9 de dezembro de 2013

Fim da linha

(Obrigado) Foi uma longa jornada, desde aquele carrinho que inaugurou a linha de produção da Volkswagen em São Bernardo do Campo, em 2 de setembro de 1957. Aquele mesmo carrinho, derivado de um esboço feito pouco depois da Segunda Guerra Mundial, em 1949, na Alemanha, e que chegou ao Brasil ainda no início dos anos 50, importado.

Quem diria que o Tipo 2 - o primeiro nome da nossa Kombi - duraria tanto tempo prestando serviço, conquistando corações e marcando gerações e mais gerações mundo afora.

Aqui no Brasil, como todos sabem, a nossa velha senhora sairá de produção agora em dezembro, sepultada pela nova legislação, que obriga que os carros a saiam de fábrica com freios ABS e air-bags. Itens esses que o pessoal da Volkswagen não conseguiu adaptar nas Kombis. Ou conseguiu, sei lá, só que a adaptação ficaria cara demais, talvez.

Tudo bem. Faz parte.

Em nome do conforto, e principalmente da segurança, é algo compreensível.

Mas não é o fim do nosso simpático furgãozinho. Aliás, o fim está muito longe, ainda. Basta olhar à sua volta. A Kombi não é simplesmente um veículo. Ela já se tornou parte integrante do nosso cotidiano, da nossa história, das nossas cidades. Afinal, são 56 anos ininterruptos carregando o país nas costas, literalmente.

A Volkswagen mesmo, fez um site todinho para a despedida.

Clica aqui.

E admita, você também deve ter uma história engraçada, uma lembrança ou algo relacionado à Kombi... Busca aí na memória!

Eu tenho um sonho em particular. Ainda vou ter uma daqueles trailers feito pela Karmann-Ghia (a partir de 1979, acho), uma Safari, e pegar a estrada sem destino e sem data pra voltar.




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