28 de junho de 2012

Presente de grego

Bastante original o presente que os mecânicos da Toyota entregaram quando foram visitar o o inglês Anthony Davidson no hospital. Assinado por todos, o retrovisor do carro #8, que decolou com ele em Le Mans (se não viu a panca, clica aqui).

Quando recebeu o "agrado", Davidson não titubeou: "Foi só isso que sobrou do carro?"

Bom, quase isso...

Papa-léguas






Bom dia!

Começando o dia com uma dobradinha de Chaparral. Carrinho do qual o blog gosta muito.

Primeiro ele aparece abrindo caminho durante as 24 Horas de Le Mans; depois em Las Vegas, contra Bruce McLaren. Os dois cliques são de 1967.

27 de junho de 2012

Caçada


(Ah Monza!) Uma Ferrari 330 P4 sendo caçada por um Chaparral nos 1000 Km de Monza, 1967. Difícil ver fotos desses aí em ação, junto então... Um achado.

Brutos



(Ôpa!) Corvette, Ferrari 512S e Camaro Z28 nas 24 Horas de Daytona de 1970.

24 de junho de 2012

Alonso! Com o pau na mão

Liguei a tevê imaginando ver uma corrida chata. Me fodi. Foi a melhor desse ano, na minha opinião. E um dos pódios mais legais que eu já vi.

Alonso venceu com uma atuação de gala. É, sem dúvida o melhor do grid, esse cara. Räikkönen e Schumacher completaram o pódio. Este último, depois de seis anos de jejum. Foram dez títulos reunidos no pódio, aliás. Recorde interplanetário desde que o mundo é mundo. 

Na largada Vettel sobrou. Soberano, com umas algumas voltas, o alemãozinho já estava anos luz à frente de todo mundo. Hamilton vinha em segundo, bem mais lento. Bem que tentou, mas não segurou Grosjean, que fez bela ultrapassagem.

Após a primeira janela de pits, 
Alonso seguiria com o show. Voltou em um quarto lugar "virtual", à frente de Räikkönen, e atrás de uma fila de carros com pneus desgastados, que parariam em alguma volta, quem sabe. Alonsito, de pau duro, passou todo mundo sem tirar de dentro. Com uma precisão que chegava a dar raiva. Foi o ponto alto da corrida.

Mais atrás,
Kobayashi também tentava avançar. Só que no meio do caminho tinha uma tal de "reta-curva" (asneira inventada e repetida por Galvão Bueno em todas as transmissões), e Bruno Senna. O sobrinho espremeu o mito no muro sem dó e foi punido pelos comissários. Justíssimo.

Vergne
(leia-se "verme") em uma tentativa de homicídio pra cima de Kovalainen provocou um Safety Car inesperado. Enquanto Vettel xingava todos os palavrões do mundo embaixo do capacete, todos paravam nos boxes pra tentar o bote em cima do alemãozinho. Todos, menos Hamilton, que foi literalmente fodido pelos mecânicos da McLaren, mais uma vez.

Na relargada,
Alonso (ainda de pau duro) passou Grosjean (no braço, lindamente) e viu Vettel quebrar (vai ter sorte assim na puta que o pariu!). Com isso, administrou a vitória que lhe caía no colo. Quando Grosjean tentou alguma coisa, a santa protetora dos pilotos asturianos apareceu novamente. Lá estava a Lotus do francês vagando pela pista. Abandono. Problema hidráulico.
Hamilton se segurava como podia na segunda posição. Não tinha carro. Uma bobeada e  Räikkönen passou. Maldonado passaria também, lindamente, mas Hamilton arriscou demais na defesa e os dois se tocaram. Deu merda. O inglesinho acabou com a corrida do venezuelano e ainda estampou o muro. Covardia! Merecia uma punição para o resto do ano.
Schumacher agradeceu. O terceiro posto caiu no seu colo.

Um último comentário.
Massa, perdido lá atrás, foi acertado por Kobayashi (o exterminador de brasileiros, segundo a Rede Globo) em algum momento e terminou atrás de todo mundo. Parece ter sido culpa do japa mesmo. Não sei, não vi detalhes, e pouco importa. O brasileiro parece estar sempre na hora errada e no lugar errado. Não lhe falta só sorte. Falta uma porrada de coisas. Até Petrov passou por ele. Acho que já deu.

O campeonato segue aberto. Mas, minha torcida está definida: tri do
Fodón e uma vitória de Räikkönen.  O que vier além disso é lucro.

Homenagem

Anteontem foi dia dele. Do fusca, não do rapaz. Fica aqui a homenagem a um dos carrinhos mais simpáticos que existem.

20 de junho de 2012

Roof

Eu já tinha lido algo a respeito, e o Corradi levantou a bola essa semana, com a interessantíssima história da fabrica da Imperia.

A foto aí em cima é de 1929. Trata-se da fabrica Lingotto, da Fiat, localizada em Turim. Só um detalhe: esta é a pista de testes, que está localizada... No telhado da fábrica! Tem coisa mais fantástica?!

E o mais legal nem é isso. Atualmente o edifício abriga uma sala de concertos, teatro, centro de convenções, apartamentos, lojas e uma galeria. E a pista ainda está lá.

Queridinho

(Um dos preferidos aqui do blog)  Não o Patrick Depailler, e sim o Tyrrell P34, de 1977.

17 de junho de 2012

Merecido



(É justo, é justo) Uma foto diferente aqui no blog. O Audi e-tron quattro #1, grande vencedor hoje de manhã em Le Mans

Mais do que uma simples vitória, o alemãozinho seguiu a tradição. Afinal, desde o retorno da Audi à Sarthe, eles já somam onze trunfos em treze participações. Não tenho dúvidas de que um resultado desses não é construído por acaso.

Os caras dão o sangue por essa prova. Talvez sejam as 24 horas mais importantes (e longas) do ano para essa gente. E mais uma vez eles chegaram. Suaram, choraram, torceram, sofreram... Se não fossem eles seriam outros, que também seriam merecedores. Certamente. 

Nós, meros mortais, agradecemos pelo espetáculo.

Le Mans 2012

A 80ª edição das 24 Horas de Le Mans terminou hoje pela manhã. Teve todos os ingredientes de uma corridaça. E, mesmo se não tivesse sido assim, uma prova com 24 horas de pau dentro, direto, já é, por si só, uma corridaça.
No início, aconteceu o esperado. A Audi dominando a bagaça, mas seguida de perto pelos japas da Toyota (que tinham seus carros com um azul feio pacas). Quando completaram três horas de corrida os japas apertaram o ritmo, e parecia que a briga era iminente, e eu tive de parar de ver...

Quando voltei, já tinha acontecido de tudo, e os destaques estão aí embaixo:


Uma Ferrari da AF Corse (não a principal ,e sim a da LMGTEAm) tirou um dos Toyotas de combate. E não foi qualquer um. Foi simplesmente o carro principal dos japas, que vinha em terceiro, com Davidson ao volante. O enrosco foi uma cagada e tanto dos italianos, e resultou em uma baita porrada. Davidson se fodeu. Fraturou duas vértebras e deve ficar de molho uns três meses (isso explica o porque de não ter saído do carro e enchido o tal do Perazzini de porrada. Eu teria feito isso).


O DeltaWing (um feioso que participou da prova como uma aventura experimental) por sua vez foi colocado pra fora pelo Toyota #7, pilotado por Nakajima. Não, não gostei desse DeltaWing desde que foi apresentado. Pra mim, carro de corrida tem, antes de tudo, que parecer com um carro de corrida. E o tal Delta nem carro parece. Um cu. E cus, são feios...

Mas os aventureiros da Nissan tinham lá seus méritos. Pela ousadia, pela tentativa, pela perseverança em alinhar uma aberração. Uma aberração que andava, e andava rápido. Vinham bem, até que o japa dos japas deu um chega pra lá sacana e tirou-os de combate. Foi triste ver Motoyama tentando fazer o carro funcionar novamente. Aliás, foi, talvez, a cena mais bonita e emocionante dessa corrida.


No final, a Audi fez a trinca (é o 11ᵒ trunfo do alemães, em 13 tentativas. Respeitável o desempenho dos caras). Em primeiro o e-tron pilotado pelo trio André Lotterer/Marcel Fässler/Benoit Tréluyer, em segundo o outro e-tron, de Tom Kristensen/Allan McNish/Rinaldo Capello. Em terceiro chegou o Audi "normal", o R18 pilotado por Oliver Jarvis/Marco Bonanomi/Mike Rockenfeller. E em quarto, o lindíssimo Lola-Toyota preto e dourado da Rebellion, com Nicolas Prost/Neel Jani/Nick Heidfeld.

A LMP2 não me interessa, e nem sei quem ganhou. Já na  LMGTE Pro, os dois carros para os quais estava torcendo terminaram na frente. A Ferrari F458 da AF Corse (Fisichella/Bruni/Vilander) em primeiro, seguida por outra Ferrari F458, da Luxury Racing (que teve na equipe o meu xará Jaime Melo, único brasileiro na prova).


E foi isso. Ano que vem tem mais. Ano que vem tem a Porsche (maior vencedora da história, diga-se) de volta ao combate. Vai ser foda.