5 de abril de 2015

Tal pai tal filho

Na semana em que se completaram 35 anos da primeira vitória de Nelson Piquet (o pai) na F1, em Long Beach, Nelson Piquet (Jr., o filho) venceu pela primeira vez na Fórmula E, também em Long Beach - e com um capacete igual ao do pai, bacana demais!

Com Nelsinho, são seis vencedores diferentes em seis corridas disputadas. Um sucesso! E é no mínimo estranho ver a Globo não dedicando uma linha sequer no seu noticiário esportivo para uma categoria onde tem brasileiro ganhando e brasileiro na liderança do campeonato (Lucas Di Grassi é o líder, com 75 pontos, e Nelsinho é o segundo, com 74). Aliás, ainda bem que não fala.

E, vale um parêntese aqui.

Desde que se começou a falar em uma categoria totalmente elétrica, eu fui contra. Principalmente pela falta de barulho dos carros. Sim, o som do motor faz parte do automobilismo. Ver um V10 rasgando a reta e fazendo o chão tremer sempre foi o que apaixonou as pessoas por corridas de carros. O barulho sempre arrepiou, sempre acelerou o coração de quem estava na arquibancada... E não adianta discordar, porque é verdade! Podem perguntar a qualquer um que já pisou n'um autódromo na vida (mesmo aos que só pisaram uma vez): "o que mais te impressionou?" Um ou outro pode citar a velocidade e tal, mas todos (todos!) comentarão do barulho. É ouvir (sentir) e se apaixonar; batata!

Mas tenho de reconhecer que, mesmo sem barulho, a bagaça está funcionando. Em partes, graças ao nível altíssimo do grid, (que tem proporcionado boas disputas, do início ao fim), como também pelo baixo custo para alinhar um carro - coisa que anda atraindo gente séria para a competição. Os circuitos também são legais, montados nas ruas, rapidinho, sem o custo absurdo de construir e manter um autódromo. É um sonho para qualquer prefeito! Monta na sexta (ou na quinta, sei lá), treina, corre no sábado e desmonta no domingo. Atrai gente, dá visibilidade e o principal: dá retorno financeiro.

Enfim.

Só falta o barulho mesmo.


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