12 de outubro de 2014

Deu pro gasto

Seguinte macacada. Não avisei, mas ontem tive corrida virtual pelo clube F1BC em Fuji, no Japão. Acompanhamos o calendário da Fórmula 1, mas como a corrida da vez é em Sochi e até pouco tempo atrás não se tinha nem idéia do circuito, claro que não deu tempo de desenvolver uma versão virtual dele. O que no fim das contas não foi de todo mal. Afinal, pelo que eu vi hoje na TV, é mais uma pista de merda, montada no meio do nada, cheia de muros e curvas sem sal...

Sei lá porque escolheram Fuji. Talvez porque o WEC corre lá esse fim de semana também. Eu particularmente não me lembrava de ter andado por lá antes. Tenho quase certeza, aliás. Até o início dessa semana não sabia nem pra onde virava nas curvas, os pontos de frenagem, tangência... NADA! Mas, conforme fui treinando, fui gostando da danada da pista; técnica, com subidas, descidas, curvas lentas, rápidas, cegas... Um circuito, digamos, divertido.

Os pneus escolhidos para a etapa foram os supermacios (vermelhos inferno) e duros (laranjas com acerola). Os primeiros eram rápidos, mas acabavam em, sei lá, 8 voltas, enquanto os mais duros aguentavam 380 minutos de corrida, mas a um ritmo bem mais lento. Então, ò duvida cruel... O que usar? Os chicletes para andar rápido pra caralho e parar mais vezes ou os de pau, pra parar menos e tentar o pulo do gato?



Optei pela segunda tática, de "usar os pneus de pau pra parar menos e tentar o pulo do gato". 

Não fiz classificação, no intuito (claro!) de poupar os pneus pra corrida (os 10 primeiros largam com os pneus usados). Muita gente fez o mesmo e acabei largando em um P9, com todos na minha frente calçando os chicletes vermehos dos infernos já gastos. Pensei: "basta não ficar muito longe que vou jantar esses trouxa tudo".

Consegui me manter em P9 sem problemas, e se não ameacei quem estava à minha frente, também não fui atacado por quem estava atrás. Mas, ainda na segunda volta fui traído por um simples detalhe: esses pneus de pau, os duros, demoram mais pra atingir a temperatura ideal. Ou seja, até lá, o carro escorrega mais do que sei lá o que...

Resultado? Rodei.

Não foi nada sério. Não bati, não perdi muito tempo (8 segundos exatamente, de acordo com a telemetria), mas como ainda estava no início e todo mundo estava andando junto, cai pra 14º com aqueles pneus lentos dos infernos. Ok, acontece. Me concentrei em não errar mais, e até tive uma boa briga com o Danyel Albuquerque, que foi tocado pelo Aldemir Rella - meu companheiro de equipe - e voltou à pista bem na minha frente, também calçando os pneus de pau.

Não passei na hora, mas dei uma pressão no sujeito, e me diverti com isso. No fim, cheguei na frente dele. No meio da corrida até tive algumas disputas com a turma que estava muito na minha frente mas que, por causa da minha tática diferente (leia-se burra), acabava saindo dos boxes bem na minha frente. Eu, claro, não aliviei pra ninguém.

Fiz duas paradas, larguei de duro, fiz outro stint de duros e faltando dez minutos pra acabar pus os supermacios. Enfim, errei. No fim, vi que dava pra fazer os dois stints finais e supermacios sem problema. Cheguei em P10, e poderia ter chegado em P7, pelo menos. Ou seja, no fim das contas, eu me fodi de verde e amarelo (ou seria de azul e preto?). Não tanto pela escapada do início ou pela falta de ritmo, e sim pela escolha errada dos pneus e a hora certa de trocá-los. Acabei pulando errado.

Vou reclamar com o cara que bola essas estratégias...

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