25 de março de 2014

Até tu, Trulli?



(Que seja um fracasso) Jarno Trulli testando o carro da Fórmula E na França. Ao que parece, pela primeira vez com "baterias de corrida". E eu não faço ideia do que isso significa. Antes as baterias usadas eram de que?

Enfim.

Não consigo associar esse troço a um carro de corrida de verdade. Não só pelo barulho (ou a falta dele, na verdade), mas também por conta da necessidade de se trocar de carro (!) durante as corridas, os circuitos... Tudo! Tudo é ruim! E ainda tem gente - boa, diga-se - se esbofeteando pra correr disso aí.

Os carrinhos de controle remoto do meu filho são mais legais...

4 comentários:

  1. "E ainda tem gente - boa, diga-se - se esbofeteando pra correr disso aí"
    Como diria mestre Nelsão: A gente tá correndo atrás da grana, amigo...

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  2. A substituição do combustível pela energia elétrica é um mal (ou um bem) necessário. As jazidas estão chegando ao fim e, pelo consumo atual, não durarão mais que 50 anos. Talvez, ainda estaremos vivos para ver o colapso da era do petróleo.

    Por isso, a busca por fontes alternativas de energia é essencial. Se continuarmos dependentes do Petróleo, daqui a 50 anos, não teremos mais aviões, carros, plástico (cuja produção depende do "ouro preto") e mais uma série de outras coisas. Curiosamente, os países não terão, sequer, o combustível necessário para mover suas tropas na luta pelas poucas jazidas restantes.

    Diante desse quadro, eu aprovo o uso da energia elétrica nos carros e sou "menos preconceito" em relação aos avanços da Formula E. O som do motor e o visual dos carros sempre foram importantes, mas, querendo ou não, são elementos relativamente superficiais. Por mais estranho que sejam a estética sonora e visual das baratas eletrônicas, dá para acostumar os olhos e ouvidos a elas (creio eu).

    Contudo, nem todo o entusiasmo do mundo é suficiente para aceitar a falta de velocidade do carro e a necessidade de trocá-los durante a corrida. Sem velocidade, não há emoção, não há competição, enfim, não há a própria corrida em si. Por outro lado, a falta de autonomia das baterias torna o espetáculo patético, quebrando completamente a lógica de uma corrida.

    É necessário desenvolver a carga da bateria, permitindo que ela acumule e despeje uma quantidade maior de energia (aumentando a velocidade e a autonomia dos veículos). Sem esse passo, fica difícil promover uma corrida e a realização desta pode ser prematura, servindo apenas para induzir as pessoas a criarem um preconceito em relação aos carros elétricos. Creio que a Formula E representa o futuro, mas esse futuro ainda não chegou.

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    1. Leonardo,

      Obrigado pelo comentário, e por expor tão bem sua opinião. Agora, deixe me expor o motivo de eu torcer o nariz para a Fórmula E.

      Recomendo que leia esse texto aqui, nesse link aqui embaixo:

      http://blogdoboueri.blogspot.com.br/2013/03/sobre-o-automobilismo-verde.html

      Um trechinho dele, caso não leia tudo:

      "Um estudo divulgado pela F1 Team's Association (a FOTA) aponta que, durante toda a temporada de 2011, os carros de F1 foram responsáveis por despejar 486.000 Kg CO2e/ano na atmosfera. Ou seja, "apenas" 162 vezes mais do que o que eu despejo com o meu Classic e minha Fiat 147 juntos.

      Muito?

      Bom, isso representa apenas 0.23% das estratosféricas 208.373 toneladas CO2e/ano que o circo da Fórmula 1 polui (somando o gasto com eletricidade dos túneis de vento, desenvolvimento de peças, transportes aéreo e marítimo, combustível para isso tudo e eticéteras). Ou seja, substituir os atuais motores a combustão por motores de carrinhos de controle remoto não irá salvar o planeta. Não irá sequer, contribuir para a redução dos índices de emissão de CO2e/ano de forma significativa. Afinal, de que adianta mudarmos os carros se tudo em volta vai continuar fodendo a natureza do mesmo jeito?"

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  3. Mais uma categoria com barulho de motor ridículo.

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