deveria ser louvado por você (até mais admirador do Puma do que eu).

      Mas, enfim...

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  2. Acredito que haja um erro as marcas não são da puma clçassic que alias se apodera de varias que são de grandes revistas como se fossem deles são livres ele apenas colocou sua marca e ninguem tem que fazer propoganda gratuita de uma coisa que se quer é dele!!!

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  3. O cara da puma classic é folgado rouba imagem alheia e quer creditos se liga

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