22 de novembro de 2013

Bye, Mark



(Prometido, cumprido) 214 corridas, 37 pódios, 9 vitórias, 13 poles e 17 voltas mais rápidas. Esse é o currículo de Mark Webber até agora. São 11 anos na categoria (13 na verdade, se considerarmos os 2 anos como piloto de testes na Arrows e na Benetton). Nada mal, não? Acho inclusive que merecia uma despedida à altura. Mas...

Putz, 11 anos?!

Lembro bem daquela corrida de estréia, em 2002, na Austrália. Aquela mesmo, em que o Ralf Schumacher saiu voando por cima do Barrichello. Uma zona do caralho, que tirou oito carros de combate. No fim, lá estava uma Minardi em quinto. Eram os primeiros pontos da carreira, correndo em casa, na estréia, e com um carro horrível (que não pontuaria de novo naquele ano). Foi quase um milagre!

Em 2003 e 2004 correu pela Jaguar. Aquele carrinho verde, coitado, que se não era lá grande coisa, ao menos fazia miséria nas classificações.



Claro que podia classificar com uma gota de combustível no tanque ou com garrafinhas cheias de combustível no bolso. Valia tudo, e o piloto era quem escolhia. Mas Webber não voava só aos sábados. Voava aos domingos também. Claro que, bem mais baixo. Em 2003, foram cinco largadas entre os seis primeiros, e 7 corridas nos pontos, contra um mísero ponto de Justin Wilson (que substituiu Pizzonia no fim daquele ano). 2004 não foi um bom ano, com apenas 7 pontos no campeonato, e os brilharecos da Malásia e Japão, quando largou em 2º e 3º, respectivamente.

Em 2005 e 2006 defendeu a Williams. Foram talvez seus dois piores anos de F1. Pior até mesmo do que a Minardi, que só por ser a Minardi já era legal pacas, e era mais ainda por ter a chance de, lá do fundão, ver todo mundo se arrebentando lá na frente e a única alegria era passar os coitados batidos pelo caminho. 

2005 foi salvo pelo primeiro pódio da carreira, em Mônaco. Mas 2006 foi o ano da debandada da BMW, o que fez com que a Williams tivesse um carro pavoroso. Webber só conseguiu 7 pontos durante todo o ano, com dois sextos lugares e um oitavo como melhores resultados. Rosberguinho, estreante, conseguiu dois sétimos lugares e só.



Em 2007 foi contratado pela Red Bull (que era a ex-Jaguar, lembram?), e só foi ter um carro competitivo (e digo isso no sentido de brigar por vitórias, mesmo) em 2009, então o primeiro ano da dupla Webber/Vettel. Um puta azar!

Mas foi lá, em 2010, que Webber teve a grande chance de ser campeão, quando chegou à ultima corrida da temporada, em Abu Dhabi, na vice liderança do mundial, apenas 8 pontos atrás de Fernando Alonso. Não deu, nem pra ele nem pra Alonso. Vettel (oh!...) venceu a corrida e faturou o primeiro de seus quatro títulos. Webber ficou em terceiro no campeonato, 14 pontos atrás do alemãozinho.

De lá pra cá não teve pra ninguém, mesmo. Só dá Vettel.

Webber tem lá seus motivos para estar de saco cheio de tudo. E faz ele bem em respirar novos ares. Até porque, se não é excepcional como Vettel, é um bom sujeito, além de um piloto bastante rápido e competente... Ao invés de ficar sendo sacaneado, vai voltar para onde saiu no início dos anos 2000 (existe isso, esse termo?): o Mundial de Endurance. 

Lá, vai andar de Porsche, que está preparando um puta carro para o ano que vem. Vai se divertir e ganhar uma corridas longas. Podem apostar. Repito: é o melhor que ele faz, mesmo.

Que tenha sucesso.

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