30 de setembro de 2012

O pulso

Como a música do Titãs, Jacarepaguá ainda pulsa. 

Mesmo com as arquibancadas desmontadas, o estacionamento reduzido à algumas dezenas de vagas, o setor Norte reduzido à pilhas de escombros e montes de terra, este fim de semana tivemos a sétima rodada dupla do Estadual de Turismo.



Como se não bastasse a falta de água no autódromo (esta, desde 2008) o sábado amanheceu sem energia elétrica (muita coincidência, não?) e as atividades atrasaram. Mas aconteceram, graças a um gerador (providenciado pela FAERJ, diga-se).

As corridas foram bastante disputadas, como sempre. Na primeira bateria, vitória impecável de Celso Vianna, que liderou do início ao fim. Na segunda prova, a vitória ficou com João Scalabrin (dessa vez sem injustiças), seguido de Marcelo Costa, Rafael Franco e Rodrigo de Paoli.

Por causa da fala de energia, faltam detalhes e algumas informações. Na memória ficam apenas as imagens, como a do vídeo aí embaixo, tomadas de vários pontos diferentes da pista neste domingo.

Inusitado



- Jeroen, a sua roda caiu.
- O que?!
- Isso mesmo, a sua roda caiu!
- E... o que eu faço agora?
- Ué, lhe entregamos o carro com as quatro rodas. Esperamos que o entregue do mesmo jeito.
- Ok... (silêncio de rádio).

Jeroen Bleekemolen é o nome do sujeito. E o fato aconteceu na classificação para a etapa de Baltimore da ALMS, em 2011.

Eu voltei

(Baita notícia!) Navegando por aí, descobri que Mika Häkkinen, no auge dos seus 43 anos, vai voltar a pilotar. Se alguém aí já sabia, não me avisou. Sacanagem. Enfim, o finlandês vai participar das 6 Horas de Zhuhai, na China, no dia 13 de novembro. A prova é válida pela Intercontinental Le Mans Cup, e o brinquedinho será uma Mercedes SLS AMG GT3.



Toda a sorte do mundo pra ele. Afinal, Häkkinen foi um dos melhores pilotos que eu vi correr. Boa praça, nos 10 anos em que esteve na F1 acumulou dois títulos mundiais, amigos e respeito. Sim, porque quando o negócio era correr, o cara era corajoso, e rápido... Muito rápido. Pra entender, basta clicar aqui.

29 de setembro de 2012

28 de setembro de 2012

Carrossel

O dia foi movimentado para a F1. Duas confirmações em duas equipes grandes, no mesmo dia. Não esperem que eu vá falar de palpites, possibilidades, especulações. Tem uma cacetada desses "especialistas" por aí. Por enquanto, falo apenas do que já está sacramentado.

Os dois aí embaixo foram os protagonistas.









Hamilton fechou contrato de três anos com a Mercedes. O tramite já havia vazado, mas eu não acreditei. Particularmente achava que o inglês ia morrer em Woking. Enfim, os alemães dizem estar montando uma puta estrutura para 2013. Falam em título, inclusive. Sei lá. Na minha cabeça ter Hamilton, Brawn e Lauda não é o suficiente.

Só um parêntese. Amílton sempre teve carros competitivos nas mãos. O filé. Com isso, os resultados (e inclusive o título de 2008) foram acontecimentos naturais. Sempre digo que, viriam de qualquer jeito. Desenvolver um carro não é tarefa das mais fáceis. E, vamos ver como ele se sai roendo o osso. Talento ele tem. Lhe falta juízo, talvez.


Pérez assinou com a McLaren, por "alguns anos". É justo. Há tempos o mexicano vinha fazendo por merecer um carro competitivo. Chegou a hora de mostrar a paudurecência desta temporada no pelotão da frente. Chega com status de segundo piloto, o que na McLaren não significa muita coisa. Se andar bem, é bem capaz de sepultar de vez o já apagado Button. Vai saber.

Fatiado

(Interessante) Pra quem não conhecia, a Audi divulgou por esses dias a imagem de um Audi R18 e-tron "cortado". O clique está aí em cima, e mostra a real posição do piloto no cockpit do monstrengo.

Jacarepaguá

(Todos lá!) Seguinte macacada. Está meio em cima da hora, mas ainda dá pra avisar. Este fim de semana tem etapa do Carioca de Marcas (ou turismo, tanto faz) no Autódromo de Jacarepaguá. É a sétima rodada dupla do ano.

No sábado, treinamos às 12h50 e no domingo as duas baterias largam às 10h15 e às 12:50. Para parar o carro no que restou do estacionamento paga-se 20 mingaus, acho. Merreca. A entrada é pelo Portão 7, e você assiste à bagaça toda dos boxes.

A briga pelo campeonato está aberta. Mas acho que fica entre João Scalabrin, o líder, e Rodrigo de Paoli, o vice. Depois aparecem Marcelo Costa, Francisco Costinhas, Olavo Leite e Paulo Coelho (o que não é mago). Todos esses separados por 84 pontos. Tem um esquema (que eu não entendi) de multiplicação de resultados, descartes... Enfim, dá pra todo mundo ainda (sem o trocadilho).


Fica o convite. Você que é do Rio, passe uma manhã diferente neste domingo. Está frio e não deve fazer sol. Logo, não tem praia. E os shoppings só abrem após às 14h. Então, vá ao Autódromo de Jacarepaguá assistir uns loucos correrem de carro. Baita programa. Além disso, pode ser a última vez que faremos isso.

25 de setembro de 2012

Rio, 1937

(Demorou, mas saiu) Já falei sobre o circuito da Gávea aqui no blog, mas não especificamente sobre a corrida de 1937. Uma das histórias mais fantásticas do nosso automobilismo.

Vou contar desde o início.

A década de 30 ficou marcada pelo nascimento do automobilismo no Brasil. Alavancado pela entrada das montadoras Ford e General Motors, as competições se multiplicavam por todo o  país. O primeiro evento automobilístico a atrair competidores estrangeiros foi a Subida de Montanha de Petrópolis, que  teve sua prova inaugural vencida por Hans Stuck em 1932.

Em 1933, incentivado pelo piloto Manuel de Teffé, Getúlio Vargas cria o Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro. O palco escolhido para sediar a prova foi o Circuito da Gávea. Um traçado sinuoso, que se estendia por 11 quilômetros e mais de 100 curvas, reunindo os mais diversos tipos de piso (entre eles asfalto, cimento, paralelepípedo e areia). Devido às características o circuito ficou conhecido como "Trampolim do Diabo".

Foi por aqui que em 1934 Chico Landi (que posteriormente viria a ser o primeiro brasileiro na F1), iniciou-se como  piloto. Porém, o fato mais marcante das três primeiras etapas aconteceu em 1935. Um acidente na Av. Visconde de Albuquerque vitimou o piloto Irineu Correa, considerado um dos mais talentosos do país. Irineu foi o vencedor da etapa no ano anterior e famoso internacionalmente.

Em 1936, o sucesso da prova foi tanto que aconteceram as primeiras participações de peso aqui no Rio. A Scuderia Ferrari (na época, apenas uma divisão esportiva da Alfa Romeo) por exemplo, enviou dois de seus pilotos do segundo escalão; eram eles Carlo Pintacuda e Attilio Marinoni. Ambos acabaram abandonando a prova de 1936 com problemas no diferencial. A piloto francesa Hellè-Nice também correu naquele ano, mas foi outra a abandonar por problemas no carro.

No ano seguinte o circuito viveu sua história mais fantástica. Após o abandono no ano anterior, Carlo Pintacuda alinhava novamente sua Ferrari no circuito carioca. Porém, dessa vez o grid contava com uma participação ilustre: o famoso Auto Union Type C de Hans Stuck. Um monstro que chegou com o status de  grande favorito, claro.
Mas, além da chuva fina que caía no dia, o traçado sinuoso ajudou Pintacuda a levar vantagem sobre o potente conjunto alemão. Stuck chegou a liderar, mas teve de fazer uma parada nos boxes e, quando voltou à prova, demorou para alcançar o italiano. E só o fez porque este passou a ter problemas com o combustível. 
Fazendo todo o trecho final "na banguela", Pintacuda segurou Hans Stuck no braço, conseguindo uma vitória histórica contra um dos ícones da história do automobilismo. E justo aqui, em plena zona sul do Rio de Janeiro...

Mais incrível do que poder hoje, andar como o meu carro por grande parte deste circuito, é ver essas imagens aí embaixo. Cenas desta corrida de 1937. Não tenho nem palavras... Curtam aí.



Na busca por detalhes sobre a corrida, achei este site aqui. É riquíssimo em imagens desta prova e outras tantas da mesma época. Nem preciso dizer que vale muito a visita.

Ouch!

A morte vista de perto.

Jacques Villeneuve voando com a BAR na abertura da temporada de 2001, em Melbourne.

Girls


Não, não se iludam. Não se trata de um Passat. O carro aí em cima é um Audi 80, provavelmente da safra de 1972. Foi o modelo utilizado pela Volkswagen como plataforma para o primeiro passatão, que foi lançado no ano seguinte.

De qualquer forma, não é uma belezura?! Tanto o carro quanto a moça, claro.