7 de março de 2012

Inocente


Zolder, 1982. Deve ter sido duro para Dider Pironi carregar esse capacete. O companheiro Gilles Villeneuve morreu em busca do seu tempo nos treinos. E não foi só. O arranca rabo dos dois na corrida anterior foi feio. Os dois estavam em crise. Se não lembra, clica aqui.

O francês se sentiu culpado pelo acidente. Era inocente.

Genes



O capacete é inconfundível. Uma singela (e desconhecida) homenagem ao seu clube de remo. 

Graham Hill é um mito das pistas. Pra mim, talvez seja o maior de todos. Seu feito até hoje ainda é único. Nenhum outro piloto acumula o título do campeonato de F1, além de vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24 Horas de Le Mans.

Correu com pelo menos duas gerações de grandes pilotos. E triunfou. Foram 14 vitórias e dois títulos mundiais. Os nomes dos adversários engrandecem ainda mais as conquistas. Iam de Juan Manuel Fangio a Niki Lauda

Em 1973 fundou a sua própria equipe. Na verdade a Embassy Hill não passou de uma aventura. Faltou tempo para que conseguisse algum sucesso. Em 1975 vieram os primeiros três pontinhos. E foi só. O acidente aéreo dizimou a equipe.

O sobrenome ainda seria vitorioso. Damon Hill, o filho, seria campeão mundial em 1996.

Loucura



A pouco tempo atrás publiquei algo parecido feito pela Mercedes. Mas a Renault foi além. Em 1994 eles enfiaram um motor de F1 neste Espace aí da foto. Como se não bastasse, colocaram Alain Prost na pista com ele. Pra ver o vídeo é só clicar aqui.

Depois, no finalzinho, a declaração: "Eu sempre quis levar alguns jornalistas comigo em um F1 de dois lugares. Principalmente os que eu não gosto."

5 de março de 2012

Aprendiz



François Cevert estreou na Tyrrell em 1970. Não foi fácil. Seu companheiro de equipe era ninguém menos que Jackie Stewart. Seria seu professor e amigo. O melhor. 

Mas o francês logo mostraria que não era um simples piloto alçado pela gigante Elf. Tinha talento. Em 1971 viu Stewart sagrar-se bi-campeão, e venceu sua primeira e única corrida na F1, em Watkins Glen. Em 1972 o destaque ficou por conta do segundo lugar nas 24H de Le Mans, com um Matra Simca.

Em 1973 estava no auge de sua velocidade. Pronto para ser campeão. E Jackie Stewart sabia disso. Tanto que, planejava secretamente a sua aposentadoria ao final da temporada. François Cevert seria o piloto principal da Tyrrell em 1974.

Mas o destino (sempre ele) não quis. Na última prova da temporada, na mesma Watkins Glen, veio o acidente. A F1 perdia dois grandes pilotos em um mesmo fim de semana. Cevert protagonizou um dos acidentes mais brutais de todos os tempos. O amigo e companheiro Jackie Stewart, já tri-campeão, não largaria para a sua centésima e última corrida.

Retribuiu a reverência e o respeito. Marcas registradas do seu aprendiz.

Giros



Juan Manuel Fangio Herry Schell conduzindo suas Maserati 250F durante o GP de Mônaco de 1957. O argentino venceu depois de intermináveis 105 voltas (!). Com direito a pole e volta rápida.

Toca Raul











Sports Car World Championship em Norisring, 1987. O Jaguar que aparece em terceiro lugar era pilotado por Raul Boesel. Venceu a segunda corrida do fim de semana, e terminou em quarto no geral. Foi uma das cinco vitórias que lhe renderam o título da temporada.

Um brasileiro que não deu certo na F1, mas que  teve competência para construir uma carreira respeitável nas pistas. Subiu ao pódio nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24H de Le Mans. Não é pouca coisa. 

Hoje em dia se diverte como DJ. Vai entender.

O inferno



Largada das 24H de Le Mans de 1955. Três horas mais tarde, este mesmo local da foto entraria para a história. Infelizmente marcado por uma tragédia. A maior até hoje.

O Mercedes de Pierre Levegh decolaria sobre a multidão após se envolver em um acidente com o Jaguar de Mike Hawthorn e o Austin-Healey de Lance Macklin. A reta dos boxes se transformaria num verdadeiro inferno. Além do francês, cerca de oitenta espectadores também morreram. As cenas são impressionantes. Pra ver é só clicar aqui.

Expectativa

E o assunto do momento é o fim da pré-temporada da F1. Um tal de comentar tempos de volta pra lá e pra cá. Foram três sessões. Uma em Jerez e duas na Catalunya. A Lotus andou na frente nas duas que participou. Ficou de fora da segunda rodada por causa de problemas com o carro.

Mas, o que isso quer dizer? Pra mim, absolutamente porra nenhuma. Sou da opinião de que tudo é uma grande incógnita até a bandeirada na Austrália. Claro, tem algumas coisas já manjadas. A Red Bull não deve cair do salto, e nem acredito que a McLaren deixe escapar os calcanhares dos touros. Caterham, Marussia e HRT (argh!) vão atrapalhar todo mundo e Force India, Mercedes, Toro Rosso e Sauber devem ficar com as sobras ali pela meiúca. Só.

A Ferrari por sua vez é um mistério. Dizem as más línguas que o clima em Maranello anda uma merda. Sei não. Foi assim em 2011 e conseguiram ganhar corridas. Além do mais, não dá pra descartar Fernando Alonso, por pior que o carro seja. O cara já provou que consegue tirar leite de pedra. Assim como Räikkönen, que mesmo enferrujado deve levar a Lotus nas costas.

E é isso. Alguns desses palpites serão confirmados (ou não) no dia 18, em Melbourne. Pista sem graça, mas que gosto bastante. 

Tomara que seja um boa temporada. 

Porque por mais que os carros estejam feios, que as novas pistas sejam péssimas e as disputas sejam cada vez mais escassas e sem graça, esse esporte nos move. É um vício. E eu já ando sentindo falta.

4 de março de 2012

Mansellmania





Nigel Mansell levando a galera ao delírio no GP da Inglaterra de 1992, em Silverstone.

1 de março de 2012

Sabotadores



Registro do primeiro GP de Mônaco, em 1929. Pouca gente conhece o nome de seu vencedor. Um francês chamado William Grover. Na ocasião, o francês bateu ninguém menos que Rudolf Caracciola, piloto sensação daqueles tempos, e favorito para a prova. Sempre a bordo de um Bugatti particular, Grover acumula ainda vitórias na França e em Spa, além de figurar entre os competidores do famoso Rali de Monte Carlo de 1926.

Histórinha.

William Grover tinha dupla nacionalidade. Seu pai era um inglês que se mudou para a França e casou-se com uma francesa. No eclodir da Segunda Guerra Mundial, se alistou no exército britânico e tornou-se membro da resistência francesa. Lá, se juntou a Robert Benoist (vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1937) e Jean-Pierre Wimille (também vencedor de Le Mans em 1937 e 1939).

Três heróis de guerra. Que abdicaram das corridas de carro para lutar em nome de seu país. Benoist pereceu no campo de Buchenwald, em setembro de 1944. William Grover morreu em Saschsenhausen, no ano seguinte.

Jean-Pierre Wimille sobreviveu. Foi um dos ídolos de Juan Manuel Fangio, e, um dos favoritos ao título do primeiro campeonato de Fórmula 1. Mas não chegaria a competir. Morreu em 1949, vítima de um acidente com um Gordini no circuito de Palermo Gardens, em Buenos Aires.