11 de novembro de 2015

Não deu

Não deu pra Valentino na MotoGP. Largando de último quando seu rival largava na pole, sua única esperança era um ataque das Hondas à Jorge Lorenzo, ou um tombo do "companheiro" (cês entenderam as aspas, certo?). Não aconteceu nem uma coisa, nem outra.

Rossi fez o que se esperava dele. Ao apagar das luzes acelerou como se não houvesse amanhã, protagonizando um intenso thriller que o colocou em quarto na 12ª volta - mas já distante 11 inalcançáveis segundos da dupla da Honda e de Lorenzo, que liderava. Não chegaria, claro. Ninguém chegaria. Restava esperar...

Esperar talvez o mesmo ímpeto que Marc Márquez teve ao atrapalhá-lo na Malásia. Ímpeto esse que não existiu. Márquez acompanhou Lorenzo de perto durante todas as 30 voltas da corrida, sem tentar um único ataque sequer! Ninguém é idiota a ponto de não entender o que aconteceu, meu camarada!

Nas últimas voltas surgiu uma pontinha de esperança com a aproximação de Pedrosa - que poupou equipamento durante toda a prova para tentar o bote no final. Era o que tinha a moto em melhores condições, e no penúltimo giro chegou inclusive a passar Márquez, mas tomou o troco do companheiro na curva seguinte, deixando Lorezno escapar, vencer e faturar o título. Seu terceiro na categoria principal.

Foi merecido? 

Quem olhar apenas para a última etapa pode achar que foi. E foi mesmo. Lorenzo largou na pole e liderou de ponta a pota, sem cometer um único erro... Mas observando o ano como um todo; o episódio da Malásia e, principalmente, a chegada de Valentino aos boxes da Yamaha após a prova valenciana, conclui-se que Lorenzo pode até ter vencido o campeonato, mas o verdadeiro campeão foi Rossi.


O pódio também foi emblemático. Três espanhóis vaiados em plena Espanha... 

Enfim.

Uma vergonha que a outrora sensação Marc Márquez tenha estragado o que tinha tudo para ser o maior e melhor campeonato que o motociclismo já viu, apenas por ser um mau perdedor. Cavou um pênalti aos 45' do segundo tempo (ao provocar Rossi na Malásia, cair e armar todo aquele teatro, que culminou com a punição ao italiano) e mereceu todas as vaias que recebeu. Outro que fez um papelão foi Lorenzo, ao comprar a briga do compatriota ao invés de decidir o título apenas na pista.

Venceu, acontece. 

Resta saber como a Yamaha lidará com dois pilotos que se odeiam em 2016.

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