20 de março de 2015

Brasileiro de... Marcas? Que marcas?

Recebi por e-mail, um release pomposo comemorando a estréia do Renault Fluence no Brasileiro de Marcas, que corre nesse fim de semana em conjunto com a Stock Car, em Goiânia. "A categoria que reúne cinco grandes montadoras", dizia o e-mail. 

Não gente, não.

O Brasileiro de Marcas não tem participação direta das montadoras! Que eu saiba, tirando a Toyota Bassani (que pelo menos carrega o nome de uma montadora, se isso faz diferença eu não sei), as demais equipes são todas independentes. E mais: os carros nem são das equipes! É tudo da Vicar. Podem procurar aí...

Enfim.

As montadoras precisam de uma participação mais ativa do que simplesmente estampar seus nomes em bonés e camisetas de uma categoria mais artificial do que... Sei lá, groselha! É preciso baratear custos, atrair pilotos novos, unificar o regulamento com os estaduais que sobrevivem em algum lugar. A receita todo mundo sabe, e eu já falei sobre isso aqui.

Para quem não tiver interesse em ir no link, eu trago aqui o que o Claudio Capparelli comentou à época (em agosto de 2011): o "preço" de uma etapa (uma etapa!) do Brasileiro de Marcas saía por aproximadamente 60 mil dilmas.

SESSENTA MIL REAIS POR ETAPA!

Depois de quatro anos vocês acreditam que esse custo abaixou? Duvido! Vocês acham que um piloto que anda de Corsinha em algum desses regionais vai conseguir chegar a uma "categoria maior"? Nem a pau, juvenal! E enquanto ninguém se interessar por automobilismo de verdade nada disso vai mudar, e continuaremos a ver os mesmos pilotos endinheirados torrarem seus milhões na Stock Car, na Fórmula Truck e no Brasileiro de Marcas (que de marcas só tem o nome).

Pff... Brasileiro de Marcas era isso aqui!




Esse grid nem tem tanto tempo assim; é dos 500 km de Brasília de 1984.

3 comentários:

  1. O fluence ficou realmente muito bonito, mas concordo totalmente contigo!!!. isso não era, não é e nunca será um campeonato de MARCAS, o que é uma pena. Seria sensacional ver as montadoras daqui envolvidas, de verdade, num campeonato multi marcas. Mas infelizmente só nos restas mesmo essas fotos antigas de quando eramos felizes e não sabíamos.

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  2. O TC 2000 argentino, categoria que serve como base para essa tinha os motores originais dos carros até o ano de 2008. Os custos eram MUITO proibitivos então acabou por debandar para um motor padrão.

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  3. Jaime,

    fico mesmo é com as fotos antigas...

    outros tempos...

    abs...

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