10 de novembro de 2014

Xeque-mate

Rosberguinho venceu em Interlagos. Não só venceu, como dominou treinos, classificação e corrida. Como eu escrevi no Motordrome, "uma vitória maiúscula". O alemão enfim acordou, depois de 5 surras consecutivas de Hamilton.

Tarde?

Não!

A briga está aberta, e com o resultado de Interlagos a etapa de Abu Dhabi virou um jogo de xadrez entre os dois mercêdicos. Hamilton depende apenas de si, mas se Rosberg vencer, tem obrigatoriamente de chegar em segundo.

Nesse ponto - do público -  a pontuação dobrada faz todo o sentido do mundo.

Traz a imprevisibilidade.

Por outro lado, Rosberg tem de acelerar como se não houvesse amanhã. Vencer a corrida e derrotar Hamilton. E sim, isso são coisas diferentes. O alemão dessa vez tem de, literalmente, "torcer contra" o rival.

Nesse ponto - do líder -  a pontuação dobrada é a maior injustiça do mundo.

Tem o poder de destruir o trabalho de um ano inteiro.

Ninguém jamais poderia prever que tamanho domínio se transformaria em um dos finais de temporada mais eletrizantes dos últimos tempos; lembrando inclusive a matemática das decisões de 1989, 1990, 1994, 1997 e 2008...

A verdade é que isso é um alento, em meio à crise que a categoria atravessa.

(falarei mais sobre isso em breve)

Enfim.

O blog já tem uma torcida definida.

E você?



3 comentários:

  1. Pode até ser injusto, mas se acontecer vai ser a coisa mais engraçada dos últimos anos...
    A mais engraçada desde que o Alonso ficou preso atrás do Petrov.

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  2. Torço pelo Rosberg

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  3. Si gana Rosberg y Hamilton es tercero, es campeón el alemán gracias a el doblaje de puntos en el último GP. Sería una gran vergüenza...
    Abrazos!

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