4 de abril de 2015

Frentzen




Três momentos do alemão Heinz-Harald Frentzen na Fórmula 1.

Uma promessa.

Jochen Mass foi um dos que se impressionou com aquele garoto na Fórmula Ford, oferecendo-lhe um dos cockpits da sua equipe Junior no Campeonato Alemão de Fórmula Opel.

Logo no ano de estréia (1988), o título.

No ano seguinte, duelou de igual para igual com os compatriotas Karl Wendingler e Michael Schumacher pelo título do Campeonato Alemão de F3 até a última prova da temporada. 

O resultado?

1º Wendingler - 164 pts
2º Frentzen - 163 pts
3º Schumacher - 163 pts

O próximo degrau (para os três) era a F1.

Antes, o trio chegou a disputar o Mundial de Esporte Protótipos de 1990, correndo pela Sauber/Mercedes.

Em 1991, Wendingler e Schumacher chegaram à F1. O primeiro pela Leyton House, e o segundo pela Jordan - substituindo Bertrand Gachot (e com um empurrãozinho da Mercedes).

Frentzen chegou três anos depois (dividindo a Sauber com o próprio Wendingler).

1994.

Frank Williams chegou a convidá-lo para substituir Ayrton Senna após o GP de Ímola.

Mas o casamento só seria concretizado três anos depois.

Em 1997.



A Williams era o carro do momento, e seu maior rival, Schumacher, já era bi-campeão mundial (e casado com sua ex-noiva, Corinna Betsch).

A briga prometia ser boa!

Para completar, "o único piloto capaz de desafiar Schumacher" teria como companheiro de equipe ninguém menos do que Jacques Villeneuve, que trazia na bagagem o título da Indy do ano anterior.

O veloz Villeneuve...

Com apenas 1 vitória na temporada (em San Marino), Frentzen sucumbiu à velocidade do canadense, que acabou faturando o título daquele ano.

Em 1998, a Williams com motor Mecachrome foi um fracasso.

Em 1999 o alemão ganhou uma sobrevida na Jordan, e apesar do título de Häkkinen, Frentzen foi considerado um dos destaques da temporada, terminando o ano em 3º no mundial de pilotos (com direito a duas vitórias: Magny-Cours e Monza). 

Derrotou o companheiro de equipe, Damon Hill, de maneira impressionante (47 a 7).

Porém, a outrora "promessa" da Fórmula Ford nunca se concretizou, e Frentzen permaneceu no grid até o final de 2003, acumulando passagens apagadas por equipes como Prost (2001), Arrows (2002) e Sauber (2002/2003).

Hoje, Frentzen pode ser visto dirigindo um carro funerário pelas ruas da cidade alemã de Mönchengladbach.

5 comentários:

  1. Coisas que não etendo... O cara virou um piloto ruim e o outro um super piloto? Ou seria má sorte? Fato é que nunca saberemos exatamente de todos os fatores que estão envolvidos em uma carreira se sucesso ou fracasso (ou não necessariamente fracasso, mas pouco sucesso)

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  2. Eu gostava muito do Frentzen, mas acho que assim como outros varios pilotos que teriam um potencial enorme ele acabou por não conseguir gerir bem a sua carreira. É um tanto estranho ve-lo dirigir um carro funerário, mas deve ser curioso contrata-lo para o serviço funerário, vai que ele decide apertar o pé...

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  3. Fiquei interessada nessa questão pessoal entre o Frentzen e o Schumi. Rivais, ex noiva, um melhor na categoria anterior e depois apagado na F1. Carro funerário? Que situação! Pensei aqui numa coisa, mas melhor deletar.

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  4. acho que, do início ao fim da carreira, esteve no lugar errado e na hora errada...

    não era pra ser mesmo...

    abs...

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    1. Quando teve um carro bom (a Williams de 1997), tomou um cacete do Villeneuve, que era melhor do que ele

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