11 de setembro de 2015

Aquele GP de Monza...

Hoje completam-se 37 anos da morte de Ronnie Peterson, em decorrência do acidente na largada para o GP da Itália daquele ano, em Monza.

Ronnie foi o 12º e último piloto morto nos anos 70' - década que, segundo as estatísticas, foi a segunda mais mortal da história da F1, perdendo apenas para a anterior, que ceifou a vida de treze pilotos. E as estatísticas poderiam ser ainda piores, se Lauda não sobrevivesse à Nürburgring... 

Enfim. 

Peterson chegou ao GP italiano em segundo no campeonato, atrás do seu companheiro de Lotus, Mario Andretti. Apesar da proximidade nos pontos (63 a 54 a favor de Andretti), Ronnie tinha um contrato de segundo piloto na Lotus, e em diversas ocasiões teve inclusive de abrir passagem para o companheiro - como nas vitórias de Mario na Alemanha e na Holanda.

Andretti também cravou a pole na Itália, tendo ao seu lado o jovem Gilles Villeneuve - em sua primeira temporada completa na F1. Peterson era apenas o 5º no grid, atrás da Renault de Jean-Pierre Jabouille e do Brabham de Niki Lauda. 

Na largada, uma novidade: um semáforo daria o sinal para a largada, substituindo pela primeira vez a bandeirada que até então dava início aos GPs. Porém, o diretor de prova Gianni Restelli não aguardou o posicionamento de todos os pilotos, e acionou a luz verde antes mesmo que a metade dos carros se posicionasse no grid. Com isso, quem se classificou do meio do grid para trás não chegou sequer a parar, e todos os carros acabaram chegando ao mesmo tempo na "afunilada" Chicane Goodyear. 

O resultado vocês imaginam... 

Riccardo Patrese (12º no grid, pra vocês terem uma idéia) tentou ultrapassar James Hunt (o 10º), e este por sua vez acabou tocando o carro de Peterson, fazendo com que a Lotus saísse da pista e acertasse o muro lateral com violência, em um acidente frontal que destruiu as pernas de Ronnie e rompeu os tanques de combustível, iniciando um grande incêndio. Desgovernada e em chamas, a Lotus ainda retornou à pista e para ser atingida pelo Surtees de Vittorio Brambilla. Além destes, Hans-Joachim Stuck, Patrick Depailler, Didier Pironi, Derek Daly, Clay Regazzoni e Brett Lunger também estavam envolvidos na confusão.

Hunt, Regazzoni e Depailler conseguiram retirar Peterson do carro antes do atendimento médico. Por incrível que pareça, Ronnie estava consciente, porém, com ferimentos graves nas pernas... O apoio médico só chegaria 20 minutos depois; antes, prestavam os primeiros socorros a Vittorio Brambilla, que estava inconsciente por conta da pancada de uma roda na cabeça.

Peterson (no chão, ao centro) e Brambilla (à direita) recebem a ajuda dos pilotos


Tanto Brambilla quanto Peterson foram transportados para o centro médico de Monza e, após a estabilização inicial junto ao Dr. Watkins, seguiram para o Ospedale Maggiore em Niguardia, a cerca de 10 minutos do circuito. Peterson permaneceu consciente durante todo o processo, e consentindo com uma cirurgia para a correção de 13 fraturas (!) em suas pernas e pés, finalizada com sucesso após cerca de duas horas e meia.

Às 4 horas da manhã, porém, o quadro de Ronnie Peterson, que antes era estável, alterou-se, e uma radiografia de tórax mostrava que ambos os pulmões sofriam por conta de múltiplas embolias, provavelmente por fragmentos das medulas dos ossos das pernas que tomaram sua corrente sanguínea, expostas pelas fratura. Pouco mais de 5 horas depois, Ronnie foi declarado morto.

2 comentários:

  1. Para mí, uno de los días más tristes de la F1. El Lotus 79 de Peterson se rompió en entrenamientos y el de repuesto estaba acondicionado para Andrettti ( notoriamente más bajito ) por lo que largó esa fatídica carrera con un viejo Lotus 78. Cosas de Chapman. 12 años después, en Jerez y también en un Lotus, Martin Donnelly sufrió un accidente terrible con lesiones en las piernas similares a la de Ronnie agravado por la pérdida de conocimiento.Los avances en la medicina, y fundamentalmente el mejoramiento de la atención rápida en pista, hicieron que la historia terminara de otro modo.

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  2. A habilidade desse cara era algo incrível. Ele se dava bem com os indomaveis...

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