14 de julho de 2014

Evoluindo

Um P7 na classificação e um P8 na corrida. Esse foi o resumo do meu desempenho em Hockenheim, pela quinta etapa do campeonato virtual de Fórmula Light, do clube F1BC. Este é, até aqui, o meu melhor resultado no ano, e uma surpresa até, pelo fato de eu não ter dado uma volta sequer no circuito antes do dia da etapa, no sábado mesmo.

A classificação foi debaixo de chuva, mas aquela chuva fina, que dava para arriscar com pneus para pista seca (no caso de Hockenheim, os soft e hard, ou, ainda, amarelos e brancos). Assim fiz, e consegui a melhor marca em 1min34s740. Um horror, considerando o que eu havia conseguido nos treinos (cerca de 2s mais rápido). Mas, como parte da turma preferiu não fazer classificação para largar com pneus novos (os 10 primeiros largam com o pneu que classificaram, já desgastados), fiquei com o P7 no fim das contas.

E, em Hockenheim, com a primeira curva feita quase de pé embaixo, com todo mundo junto e ameaça de chuva... Quanto mais à frente eu largasse, menor seria a chance de me envolver em confusões. E ainda tive um dos meus companheiros de equipe, o Rogério Ribeiro, largando em P6, ao meu lado.

Largada tranquila e um primeiro trecho de corrida sem maiores surpresas, com pista seca, em P8, distante do 9º colocado, e comboiando o Rogério Ribeiro (que ia à minha frente). Fiz a primeira parada na volta 6 (desgaste acumulado da classificação, lembram?), junto com o Rogério, e pus outro jogo de pneus soft. Primeiro, para outro stint veloz, e segundo, porque esperava que chovesse.

Netse segundo stint fiz todas as voltas entre 1m30s8 e 1m31s5, um assombro de regularidade, parando de novo na volta 15, para enfim pôr os pneus hard e cumprir a obrigatoriedade dos dois tipos de compostos. Entrei 4s atrás do Rogério Ribeiro e saí a 1s2. Como há limitação de velocidade nos boxes, o desconto da diferença só pode ter sido na entrada mais agressiva e na aceleração melhor. Não deu pra passar, que era a idéia inicial, mas já dava pra esboçar um ataque, por conta do vácuo.

Na volta 17, ainda com os pneus frios, rodei sozinho e vi o Rogério ampliar a vantagem para cômodos 20s. A chance então passou a ser uma chuva, se viesse.

E ela veio.

Faltando uns 15 minutos par ao fim da corrida, a água começou a cair. Fraca, ainda, mas o suficiente para ocasionar algumas escapadas e correções minhas. Eu ainda tinha uma parada para cumprir, e teria de decidir entre os pneus hard ou os intermediários, para as voltas finais. Ainda não tinha água o suficiente para os intermediários, mas, se eu optasse pelos slicks e a chuva aumentasse, eu me fodia, e corria o risco de perder um top 10 garantido.

Parei na volta 24, e como treinei bastante com pneus slicks debaixo de chuva mais forte do que a que caía na pista, arrisquei (tal como Barrichello fez em 2000 na mesma Hockenheim), colocando um jogo de slicks.

A chuva apertou bastante, e eu sofri para manter o carro na pista. Mas se eu parasse de novo, perderia posições, então, resolvi me segurar como dava. Com os meus erros na chuva, o Luis Pepe - que estava anos luz atrás de mim - se aproximou, e apareceu apenas 4s atrás. Mas soube administrar isso. Eu perdia uns 4 décimos no segundo setor (meu pior na pista, desde os treinos), mas compensava ganhando cerca de 1s nos outros.

Assim, me sustentei, portanto, sem maiores problemas em P9 até o fim.

Até que, na última volta, O Rogério Ribeiro ficou pelo caminho na parte do estádio, sem pneus. Não sei se bateu e furou algum deles, ou se os mesmos furaram por conta do desgaste. O fato é que ele acabou perdendo a posição para mim e para o Luis Pepe, que vinha logo atrás, cruzando apenas em P10.

Deixo aí embaixo o replay completo da etapa (classificação, warm-up e corrida) com narração e comentários, além, claro, das imagens em HD.

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