6 de abril de 2015

Castellotti




Eugenio Castellotti nasceu na província de Lodi, próximo de Milão, em 1930.

Cresceu vendo Tazio Nuvolari duelar contra Rudolf Caracciola e sua flecha de prata.

Nuvolari era o herói nacional.

O tempo passou.

Em 1950, aos 20 anos, Castellotti comprou a sua primeira... Ferrari!

Eram ainda os primeiros carros do commendatore.

No ano seguinte, lá estava o jovem italiano alinhando sua Ferrari particular com os grandes.

A vitória no GP de Portugal de 1952 (ainda que não valesse pontos para o mundial) e o 2º lugar na Mille Miglia de 1953 despertaram o interesse da Lancia, que assim como as conterrâneas Ferrari e Alfa Romeo, começava a sua aventura no automobilismo.

Em 1955, Castellotti dividiria a equipe com outro ídolo italiano: Alberto Ascari.

Mas naquele ano, nada foi páreo para as Meercedes W196 de Fangio e Moss.

No final da temporada, o argentino faturaria seu terceiro título, Moss seria vice pela primeira vez, enquanto a jovem promessa italiana ficaria com o terceiro lugar...

Nada mal.

Mas, devido às dificuldades financeiras da Lancia, Enzo Ferrari vê a oportunidade de, ainda em 1955, montar um 'dream team' para a temporada seguinte, que incluía a contratação de Castellotti e Ascari, além do projetista Vittorio Jano.

Imaginem só: Castellotti, Ascari e Farina na mesma equipe!

26 de Maio de 1955.

Castellotti testava a novíssima Ferrari 650 Superleggera em Monza.

Ascari estava lá para prestigiar o amigo, e resolveu dar umas voltas com o bólido.

De terno, gravata, e um capacete emprestado...

Aconteceu o acidente

Ascari estava morto.

Para suprir um piloto do calibre de Ascari em 1956, Enzo tira Fangio da Mercedes.

O argentino faturaria o seu quarto título (o terceiro consecutivo)... Enquanto Castellotti se afirmaria como piloto do primeiro escalão, ao faturar para a Ferrari as 12 Horas de Sebring e a edição da Mille Miglia daquele ano.

Em 1957, com a saída de Fangio para a Maserati, era a vez de Castellotti comandar Maranello.

Seria o ano do título.

Seria...

A confiança era tão grande que houve uma aposta.

Ainda na pré temporada de 1957, Enzo apostou um café com Adolfo Orsi (manda chuva da Maserati) afirmando que Jean Behra e sua 250F jamais quebrariam o recorde da pista de Modena, então território da Ferrari.

O telefonema do Commendatore interrompeu as férias de Castellotti, escalando-o para o duelo.

14 de março de 1957.

O italiano começou a sua volta em ritmo de classificação... 

Mas não terminou.

Ainda na primeira passagem, aconteceu a saída de pista, a desaceleração de 137 km/h, o voo de 91 metros (!) e o choque contra o muro (n'uma área coberta do circuito).

Castellotti teve morte instantânea.

Apenas na tentativa de vencer uma aposta, que sequer era dele...




Um comentário:

  1. Que História. O Commendatore foi sempre muito criticado pelas mortes que aconteceram nos bolidos pabricados pela ferrari. Mas, como tu já disseste por aqui, Motorsport is Dangerous. Uma pena que um possível campeão da F1 tenha morrido tão cedo!

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