27 de julho de 2015

Na Hungria

Como vocês devem estar percebendo, ando sem idéias para títulos de post. Aí acabam saindo coisas idiotas como essa: "Na Hungria"... "Caralho! Mas a corrida é na Hungria, Jaime. Todos já sabemos!". Enfim. Tá ruim, mas é o que temos pra hoje.

Eu assisti a classificação, no sábado, e fiquei com a impresão de que a corrida ia ser boa - apesar da naba de 0s5 que Hamilton enfiou em todo mundo. Foi a 47ª pole da carreira, e a 9ª na temporada 2015 (em 10 possíveis). Pelo andar da carruagem, alcança as 65 de Senna em 2016...

Mas, de que adianta a pole se, na largada, as Mercedes estão se especializando em fazer cagadas monumentais? Lewis deu chance a Vettel de colocar o caro de lado e ganhar a posição n'uma linda manobra - e limpa, apesar do pouco espaço que deixou para Hamilton. Räikkönen fez o mesmo com Rosberg, que tentou resistir, mas acabou perdendo para o finlandês. E, em poucos metros tínhamos Ferrari em 1-2 e Mercedes em 3-4.



"Em Hungaroring? Fodeu! Não passou na primeira volta não passa mais..." - falava o diabinho no ombro de Hamilton, logo após ver a largada que fez. Tentando recuperar o tempo perdido, Lewis colocou Rosberguinho na alça de mira e... Foi parar na brita, ao perder o carro n'uma freada com duas rodas na grama. Voltou para a pista em 10º, atrás de Massa (outro que largou mal pacas), e teria de remear tudo de novo n'uma pista apertada e com poucos pontos de ultrapassagem.

A briga com Massa foi boa. Talvez, o melhor (e único) momento bom do brasileiro na prova. Felipe resistiu o quanto pôde, mas Lewis estava encapetado e, obviamente, tinha mais carro. Na abertura da 10ª volta Lewis colocou de lado no fim da reta e ambos dividiram a saída da curva 1 - chegaram a tocar roda, Massa quase perdeu o carro, tirou o pé e Lewis escapou, já em busca de Pérez, que acabou jantando poucas voltas depois.

Aí começaram as paradas de box, e Lewis teve pista livre para acelerar como se não houvesse amanhã. Quando finalmente parou, na volta 20, voltou se estapeando com Bottas, levou a melhor e ganhou a 5ª posição. Até aí, apesar das cagadas, estava fazendo tudo certinho para chegar no final em condições de brigar pelo pódio, com Rosberg... Era o que dava. As Ferraris estavam de férias, quase. Muito na frente!

Aí, na volta 43, Hulkenberg bateu.



Uma batida bastante estranha, diga-se: a asa dianteira se soltou no final da reta principal, foi parar embaixo do carro e a Force India seguiu sem controle. Ninguém se machucou, mas por conta de os carros hoje em dia serem de Revell, o incidente cagou a pista toda e tio Charlie, que havia acionado apenas o SC virtual, teve de colocar o carro de segurança na pista para guiar a turma pelos boxes, enquanto os fiscais limpavam os destroços forceíndicos da reta principal.

A relargada aconteceu na 49ª volta, e a ordem dos oito primeiros trazia Vettel na ponta, seguido de Raikkonen, Rosberg, Hamilton, Ricciardo, Bottas, Verstappen e Kvyat. Aí, Hamilton se enroscou com Ricciardão, Bottas te um pneu fiurado por Kvyat e Räikkönen abandonou com problemas no ERS - e depois disso tudo Rosberguinho apareceu em P2, e de quebra com Hamilton fora da zona de pontuação. "Chupa, mundo!" - gritou pelo rádio. Quando ficou sabendo que Lewis havia sido punido com um Drive-Trough, pelo enrosco com Ricciardo, gritou de novo: "Chuuuuuuuuuuuupa!".

Só que perto do final Ricciardo começou a chegar em Rosberg, e na volta 64 deu o bote na freada da curva 1. Rosberguinho mentalizou o terceiro "Chupa!" do dia, ao ensaiar um X pra cima do rubrotaurino, mas seu pneu traseiro acabou encostando na asa dianteira de Ricciardo e seu pneu foi pras cucuias... Assim como o segundo lugar na corrida, a liderança no campeonato - "Meu mundo caiu", cantarolou no rádio.



Rosberg teve de dar uma volta completa com o pneu furado, para enfim entrar nos boxes e colocar borracha nova. Mas aí já era tarde. 4 voltas para o final, ele em 10º e Hamilton em 6º. O prejuízo ao menos ele diminuiu, a passar dois e finalizar a prova em P8.

Vettel, Kvyat (primeiro pódio dele e o segundo de um russo na F1) e Ricciardo subiram ao pódio húngaro. Verstappinho chegou em P4 e Alonso, ninguém sabe como, em P5 - certeza de que ele vai empurrar o caro em todas as classificações até o fim da vida. Hamilton, Grosjean, Rosberg, Button (!) e Ericsson fecharam o s dez pontuáveis.

No fim das contas, a vantagem de 17 pontos que Lewis tinha ao chegar em Hungaroring - e que parecia que iria evaporar, aumentou, e agora é de 21. Mas quem tem motivos pra sorrir mesmo é Vettel. Menos pela vitória, e mais por chegar 59 pontos atrás no campeonato e sair com troféu e a apenas 42. Se vai chegar a brigar pelo título é outra história. Mas ao menos está fazendo o dever de casa: comendo os pontos nas trapalhadas dos mercêdicos. Nada está definido.

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