29 de fevereiro de 2012

Feito


GP da Alemanha de 1968, em Nürburgring. Uma das vitórias mais lembradas de Jackie Stewart.

Naquela época não havia volta de apresentação. Se largava para o desconhecido. E o que já era desconhecido com pista seca, se tornava impossível debaixo de temporal. Eram nada menos do que 187 curvas, e 13 saltos. E as condições de pista poderiam mudar de uma volta para outra. Coisa de louco.

Stewart venceu depois de largar em sexto lugar. Chegou à frente de gente como Graham Hill, Jacky Ickx e Jack Brabham. Para ser mais exato, quatro minutos na frente de todo mundo. Um verdadeiro feito para aqueles tempos.

A vitória foi especial. Considerada por ele mesmo como a maior de todas. Justamente por ser a sua primeira no inferno verde. Pista que fazia questão de odiar publicamente. Calou os críticos, e mostrou que prudência não é sinônimo de covardia.

Decolando


Rubens Barrichello atacando as zebras de Monza durante o GP da Itália de 1994. Uma coisa é certa: depois do susto em Ímola, eu nunca mais passaria perto de uma zebra. Pelo menos não com tanta vontade como aí na foto.

Superação





GP da Itália de 1976. Circuito de Monza. Talvez a maior vitória de Niki Lauda. E não, ele sequer subiu ao pódio nessa ocasião. O austríaco simplesmente voltava às pistas depois de praticamente morrer 42 dias antes, no terrível acidente que sofreu em Nürburgring. A história diz que ele chegou inclusive a receber a extrema-unção na pista.

Mas não desistiu. E a assombrosa velocidade ainda estava lá. Seria campeão em 1977 e 1984.

Secreto

Pista de Fiorano, 1997. O sigiloso teste de Michael Schumacher com a Sauber C16. Dizem que Peter Sauber pediu um favor a Michael. Algumas voltas com o carro para ver se ele tinha potencial e os seus pilotos é que eram ruins, ou se o carro não tinha jeito mesmo.

Johnny Herbert era o responsável pelo carro #16. Vá lá. Mas o #17 era revezado por Nicola Larini, Gianni Morbidelli e Norberto Fontana (quem?!). O resultado do teste? O problema do carro era a pecinha que fica entre o volante e o banco (é, esses comentários do Galvão ficam mesmo na cabeça).

26 de fevereiro de 2012

Passão

Quem disse que não se passa por fora na Saint Devote? Com vocês, o bote de Gilles Villeneuve em Riccardo Patrese durante o GP de Mônaco de 1980 (é, aproveitando o gancho do post aí embaixo). É por essas e outras (muitas outras) que considero o canadense um dos melhores que já existiu.

Brake test





GP de Mônaco de 1980. O irlandês Derek Daly fazendo boliche na Saint-Devote. A lambança tirou da corrida seu companheiro de equipe Jean-Pierre Jarier, além de Bruno Giacomelli e Alain Prost.

Loucura


Avus.

O mítico oval alemão já esteve aqui no blog antes...

A foto mostra o vôo de Richard von Frankenberg durante uma prova de carros esporte em 1956.

O circuito foi desativado em 1998.

As retas deram lugar a uma rodovia.

A torre não passa de um simples motel e sua curva norte (com os imponentes 43° graus de inclinação e piso de tijolos) já não é desafiada por mais ninguém.

Um gigante que se foi.

ATUAIZANDO: anteriormente a legenda dizia se tratar do acidente fatal de Jean Behra, que aconteceria apenas 3 anos depois, em 1959. Embora a dinâmica do acidente tenha sido a mesma, von Frankenberg sobreviveu ao vôo da foto, enquanto o carro de Behra se chocou contra um poste, matando o piloto instantaneamente.

Show

Bristol, marcante por seu piso de concreto e seus 36° de inclinação. Um dos menores ovais, com apenas 0.533 milhas (ou, 848 metros). Só perde para Martinsville, por parcos três metros. Olhando a foto não tenho muitas dúvidas quanto às corridas da Nascar. Afinal, é ou não é um espetáculo?



24 de fevereiro de 2012

Desfiladeiro

Walther Rohl desfilando o Audi Quattro pela bela (e inconfundível) paisagem do Col de Turini. Gosto muito desses carros do Grupo B. Já falei sobre eles. Se não lembra, é só clicar aqui.

Piscada



GP da Itália de 1971, em Monza. A primeira e única vitória de Peter Gethin na categoria. Na cola dele chegaram Ronnie Peterson, François Cévert, Mike Hailwood e Howden Ganley. Todos no mesmo segundo. 

Já pensou em piscar os olhos e ver essas cinco baratas passando só nesse intervalo de tempo?