(Polêmica) Schumacher anunciou nesta quinta-feira a sua aposentadoria. A segunda. Já falei sobre ele
aqui no blog antes. Mas hoje o assunto é um pouco diferente.
Muito se fala sobre o seu retorno. Será que valeu a pena? "Ah, agora vimos o verdadeiro Schumacher. Em três anos só uma pole (que nem valeu) e um pódio. Taí o campeão. Passou vergonha" já disseram alguns.
Passou mesmo? O carro da Mercedes em algum momento deu chances de alguma coisa?
A verdade é que, pra mim, isso pouco importa.
Porque?
Entre 2000 e 2004, Schumacher simplesmente venceu tudo e todos. "Ah, mas com um carro muito superior" dirão alguns. Sim! Assim como foram a McLaren MP4/4 de 1988, a Williams FW14B de 1992, a Lotus 72 dos anos 70 e tantos outros carros vencedores. Nem por isso a conquista de seus pilotos foi diminuída.
Falando nisso, a Ferrari demoníaca que dominou os anos 2000 (e que para alguns acabou com a "graça" da F1) nada mais era do que a bomba que Michael assumiu em 1996 e ajudou a desenvolver. Ganhar tudo mais a frente foi só uma consequência. O nome disso é competência. Mérito. Ponto.
Não vou cometer aqui o erro de fazer comparações. Simplesmente porque não há o que comparar. Aos que defendem esse ou aquele piloto que me desculpem, mas Michael é uma referência. Foi o melhor do seu tempo e o maior de todos os tempos. Seus números são incontestáveis. E digo mais. São, talvez, imbatíveis.
Por essas e outras, será lembrado eternamente. Assim como Fangio, Clark, Hill (o pai), Brabham, Lauda, Villeneuve (o Gilles), Senna, Prost... Todos estes foram os melhores em seu tempo. Mas só Schumacher conseguiu além do respeito e das conquistas, os números. As estatísticas.
E uma coisa é certa. Contra fatos não há argumentos.