22 de julho de 2014

Acabou

Estou para escrever este post desde domingo, mas só agora apareceu tempo para desenvolver a idéia. Está um pouco fora do contexto já, uma vez que fala do incidente com o Sutil em Hockenheim. Essa semana tem Hungria, assim, sem tirar de dentro, e as coisas podem ficar um pouco 'atropeladas'. Sei lá, queria ter escrito no domingo, mesmo.

Mas não vou deixar passar em branco...

Vamos lá.

Lembram que eu falei que Hamilton ganharia a corrida? Pois bem, poderia até ter ganho, mesmo, caso o Safety Car entrasse na pista.

"- Ah Jaime, mas o Hamilton não conseguiu nem passar Bottas! Quem garante que conseguiria passar o finlandês e mesmo Rosberg se o Safety Car tivesse entrado?" dirão vocês.

Concordo.

Ninguém garante que Hamilton de fato ganharia a corrida. Talvez não ganhasse, mesmo. Não fiz cálculos e tampouco revi a corrida para avaliar se isso seria mesmo possível. Mas, o fato é que a discussão principal gira em torno do critério de segurança adotado pela FIA, na figura de Charlie Whiting. Lembrando que uma semana antes, em Silverstone, demoraram 1h para reiniciar a corrida, devido a um guard-rail avariado na porrada de Räikkönen. Reparo esse necessário e imprescindível para os padrões de segurança da FIA.

E a segurança domingo, onde estava?



A Sauber de Adrian Sutil permanecer parada no meio da pista por três voltas apenas sinalizada com uma bandeira amarela local, foi sim, algo incomum. Ridículo, pra dizer a verdade. Irresponsável e criminoso, eu diria.

O único caso, talvez, que eu me lembro de fiscais - dois exatamente - atravessando a pista para socorrer um carro com a corrida em andamento aconteceu em Kyalami, na África do Sul, em 1977. O resultado? Um fiscal desintegrado e um piloto morto. No caso, Tom Pryce.

Domingo atravessaram três...

Enfim.

Para mim o esporte morreu domingo, em Hockenheim. Acabou, como o próprio título do post sugere. Como deixei bem claro no início, não sei se Hamilton ganharia a corrida, e isso de fato pouco importa. O que assusta é constatar que o que definiu o resultado na pista foi uma decisão política, de bastidores... E controversa.

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