20 de março de 2014

Australopitacos virtuais

(E sem rádio!) Sábado foi dia de etapa virtual da Fórmula Light, no clube F1BC, categoria da qual participo. Como sempre, aí embaixo, um resumo de tudo o que aconteceu. Era para ser a minha melhor corrida na temporada. Não foi. Vamos ver como nos saímos em Sepang, daqui a duas semanas.



Larguei em 13º dos 17 carros que classificaram e 21 que largaram, com o tempo de 1m42s020. Nos treinos cheguei a virar 2m40s5, pra vocês terem uma ideia. Mas confesso que sou um horror em classificações mesmo. Explico. Temos direito sempre a duas voltas rápidas, além das duas de aquecimento e retorno aos boxes. A primeira eu faço no sapatinho, para garantir tempo, e sempre na segunda falo pra mim mesmo "agora vou botar pra foder". Mas não coloco, nunca. Faço duas voltas burocráticas, geralmente sem erros, e só.

Explicada minha pífia colocação no grid, vamos à corrida.

Na largada, procurei apenas fugir de confusões, como sempre. E até que deu certo. Ainda mais porque não vi nenhuma cagada na curva 1, como geralmente acontece. Depois a galera começou a se perder pela pista, ainda nas primeiras voltas, e eu fui ganhando uma posição aqui e outra ali.

Quando fui ver, já estava em P7, e com o meu ritmo, era bem capaz de conseguir beliscar um P5 no final. O problema é que eu acabei me distraindo ao olhar a tabela de classificação, perdi o ponto de freada da curva 3 (ou 2, se considerarmos o S do início como uma curva só) e rodei, sozinho. 

Não bati. Mas perdi muito tempo para sair da caixa de brita. Além, claro, de torrar os pneus tentando parar o carro antes do muro.

Aí é meio foda. Depois de um erro tão babaca em uma corrida que você se preparou tanto (e estava tão bem, de verdade), é difícil de se concentrar de novo e achar um bom ritmo para remar tudo de novo. Quando fiz isso, já estava lá atrás e me contentei em buscar o máximo de posições que conseguisse. Afinal, ritmo pra andar lá na frente eu sabia que tinha.

No fim das contas a minha briga acabou sendo, a corrida toda, com o Anderson Soares, meu companheiro de equipe. Coisa de vida ou morte, mesmo. Até porque na MidiaSom não temos esse negócio de primeiro e segundo piloto não. Mas foi um aprendizado e tanto, porque ele estava andando forte, e o dele carro parecia ser mais rápido de reta que o meu.

Me diverti, não dá para negar. Nas entradas e saídas de curva eu chegava, mas nas reta ele abria um monte. Por isso, tive de esperar um erro ou uma bobeada dele para ultrapassar, mas aí era eu quem perdia referência e olhava demais no espelho, e acabava bobeando.

Foi uma briga bonita, e tem ela na íntegra aí embaixo (daí os quase 30 minutos do vídeo).


Ficou bacana, não?

Perto do final, quando finalmente consegui abrir uma vantagem confortável - leia-se algo em torno de 1s5 - meus pneus traseiros acabaram, e eu tive de fazer uma parada extra. Com isso, o 11º lugar conquistado com tanto suor caiu no colo do Anderson, de novo.

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