25 de agosto de 2012

United Colours


Todo o colorido do belíssimo (ou belíssima. Sempre fico na dúvida se é no masculino ou no feminino) Benetton B188, de Alessandro Nannini. Sem dúvida uma das pinturas mais legais de todos os tempos...

22 de agosto de 2012

Sideways

A diferença de Ronnie Peterson, Gilles Villeneuve e um simples caranguejo? O crustáceo, coitado, nunca conseguiu andar de lado tão rápido...

Piquet



Esta semana Nelson Piquet completou 60 primaveras. Demorei, mas me senti na obrigação de prestar uma singela homenagem a um dos pilotos que mais admiro.


Não o vi correr, e talvez por isso mesmo nunca tenha julgado suas (muitas) declarações polêmicas, ou comparado seu talento e/ou sua importância a Senna ou Emerson. Aliás, acho uma babaquice fazer isso. Todos tiveram seu tempo,sua história e sua importância. São todos vencedores.

Enfim, sobre Piquet, o que eu posso dizer é: conseguir três títulos mundiais correndo numa época em que tínhamos na pista Lauda, Villeneuve, Prost, Mansell, Arnoux... Não é para qualquer um.


Não vou aqui falar da sua história. De como se sagrou campeão, das brechas no regulamento encontradas com a dupla Ecclestone/Murray nos tempos de Brabham, da participação no desenvolvimento dos motores Turbo da BMW e da suspensão ativa da Williams...

Isso tudo se encontra em qualquer lugar que fale de Fórmula 1. Piquet foi além disso. Foi adorado por lá. Foi um fenômeno, e hoje faz parte da história da categoria.

Piquet não foi o melhor, mas venceu e convenceu; se divertiu e ganhou dinheiro fazendo o que mais gosta. Fez bons amigos até. Inimigos? Não sei, mas certamente a antipatia de algumas pessoas. Essa gente que não sabe reconhecer grandes campeões. Não só aqueles que levantam troféus, mas os que vencem na vida. Aqueles que vencem eles mesmos, que aceitam desafios e derrubam obstáculos...


Não vou falar tudo aqui. Não hoje. Mas procure saber a história desse cara...

21 de agosto de 2012

12 de agosto de 2012

Aperitivo



(Vai ser foda!) Mais um release da BBC com imagens do filme Rush, com direito a comentários do diretor Ron Howard, e dos principais atores. A pipoca, que ainda está sendo filmada, retrata a temporada da F1 de 1976, com direito ao acidente de Lauda e o título de Hunt.

Os carros são os mesmos que foram usados na época. De colecionadores, acho... Enfim, é tudo muito real. Incrível como conseguiram achar atores tão parecidos com os verdadeiros pilotos.

Enfim, que venha 2013 logo...

3 de agosto de 2012

Gaivota

(Boa tarde!) Stefano Modena em Adelaide, 1991. Não sei quanto a vocês, mas eu sempre achei lindo esse bico da Tyrrell. Sei lá porque.

2 de agosto de 2012

Regras












"Os pilotos devem usar a pista em todos os momentos. [...] Um piloto será julgado ter deixado a pista, se nenhuma parte do carro estiver em contato com a mesma" 

Pra fechar o dia, Ronnie Peterson quebrando as regras em Nürburgring, 1972.

O maior de todos

O ano era 1957.

O palco? A mítica pista de Nürburgring.

Esqueçam a pista atual, e lembrem-se do Inferno Verde, com seus intermináveis 22.810 km de extensão, serpenteandos floresta adentro.



Juan Manuel Fangio dominava a temporada a bordo de sua Maserati 250F e os únicos rivais a altura eram os pilotos da Ferrari - Peter Collins e Mike Hawthorn - que inclusive tinham um melhor desempenho na Alemanha.

Na classificação, Fangio cravou a pole, e ainda quebrou o recorde da pista. Mas, para manter o mesmo ritmo na corrida, o argentino largaria com metade do combustível e pneus  macios - mais rápidos - sob pena de ter de parar nos boxes.

Era arriscado, mas o único jeito de vencer...

Após a largada, tudo dentro do esperado. Fangio andava rápido e abria vantagem sobre as Ferrari.

E no final da 13ª volta - de um total de 22 - era hora de parar.

O argentino entrou nos boxes com cerca de 30s de vantagem para Hawthorn. 

Mas as coisas não saíram como o esperado...

Pense em uma parada de box nos anos 50. Tonéis de combustível eram despejados em um funil acoplado ao tanque (e ao menor descuido do mecânico tudo poderia ir pelos ares). Para a troca dos pneus traseiros, marretadas até que a porca e todo o conjunto da roda se soltasse para ser substituído.

Enfim.

A parada demorou tanto, que quando Hawthorn e Collins rasgaram a reta, foram avisados pela Ferrari de que Fangio estava fora da corrida. 

Não estava, mas voltou à pista com um déficit de 45s em relação aos líderes.

A partir dali, começou a fazer a corrida da sua vida...

Enquanto as Ferrari administravam o ritmo (imaginando estarem sozinhas), Fangio voava na pista.

Chegou a quebrar o recorde da pista (que já era dele, da pole, lembram?) por nove vezes (!), sendo sete delas consecutivas.

No início da  penúltima volta, Fangio ultrapassou Collins e encostou em Hawthorn...

Claro, a briga não foi fácil.

Fangio teve de passar com duas rodas na grama, e se defender dos contra-ataques do inglês.



E no final, o desabafo

"Eu nunca pilotei tão rápido em toda minha vida, e não acredito que conseguirei repetir isso novamente".

E ninguém nunca conseguiu, mesmo. 



Passeio

(Coisa linda!) A Can-Am em 1969. E o flagra do Chaparral 2H "passeando" por Laguna Seca.

Ouch!

Estreando seção nova aqui no blog. Só com as pancas, ou quase pancas. Pra começar, Ayrton Senna em Hockenheim, 1992.

Não bateu, ou, se bateu, não foi na corrida...