3 de novembro de 2013

Xeque xeques [3]

(Tudo previsível) Abu Dhabi foi a 7ª vitória consecutiva de Vettel, e sua 11ª no ano. Igualou os feitos de Schumacher, em 2004, e Ascari, em 1952/53, que também venceram as mesmas 7 vezes sem tirar de dentro. Se faturar em Austin e Interlagos, o alemãozinho iguala as mesmas 13 vitórias n'uma mesma temporada. Este, outro recorde de Schumacher, também em 2004.

Mas, falemos da monótona corrida abudhábica.

Na largada, o destaque foi o abandono prematuro de Räikkonën, que não passou da primeira curva. Delegado à última posição por conta de uma irregularidade no carro, deixou para frear tarde demais, escorregou, acertou Vanderlei e quebrou a suspensão. Erro incomum para o piloto que é, mas um risco considerável quando se bate rodas com catherânicos e marússicos no fundão. Afinal, o poeta Nelson Piquet já dizia que largar lá no meio do grid é uma merda. E é, mesmo.

Webber largou mal (qual a novidade?), Vettel aproveitou, pulou na ponta e sumiu. Só vimos ele novamente na bandeirada e no pódio. Rosberguinho, discreto, sustentou o terceiro lugar e foi assim até o final. Grojã também pouco apareceu, mas fez outra boa corrida e terminou em quarto lugar.

Daí pra trás, as posições foram definidas com alguns brilharecos aqui e ali.

Como quando Hamilton passou Sutil, que repassou Hamilton, que foi ultrapassado por Massa, que depois passou Sutil, que foi finalmente ultrapassado por Hamilton. Enquanto isso, não muito atrás, Alonso penava para se livrar de Hulkenberg, o incrível, e foi outo que passou Sutil e Hamilton para enfim encostar em Massa.

Briga interna em igualdade de condições, aparentemente. E mesmo assim, antes de qualquer manobra de Alonso, Reginaldo Leme tratou de justificar uma possível ultrapassagem ao dizer que os pneus de Massa tinham 32869284 voltas a mais do que os pneus utilizados por Alonso. Aliás, foi uma palhaçada sem tamanho tentar justificar uma simples ultrapassagem, viu? Pior ainda é essa mania de colocar Felipe n'um pedestal só "porque não abre mais para Alonso, porque se classifica à frente de Alonso, porque está correndo as ultimas etapas do ano sem pressão, livre, leve e solto". Vai cagar, Galvão!

Massa entrou nos boxes para a sua segunda troca na 39ª, a equipe se atrapalhou na troca de pneus e ele acabou perdendo 0s8 na brincadeira. Alonso parou na 45ª, fez sua troca e saiu como um alucinado do túnel que devolve os pilotos à pista.

Aí, quase deu uma senhora merda. Quase mesmo!

Alonsito saiu emparelhado com a Toro Rosso de Jean-Éric Vergne, que por sua vez tinha Massa embutido em sua asa traseira anal. O espanhol, claro, tratou de jantar os dois pelo único lugar da pista que lhe restou para passar: a área de escape.

Foi interessante ver o número de chororôs por conta da manobra. Vamos lá. É errado passar pela área de escape? É! Claro que é. Mas pra que ela existe, então? Que punam o Hermann Tilke por projetar aberrações como essa saída de boxes suicida. Ou que simplesmente coloquem brita nas áreas de escape. Pelo que eu me lembro, Sutil não foi punido por passar Perez e Maldonado numa cajadada só, usando a mesma trapaça. Massa também, não foi punido ao passar com as 4 rodas pela área de escape da última curva, durante sua última volta do Q3.

Enfim.

Alonso passou, e ainda teve tempo de buscar Hamilton e Di Resta, para terminar em quinto. À frente dele chegou Grojã, que fez uma corrida discreta, porém convincente. Mais uma.

Portanto, os dez pontuáveis foram os supracitados Vettel, Webber, Rosberg, Grosjean, Alonso, Di Resta e Hamilton, seguidos de Massa, Perez e Sutil. A Williams bateu na trave mais uma vez, com o 11º lugar de Maldonado, que mostrou algum combate com uma Williams capenga.

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