25 de julho de 2018

P3

(Zebra é pista! Grama também!) Na última terça-feira (24), mais conhecida como ontem, o circuito virtual do Velopark foi palco da rodada dupla das categorias que corro pela liga F1BC. Primeiro de Montana, depois de Renault Fluence (do Brasileiro de Marcas). A montana eu estou rei o motor com 10 minutos de corrida, e nem vale a pena falar. Falemos apenas do Marcas mesmo.

Nos treinos livres eu estava virando entre 57.1 e 57.3, com parciais para 56.9 - então um tempo que não viria normalmente, só na cagada mesmo. Na minha primeira volta fui o melhor e assumi o P1 provisório, mas, depois o tempo não vinha e eu empaquei no P7. No final da classificação, porém, com o cronômetro praticamente zerado, achei uma volta que me colocou em P2. 0:57.138 contra o 0:57.090 da pole. Ainda consegui abrir mais uma volta e, mais tranquilo por já ter me colocado bem no grid, arrisquei um pouco mais, mas acabei passando do ponto e cortei pista em algum momento. Enfim, ok. P2 é bom pra caralho!

Larguei mal pra cacete, patinei, e acabei caindo pra P4 ainda na primeira curva. Ok, faz parte. Dava pra recuperar terreno. E foi dito e feito: na 4ª volta herdei a liderança depois dos 3 primeiros se perderem sozinhos no maldito S de alta que abre a volta - um deles, inclusive (o Gefferson Pereira) bateu feio e abandonou na volta 3, quando liderava.

Daí em diante segui com certa tranquilidade na frente, seguido pelo João Junior e pelo Felipe Oliveira - ambos brigando pelo campeonato. E não pensem que liderar é fácil. É uma merda! Uma tensão do cacete saber que pintam um alvo na tua traseira, quase que literalmente.

Na volta 14 o João passou e 2 voltas depois o Pedro também me despachou. P3 era minha posição "real" para o meu ritmo, e ali me mantive até a minha parada nos boxes, na volta 26. Eu sabia que muita gente tentaria a corrida toda sem parar nos boxes - afinal, perde-se muito tempo, porque no Velopark o pit é exageradamente grande. Metade da pista, praticamente.

Voltei da minha parada em P5, e logo atrás dos 2 primeiros. Ou seja, perdi exatamente uma volta e era claro que eles tentariam levar até o final sem parar. Eu tinha muito mais velocidade e, para minha estratégia funcionar, eu tinha de passar e abrir. Mas, como passar sendo retardatário? Qualquer enrosco com os líderes significaria um drive trought e, consequentemente, fim de corrida.

Demorei algumas voltas até estudar o traçado de cada um e conseguir efetuar a manobra sobre cada um sem qualquer incidente. E minha corrida acabou aí, porque quando enfim me livrei deles, passei a virar cerca de 0s8 mais rápido por volta - uma eternidade em uma pista de menos de 1 minuto. Mas a prova já estava no final. Nessa altura eu já era o 4º colocado e o 3º, o Chmiel Junior, se arrastava com os pneus mega gastos. Eu chegava a tirar cerca de 3s em 1 volta. Um caminhão de tempo! Acelerei tudo o que pude para, no caso de um furo de pneu dele, conseguir me aproveitar e passar. Não deu. O pneu dele furou só na penúltima curva da última volta, e o máximo que eu consegui foi cruzar a linha de chegada a menos de 1s do carro dele.

Só que, segundo a direção de prova, o Chmiel cortou pista na última chicane e, com isso, foi punido com um drive trought que, pelo fim da corrida, se transformou em uma punição de tempo e fez o 3º lugar cair no meu colo de presente.

Faz parte.

A ultima rodada dupla da temporada acontece no circuito virtual de Londrina, dia 7 de Agosto. Às 20h tem a National Light, com os carros da Copa Montana, e às 22h o Marcas Junior, com os carros do Brasileiro de Marcas. Transmissão ao vivo com narração e comentários na página do facebook do F1BC.

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