16 de março de 2015

Desandou


Pegando carona no post da Arrows-Yamaha aí embaixo, resolvi dar um "zoom" na temporada de 1997 da Fórmula 1. Uma das mais bacanas daquela década, e que veio na esteira dos bons duelos de 1994, 1995 e 1996...

Vamos lá.

Tínhamos 8 motores (fabricantes!) diferentes, distribuídos da seguinte forma:

Renault - Williams e Benetton
Ford* - Tyrrell, Stewart e Lola
Ferrari - Ferrari e Sauber (Petronas)
Mercedes - McLaren
Peugeot - Jordan
Honda/Mugen - Prost
Yamaha - Arrows
Hart - Minardi

* a Ford forneceu tanto unidades V10 (Stewart) como V8 (Tyrrell e Lola)

Repararam nas duas equipes de ex-pilotos?

Nos pneus, o duelo entre Goodyear e Bridgestone era equilibrado (7x5).

A temporada viu 6 vencedores diferentes (+ o "quase" de Damon Hill na Hungria). E, dos 25 pilotos que largaram ao menos uma vez, 15 diferentes subiram no pódio.

Até o Berger ganhou!

No final do ano, somente duas equipes não pontuaram - e uma delas (a Lola/MasterCard) sequer conseguiu participar de um Grande Prêmio.

* Lembrando que só os 6 primeiros pontuavam, ok?

Enfim.

Abundância de motores (com mais de uma engenharia permitida, diga-se), concorrência de pneus, equipes menores pontuando, aerodinâmica "diferente"...

Depois de 18 anos, nada disso existe mais.

É pouco tempo!

O que será que deu errado de lá pra cá?


Um comentário:

  1. Hoje vivemos a época do oligopólio. Não só na Fórmula 1 mas no mercado global.

    Um pequeno grupo de empresas controlando tudo.

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