12 de junho de 2015

Le Mans, 1955: 60 anos da catástrofe

Ontem completaram-se 60 anos da maior tragédia da história do automobilismo, ocorrida na edição de 1955 das 24 Horas de Le Mans. Foram 84 mortos, sendo 83 espectadores e Pierre Levegh - então piloto da Mercedes.

DINÂMICA DO ACIDENTE

Na altura da volta 35, Lance Macklin tomava uma volta do líder Mike Hawtohron, de Jaguar, que repentinamente desviou para os boxes, à direita. Macklin então fez uma manobra brusca à esquerda, a fim de evitar o choque do seu Austin-Healey com Hawthorn, mas acabou entrando no caminho de Pierre Levegh, que vinha logo atrás e não conseguiu desviar. O vídeo aí embaixo, do próprio acidente, mostra com riqueza o que aconteceu:


Com a violência do impacto, a Mercedes 300 SLR de Levegh se desintegrou e pegou fogo (partes do carro eram feitas de magnésio: um metal mais leve, porém altamente inflamável), e muitos destroços em chamas voaram em direção aos espectadores, matando vários instantaneamente.

A corrida não foi interrompida (dizem que, para não congestionar as estradas no entorno do circuito e atrapalhar o resgate das vítimas), porém, algumas horas mais tarde a Mercedes - que vencia a prova com Stirling Moss e Juan Manuel Fangio, se retirou da disputa. Os alemães sugeriram à Jaguar que também abandonasse a prova em respeito às vitimas, mas os ingleses se recusaram e acabaram herdando a liderança e vencendo com Mike Hawthorn e Ivor Bueb.

O que sobrou da Mercedes de Levegh após o acidente


CONSEQUÊNCIAS

Ao final de 1955, a Mercedes (que havia faturado o título na F1 daquele ano, com Fangio) se retirou do automobilismo, e só retornou à categoria no início dos anos 90, como fornecedora de motores da McLaren. A equipe oficial Mercedes, porém, só retornaria em 2010, quando adquiriu o espólio da Brawn GP, que havia sido campeã em 2009.

Também por conta da tragédia em Le Mans, a Suíça baniu a prática do automobilismo em seu território, e apenas no início deste ano abriu exceção para que no futuro seja disputada uma etapa da Fórmula E.

2 comentários:

  1. Já li sobre esse fato muitas vezes e sempre tento me colocar no lugar daqueles pilotos, e também das pessoas que lá estavam assistindo essa tragédia. Não há como não ficar chocado cada vez que vejo e penso no que aconteceu, mesmo não tendo vivido nem a epoca em que isso aconteceu. Mas vou comentar sobre outra coisa em teu post; A Mercedes retornou a F1 fornecendo motores pra Sauber e não para a Mclaren, estou errado?

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  2. há outros videos deste acidente que mostram todo o desespero do dia.
    Um corpo pegando fogo na pista, de uma mulher... é impressionante.
    Por este angulo eu nunca tinha visto.

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