9 de março de 2015

E no bar, hein?!



Sábado foi dia de etapa virtual da Fórmula Junior, categoria em que corro no clube F1BC. O título, (genial, diga-se) deixa claro que corremos no circuito virtual de Sakhir, no Bahrein.

Confesso que não tinha grandes pretensões para a etapa. Não treinei quase nada e, quando andei junto com o pessoal da equipe, cheguei a virar mais de 2s mais lento com o tanque cheio. É muita coisa! Por conta disso, a minha única chance era um bom ritmo de corrida e minha capacidade de disputar de igual pra igual com outros pilotos mesmo tendo um carro pior.

Diferente das etapas anteriores, marquei tempo na classificação; e, de cara, consegui um inacreditável P6 com o tempo de 1m59s393. E mais: por míseros 0s071 eu não larguei em P4! "Puta merda, vou largar em sexto! É sério isso?" - pensei.

Mesmo assim, a estratégia para a corrida não mudou: era travar bons duelos e segurar a galera mais rápida para que o Daltton Lima (meu companheiro de equipe, pole position e candidato ao título) pudesse se beneficiar disso de alguma forma. Vitória? Pódio? Nada disso passava pela minha cabeça! 

Mas aí a gente largou...

E eu incorporei o espírito de Gilles Villeneuve por alguns instantes, pulando de P6 para P2 antes mesmo da primeira curva! Uma coisa linda! Já na reta oposta a ficha caiu e bateu um nervosismo, claro. Afinal, enquanto o Daltton fugia lá na frente eu teria o líder do campeonato e gente bem mais rápida que eu babando no meu aerofólio.

Consegui manter uma vantagem confortável só até a 4ª volta, quando o Fabio Ferelli chegou e passou, trazendo de carona os dois carros da Vakkum - o Diogo Batista (líder do campeonato) e o Marc Carvalho. O Ferelli eu não consegui alcançar, mas a briga com o Diogo foi MUITO bonita (só clicar no vídeo da transmissão oficial aí embaixo, que já aparece no ponto).

Bonita até quando ele percebeu que em todas as vezes que ele passou eu consegui devolver a manobra... Aí, grande piloto que é, passou a antecipar a freada, o que fez com que eu o acertasse umas três vezes sem gravidade. Coisa de corrida. Quando o toque foi mais forte, fiz questão de tirar o pé para não me aproveitar, deixando claro que a intenção da briga não era essa. Eu queria disputa LIMPA, na pista.

Percebi a estratégia (e cheguei inclusive a comentar isso no rádio da equipe), mas fui inocente em não mudar meu traçado para evitar um toque mais sério...

Enfim, n'uma dessas freadas antecipadas eu montei no freio para não encher a traseira do Diogo e acabei rodando, sozinho. Perdi um caminhão de tempo e voltei na 9ª posição, com 4 carros se estapeando bem na minha frente. Mas, como estava confiante, parti pra cima!


Fiz minha parada na volta 12, com o Diogo Batista (que tinha rodado na mesma volta) exatamente na minha frente. Duas voltas depois, encontrei pela frente a turma que ainda não tinha parado. Um deles, o Elon Gomes, estava bem mais lento, mas mesmo assim fez um traçado bem defensivo. Acabei me atrapalhando pra não acertar o carro dele e rodei sozinho na freada para o grampo. Uma pena. Afinal, ali foram embora as minhas chances de um top 5.

No fim, o Daltton Lima venceu a segunda prova em 4 já disputadas (com direito a um Hattrick - ou seja, pole vitória e volta mais rápida), eu cheguei em P8 (que se transformou em um P7, devido á punição de algum piloto que não lembro), enquanto o Claudio Teles e o Aldemir Rella (que se envolveram em acidentes ainda na largada) terminaram em 16º e 19º, respectivamente.

Vamos pra Melbourne! E lá... Se ninguém chegar na minha frente, eu ganho!

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