6 de agosto de 2013

Enola Gay

"- Deus do Céu! Olhem só para aquela filha da puta!"

Há 68 anos atrás, essa foi a frase dita pelo Tenente Robert A. Lewis, ao ver as dimensões do "cogumelo atômico" que se formou sobre a cidade de Hiroshima, no Japão.

Era o primeiro ataque nuclear da história, que culminaria no fim da Segunda Guerra Mundial, com a rendição do Japão. Antes disso porém, três dias depois, um segundo ataque foi feito à cidade de Nagasaki.

Para se ter uma idéia da dimensão, só em Hiroshima - que tinha em torno de 325 mil habitantes - cerca de 80 mil pessoas perderam a vida instantaneamente, e estima-se que o total de mortos (diretos e indiretos) nos dois ataques tenha sido de 300 mil.

As pessoas foram literalmente desintegradas, e suas mortes jamais foram confirmadas em função da falta de cadáver. Quem sobreviveu, teve a saúde seriamente comprometida, ao ponto de até hoje constatarmos vítimas de câncer, além de bebês nascidos com má formação, devido à radiação.

Um horror.

Não cabe aqui discutir se as bombas foram ou não necessárias, e até mesmo se o ataque possui alguma justificativa. Hoje pode não ter mesmo. Mas no contexto de uma Guerra Mundial, onde foi inserido, pode sim, ter feito sentido.

E esse é somente um, dos inúmeros capítulos negros da história do mundo.

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