1 de dezembro de 2014

Isso, isso, isso!

Todos temos um pouco de Chaves em nossas vidas. Se você nunca viu, tenho certeza de que conhece alguém que viu e riu - e vê e ri até hoje. Eu mesmo sou um destes. Particularmente, a genialidade de Roberto Bolaños marcou demais a minha infância. Talvez o que mais me marcou, mesmo. E mais do que isso: fez sim, parte da formação do meu caráter...

Não, eu não estou indo longe demais!

Quem não se lembra daquele menino de rua que não tinha dinheiro, que morava dentro de um barril e sonhava com sanduíches de presunto, e que mesmo com todas as pancadas do Seu Madruga e as provocações do Quico, conseguia rir, e fazia rir. Aquele menino que respirava menos, porque - segundo o professor Girafales - a cada vez que o fazia, morria um chinês... Ou então aquele que falava que aprendeu com o Seu Madruga que "a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena" e que "as pessoas boas devem amar seus inimigos"

E está aí o diferencial de Bolaños: fazer rir sem ser apelativo, sem ter maldade, sem discriminar este ou aquele indivíduo, qualquer que seja sua crença, cor, raça ou religião. Sem palavrão, sem sacanagem. A graça por si só, para crianças, para adultos...

Chaves era para todos, e o resultado disso é que aquele humor puro e inocente continua cativando crianças, jovens e adultos mundo afora, atravessando gerações.

Seu legado será eterno, Roberto Bolaños.

Muito obrigado! E sim, eu tenho certeza de que "não tem por onde"...

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