15 de março de 2015

Australopitacos (4)

Ok, fiquei acordado para assistir à abertura da Fórmula 1, mesmo sabendo que o grid só teria 15 carros, como eu expliquei no post rápido aí embaixo. Me arrependi? Claro que me arrependi! A corrida foi ruim. Péssima, horrível, sofrível. Talvez a pior que eu já vi na vida. Com 15 largando e as Mercedes sumindo lá na frente, restavam 13 carros para a TV arranjar o que mostrar...

Ou melhor: 13 carros até a segunda curva - quando Nasr viu Räikkönen mais lento, tirou do finlandês para não bater e acabou acertando Maldonado (sempre ele, coitado), que aí sim, bateu e espalhou Lotus por toda a pista.

"Safety Car acionado. Na Austrália? Oh! Que inusitado..."

Antes da relargada Grosjean foi chamado misteriosamente para os boxes e também abandonou. A Lotus não contou o motivo nem mesmo pra ele, mas eu consegui apurar com um funcionário o que aconteceu: "Um já deu PT no carro na primeira volta. Melhor chamar o outro antes que a gente não tenha carro pra correr na Malásia" - disse.

Restavam agora 13 carros para tentar salvar a madrugada em claro.

Talvez a única briga que a corrida viu foi entre Nasr, Ricciardo e Räikkönen, que andaram muito próximos até a volta 17. Aí o finlandês abriu a janela de pits apostando em uma estratégia de duas paradas (único carro a fazer isso, acho). Para piorar, a equipe se enrolou para colocar o pneu traseiro esquerdo e devolveu o cara em 11º, quase na pré-temporada.

Aí a briga do momento passou a ser... Pela última posição! A TV mostrou Pérez e Button se estranhando para ver quem era o pior na corrida. E, percebendo que ia perder a parada, Button fechou a porta e o mexicano rodou. Foi um toque de corrida, na minha opinião, mas achei sacanagem.

Na volta 22 foi a vez de Massa parar. Mas a Williams cagou novamente a estratégia ao devolvê-lo atrás de Riccardão (que ainda não tinha parado). Vettel, que acompanhou o martínico sem tentar um ataque sequer, permaneceu na pista de cara pro vento e, quando parou, a Ferrari o devolveu na frente, em 3º.

Na volta 35, mais um abandono. Do nada, Verstappinho ouviu a equipe berrar pelos boxes "- Pára! Pára! Pára, caralho!". O motivo? Tinha fumaça saindo da Toro Rosso e, como o regulamento (de merda, lembram?) só permite a utilização de 4 motores durante o ano (e os Renault não são assim uma Brastemp), a equipe decidiu recolher a carroça.

Räikkönen fez sua parada na volta 41, e voltou em quinto - à frente de Nasr e Riccardão. Mas a corrida do finlandês só duraria mais duas curvas. A equipe informou pelo rádio que a roda traseira esquerda (mesma que atrasou no primeiro pit) não foi devidamente presa e ele teria de abandonar. 

Agora eram 11 os carros na pista.

ONZE!

E o único fora da zona de pontos era... Jenson Button!

Abre parêntese.

Fernandinho deve estar rezando para perder a memória definitivamente. É a única maneira, talvez, de não sentar nessa carrroça com motor de Honda Biz que a McLaren arranjou. Pra andar pra trás deixa o Button mesmo, que já está acostumado. Fecha parêntese.

Assim a corrida seguiu seu curso sem qualquer emoção ou ultrapassagens. Massa não chegou em Vettel para buscar o terceiro lugar, Riccardão não se aproximou o suficiente para ameaçar a quinta posição de Nasr, e Button tentava incansavelmente marcar uma volta mais veloz que a do Safety Car.

E as Mercedes?

Ganharam com o pé nas costas. Lewis e Nico andaram próximos o tempo todo, mas não houve sequer um esboço de briga entre os dois. Hamilton venceu de ponta a ponta, tranquilo. Foi a 34ª vitória do inglês, que está em alta. Rosberguinho que se cuide.

Um comentário:

  1. Que merda de corrida, mas com 15 carros na largada estavamos à espera do quê? Ésta F1 de agora é uma vergonha, a continuar assim não vai durar muito tempo.
    Que saudades dos tempos que tinha 26 carros na largada e ficavam outros 6 de fora na pré-qualificação.

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