2 de fevereiro de 2012

Monstrengos

Essa semana a McLaren apresentou o MP4-27 pela internet. Dizem que foi coisa bem chique. Não vi. Sequer me preocupei em saber o dia, a hora e tudo o mais. Afinal, não fui convidado; e também nem queria. 

O carrinho é feio. Como todos os outros do grid desde muito tempo. Um modelo aqui ou outro ali ainda se salvam. Mais pela pintura do que pelo design em si (é o caso da Williams do ano passado, com aquele visual retrô dos tempos de Rothmans).

Por isso, não esperem por aqui comentários longos sobre os lançamentos. Não sou especialista em aerodinâmica, mecânica e nem nada disso. Nem sei o regulamento técnico da categoria, e portanto, minha opinião se resume ao visual. Se pintar algum bonitinho eu posto aqui. Caso contrário, é só procurar nos outros sites que você lê mais sobre esses monstrengos.

Como estou de bom humor, tem fotinho do feioso de 2012 aí embaixo. Claro, junto com o primeiro da McLaren com a linhagem "MP4", que eu não sei o que significa (não é uma extensão de arquivo de vídeo?).























Só pra constar, o clique é de Donington, na pré-temporada de 1981. Niki Lauda ao volante.

Neblina

Olivier Panis instalando faróis na sua Ligier no GP da Alemanha de 1995, em Nürburgring.

Cadeirante

Monza, 1975. Alguém consegue ver o tio Frank Williams no meio do pelotão? A galera das antigas pode identificar os outros pilotos da foto, mas, que raio de evento era esse?

Ironia do destino



Gilles Villeneuve cabisbaixo no pódio do GP de San Marino de 1982, circuito de Ímola. Eu explico já o motivo da decepção. 

A Ferrari dominou toda a prova. O canadense liderava, seguido pelo companheiro Didier Pironi. Nada podia ser mais perfeito; uma dobradinha em casa para os tifosi. Para garantir, faltando apenas algumas voltas para o fim é mostrada uma placa aos dois pilotos com a ordem para manterem suas posições (algo como "tragam as baratas pra casa", nada parecido com o atual bordão "fulano is faster than you").

Mas não foi o que aconteceu. Pironi atacou e passou Villeneuve na última volta, e venceu. Daí a cara de decepção de Gilles, que imediatamente cortou relações com o francês. Foi o primeiro pódio da equipe na temporada. Mas,este mal-entendido não duraria muito tempo. Aquele seria o último pódio, e aquela a última corrida de Villeneuve, que morreria duas semanas depois, nos treinos para o GP da Bélgica, em Zolder.

Mas, a história não parou por aí. Pironi chegaria à Hockenheim como favorito ao título. Mas, um acidente com Alain Prost ainda nos treinos livres tirou o francês do restante da temporada. Perdeu o título quase certo para Keke Rosberg, e nunca mais voltou a guiar um carro de F1.

31 de janeiro de 2012

Loucura

Dá pra acreditar nisso?

Apuração

Chegou a hora de publicar algo em que venho trabalhando a algum tempo. Um ranking com os 10 pilotos mais velozes de todos os tempos. A escolha não foi minha. Pedi aqui que leitores, blogueiros e amigos ligados ao automobilismo enviassem suas listas com dez nomes. As regras eram simples. Seriam creditados 10 pontos para o primeiro colocado, 9 para o segundo, e assim sucessivamente. 

Confesso que a tarefa não foi das mais fáceis. Além dos milhares de votos a serem contabilizados (e ter de me manter imparcial todo o tempo), resumir estes caras em apenas quatro linhas queimou minha mufa.

Sem muita delonga, vamos ao resultado.


1˚ - AYRTON SENNA (BRA) - 161 GP's

Senna era extremamente rápido nas classificações para pilotar sem esforço nas corridas. Quando não funcionava, mostrava uma velocidade que nem ele saberia explicar de onde vinha. Um jogador de grandes partidas, e um semideus no piso molhado.
2˚ - JUAN MANUEL FANGIO (ARG) - 51 GP's

Pilotar um carro de corrida na década de 1950 não era uma tarefa fácil. Sobreviver também não. A tática de Juan Manuel Fangio para superar isso era simples: ele era agressivo quando precisava e suave quando podia. Seus cinco títulos mundiais são incontestáveis.
3˚ - MICHAEL SCHUMACHER (ALE) - 287 GP's

Talvez sua maior qualidade fosse maximizar tudo o que o cockpit lhe oferecia. Era muito veloz em qualquer condição: circuitos lentos ou rápidos, no seco ou no molhado, num bom ou num péssimo carro, largando de trás ou na pole. Seus sete títulos falam por si só.
4˚ - JIM CLARK (ING) - 72 GP's

Se alguma estatística define a velocidade de um piloto, ela pertence a Jim Clark. São 25 vitórias em 72 largadas. Dono de uma pilotagem elaborada, raramente cometia erros. Algumas de suas corridas entraram para a história, como o GP de Monza de 67 ou Silverstone em 65.
5˚ - NELSON PIQUET (BRA) - 204 GP's

Conhecido acertador de carros, Piquet conseguia extrair tudo o que o equipamento podia lhe oferecer. Era veloz, e bateu praticamente todos os companheiros de equipe que teve. Conseguiu três títulos em uma época de ouro. E isso vale muito.
6˚ - GILLES VILLENEUVE (CAN) - 67 GP's

Sempre foi o mais espetacular, o mais selvagem. Seu sublime controle do carro chegava a hipnotizar. Respeitado por seus adversários, é tido até hoje como um dos maiores. Quando morreu em Zolder ainda havia muito para se mostrar, e um título talvez fosse questão de tempo.
7˚ - ALAIN PROST (FRA) - 199 GP's

Prost era rápido desde o início. Largando na pole e com o carro certo, o francês era praticamente imbatível. Alinhou sem medo contra pilotos já consagrados e só caiu diante de Senna. As temporadas 88' e 89' são pura história, e ele é um dos protagonistas.
8˚ - NIKI LAUDA (AUT) - 171 GP's

Lauda não foi genial somente em 1984. Na época pré-acidente, em meados dos anos 70, brilhou com um March antigo e um BRM até chegar em Maranello e destronar Regazzoni. Era suave, sem medo e sem perdão. Um dos mais velozes que existiu.
9˚ - NIGEL MANSELL (ING) - 187 GP's

Ganhou o apelido de "Leão" por um motivo justo. Suas pilotagens eram caracterizadas por atos de força, coragem e músculos. Poderia ter sido campeão mais vezes se controlasse seu ímpeto e sua inquestionável velocidade. Um dos mais velozes de sua época.
10˚ - STIRLING MOSS (ING) - 66 GP's

Superado apenas por Fangio nos carros com motor dianteiro, não teve concorrentes quando o piloto passou a sentar à frente. Com um estilo clássico e suave, Moss pilotava sem esforço. O acidente em Goodwood encerrou sua carreira antes que pudesse ser campeão.



ALGUNS PITACOS

Sebastian Vettel aparece atrás de Lewis Hamilton, mas à frente de pilotos como Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Mika Häkkinen e Jody Scheckter, que juntos somam nada menos do que 6 mundiais. 

Dos pilotos ainda na ativa, Fernando Alonso foi o que esteve mais perto de figurar entre os dez. Ficou de fora por uma posição apenas. Ele aparece à frente de nomes como Ronnie Peterson e José Carlos Pace.

Alguns pilotos sequer foram lembrados. É o caso de nomes como Jacques Villeneuve, Mario Andretti e Jack Brabham. Todos campeões mundiais.


Muito obrigado a todos que toparam a brincadeira e mandaram suas listas. Foi maravilhoso montar este ranking e elaborar esta postagem. Espero que tenham gostado.

Azarado

Com 11 pódios e 5 poles, Chris Amon carrega a fama de nunca ter vencido um grande prêmio. Mas ao menos esteve perto disso. Foi no GP da Fança de 1972, em Clermont-Ferrand. Ele foi o autor da pole e da volta mais rápida (suas últimas, por sinal), mas a vitória teimou em não vir.


30 de janeiro de 2012

E começou o ano



(o ano só começa pra mim quando têm corrida na tevê) Ontem eu parei para assistir ao finalzinho (três ultimas horas) das 24H de Daytona. Bodas de ouro da tradicional prova. E, apesar dos carros horrorosos (nada vai me convencer de que os da década de 60/70 não eram mais bonitos. Se discorda, olha isso aqui) gostei do que vi. 

Os monstrengos andando próximos até o final, boas disputas (destaque para o pega de Allan McNish e AJ Allmendinger) e um destaque: Felipe Nasr.

O moleque (de apenas 19 anos) assumiu o segundo Riley Ford da Mike Shank Racing no último turno de pilotagem e fez uma corrida de gente grande. Andou forte, mas sem se arriscar. Somente o suficiente para manter vantagem sobre Montoya (que em alguns momentos vinha mais rápido com o Riley BMW da Ganassi).

Oswaldo Negri Jr. venceu, e levou o Brasil ao topo do pódio. Pódio esse que além de Nasr na P3, teve também Christian Fittipaldi em uma respeitável P5. O ano parece ter começado bem para nós. E esse Nasr continua me impressionando mais a cada dia...

Girls

Eu sempre gostei da F 355. Olhando assim, realmente é uma bella macchina.

Holofotes

Começando a semana com a bela imagem de Mario Andretti e a Ferrari em 1971. 

Nessa época, o anglo-americano participava esporadicamente de algumas etapas. Já mostrava talento, tendo vencido sua primeira corrida na estréia pela Ferrari, em Kyalami. Chegou ao topo com o título mundial de 1978, mas as estatísticas da categoria nunca fizeram jus à sua velocidade.

Vale lembrar que além do título na F1, em seu currículo estão vitórias nas 12H de Sebring, nas 24H de Daytona e nas 500 Milhas de Indianápolis, além do campeonato da Indy de 1984. Resumindo: um piloto completo.