7 de outubro de 2012

Big One!



(Lindo de se ver) Vídeo das duas últimas voltas da Nascar hoje no superspeedway de Talladega, o oval mais rápido do mundo. Em alguns momentos, dá pra contar até quatro 4 ways.

Até a curva três da última volta, tudo normal. Depois, Waltrip acerta Tony Stewart e desencadeia um Big One que envolveu todos, menos 9 carros (pelas minhas contas). Da turma que estava na frente, só Matt Kenseth, que liderava, escapou e venceu.

Suzuka

(Mito! Mito! Mito!) A afirmação é um sacrilégio, mas a corrida em Suzuka foi chata. Resumindo, Alonso não passou da primeira curva, Vettel venceu com facilidade e Massa fez sua melhor prova no ano, voltando ao pódio depois de 35 corridas - o último foi na Coréia, em 2010 - uma eternidade.  E foi quase só isso.

Digo quase porque Kobayashi fez história correndo em casa. Mas, vou chegar lá. 


Na largada, salseiro. Primeiro, Alonso e Räikkönen se enroscaram - pra mim, toque de corrida - o espanhol deixou a Ferrari afogar e abandonou. Mais na frente (!), Grosjean ampliou seu recorde de fazer cagadas monstro na primeira volta. Acertou no meio de Webber. Lá atrás, Senna acertou Rosberg, que rodopiou (como uma bailarina, disseram alguns) na pista e abandonou.


Safety Car na pista e punição de 10s para Grosjean. Sinceramente, que lhe tirem a super licença, lhe cortem as mãos, qualquer coisa... O cara anda rápido nas classificações, mas é impressionante a sua capacidade de foder com as largadas. Deusmilivre.

Na relargada, começou a briga pelo segundo lugar. Porque Vettel seguia em ritmo de aventura lá na frente. Sobrando. Quase correndo na GP2 de tão distantes, apareciam Kobayashi, Button, Massa, Räikkönen, Pérez, Hamilton e o resto.

Veio a primeira janela de pits e Massa deu o pulo do gato. Assumiu a segunda posição e passou a virar  no mesmo ritmo de Vettel. Pela primeira vez no ano, corrida de gente grande do brasileiro.

Pérez tenteou passar Hamilton por fora. Perdeu a traseira, deixou o carro morrer e abandonou. Barbeiragem. Agora, um parêntese aqui para o inglês. Hamilton mal apareceu na corrida. Culpou o acerto do carro. Sei não. Acho que - do meso jeito que Schumacher - corre pra cumprir tabela até o fim do ano.

E a corrida acabou. Quase dormi.

Pelo menos até as últimas dez voltas. Porque Button ainda tinha fôlego (e carro) para sair à caça de um lugar no pódio, e azedar o saquê de 103 mil japas presentes em Suzuka. Não conseguiu. A briga por milésimos volta a volta com Kobayashi foi tensa. Mas no final, o mito igualou o feito de Aguri Suzuki em 90'.  Faturou o seu primeiro pódio na F1 correndo em casa, e foi ovacionado pela torcida. Bonito à beça.



Vettel chegou anos luz à frente do resto e ateou fogo de vez na briga pelo título - quatro pontos o separam de Alonso. Massa fez o que pôde, e conseguiu um pódio importante para quem busca a renovação do contrato. Depois de Kobayashi chegaram Button, Hamilton Räikkönen, Hulkenberg e Maldonado.

Alonso postou no twitter um provérbio chinês, retirado do livro Sun Tzu5 great races coming! If the enemy thinks in the mountains, attack by sea, if they think in the sea, attack by the mountains - Algo como: "Fodeu! O moleque chegou!"

É, o negócio tá bom. Mas, Alonso costuma se superar nestas situações. Vamos ver.

6 de outubro de 2012

Carona



(Enquanto não começa) Uma volta no fabuloso circuito de Suzuka. De carona com Mika Häkkinen, em 1997. Pista de macho, essa. Uma das poucas boas que restam no calendário da F1.

Um detalhe sobre o carro do vídeo, o MP4/12. Alguém sabia que tinha dois pedais de freio?

5 de outubro de 2012

Brazucas

(Pra entrar no clima) Ayrton Senna e Christian Fittipaldi em Suzuka, 1992.

O motor Honda de Senna deu vexame em casa, e abriu o bico ainda na terceira volta. Christian teve mais sorte, e conseguiu um suado pontinho com a sexta posição.

Uma dúvida. Só eu acho bonita pra cacete essa Minardi-Lamborghini?!

Incontestável



(Polêmica) Schumacher anunciou nesta quinta-feira a sua aposentadoria. A segunda. Já falei sobre ele aqui no blog antes. Mas hoje o assunto é um pouco diferente.

Muito se fala sobre o seu retorno. Será que valeu a pena? "Ah, agora vimos o verdadeiro Schumacher. Em três anos só uma pole (que nem valeu) e um pódio. Taí o campeão. Passou vergonha" já disseram alguns. 

 Passou mesmo? O carro da Mercedes em algum momento deu chances de alguma coisa?

A verdade é que, pra mim, isso pouco importa. 

Porque?

Entre 2000 e 2004, Schumacher simplesmente venceu tudo e todos. "Ah, mas com um carro muito superior" dirão alguns. Sim! Assim como foram a McLaren MP4/4 de 1988, a Williams FW14B de 1992, a Lotus 72 dos anos 70 e tantos outros carros vencedores. Nem por isso a conquista de seus pilotos foi diminuída.

Falando nisso, a Ferrari demoníaca que dominou os anos 2000 (e que para alguns acabou com a "graça" da F1) nada mais era do que a bomba que Michael assumiu em 1996 e ajudou a desenvolver. Ganhar tudo mais a frente foi só uma consequência. O nome disso é competência. Mérito. Ponto.

"Ah, mas o Schumacher era sujo. Jogava o carro pra cima dos outros". Só digo uma coisa: Dijon, 1979 Jacarepaguá, 1982. Não se convenceu? Largada para o GP de Suzuka, em 1990. Pronto. Preciso dizer mais?!


Não vou cometer aqui o erro de fazer comparações. Simplesmente porque não há o que comparar. Aos que defendem esse ou aquele piloto que me desculpem, mas Michael é uma referência. Foi o melhor do seu tempo e o maior de todos os tempos. Seus números são incontestáveis. E digo mais. São, talvez, imbatíveis. 

Por essas e outras, será lembrado eternamente. Assim como Fangio, Clark, Hill (o pai), Brabham, Lauda, Villeneuve (o Gilles), Senna, Prost... Todos estes foram os melhores em seu tempo. Mas só Schumacher conseguiu além do respeito e das conquistas, os números. As estatísticas.

E uma coisa é certa. Contra fatos não há argumentos.

3 de outubro de 2012

Dúvida

A eterna dúvida dos pilotos e comissários.

Zebra é pista?

Um Lola T70 e um Porsche 910 mostrando que sim, é. O clique foi feito em 1968, durante as 200 Milhas de Nürnberg, no circuito de Norisring.

2 de outubro de 2012

Precisa explicar?



Bom dia!

Pra animar a semana, um dos muitos vídeos maravilhosos produzidos por Antti Kalhola. O jovem sensação do VocêTubo. Basta assistir para entender o porque de gostarmos tanto desse negócio de corridas de carros. 

E pensar que tem gente que gosta de porradaria gratuita na tevê. Vai entender...

1 de outubro de 2012

Aposta

Será que só eu estou achando estranho o silêncio de Ferrari e Michael Schumacher? Enquanto um não decide se conta ou não com os serviços de Felipe Massa no próximo ano, o outro não confirma, nem  nega a segunda aposentadoria.

Seria apenas o reflexo da chacoalhada da última semana? Depois da confirmação de Hamilton dividindo a Mercedes com Nico Rosberg e Pérez a McLaren com Button, nós queremos mais? Pode até ser. Mas desconfio que desse mato ainda sai coelho.

Muitos nomes já surgiram. Entre eles, os mais fortes são os de Paul Di Resta e Heikki Kovalainen. Sim, ambos merecem um melhor carro. Ponto. Mas, não acho que seja o caso de irem parar em Maranello...

Só digo uma coisa.

Já pensaram em Alonso e Schumacher?

Seis rodas

A discussão surgiu em um briefing antes de uma brincadeira de kart com alguns amigos. Quantos carros de seis rodas já existiram? Bom, a Tyrrell P34  foi o modelo mais famoso, disputando grandes prêmios entre 1976 e 1977. É também um dos carros preferidos deste blogueiro (tanto que, a foto aí embaixo está em alta resolução, de presente).




Mas ele não foi o único...

Na mesma época, a March apareceu com o protótipo 2-4-0, que trazia quatro rodas motrizes do mesmo tamanho na traseira. A trapizonga chegou a testar em Silverstone, mas como a equipe passava por dificuldades financeiras, o projeto foi abandonado. Ainda bem. Era feio o negócio.



Ainda em 1977, a Ferrari foi outra que resolveu inventar. O 312T6 também trazia quatro rodas na traseira, mas... Em um mesmo eixo! Niki Lauda e Carlos Reutemann testaram o modelo em Fiorano e o condenaram. Difícil de pilotar, lento, e feio pra caralho eram as justificativas.



A última das aberrações foi o modelo da Williams. Patrick Head basicamente enfiou mais duas rodas no carro campeão de 1981, o FW07. Alan Jones testou, gostou e motivou Head a seguir com o desenvolvimento no ano seguinte.



Nascia então o FW08.

Acontece que em 1982 a FIA alterou o regulamento, diminuindo o peso mínimo para 580 kg. Algo que, evidentemente, era inviável para um modelo com 6 rodas e três eixos. 

Enquanto trabalhava a redução de peso do modelo, a equipe simplesmente tirou um dos eixos e passou a utilizar o carro durante a temporada. Era o FW08C, com o qual Keke Rosberg foi o campeão naquele ano. Coincidência?

O carro se transformou em um verdadeiro foguete. Durante testes em Donington e Silverstone, Keke Rosberg cravou tempos de outro planeta. Porém, o acidente fatal de Gilles Villeneuve em Zolder, fez com que a FIA proibisse os carros asa e os modelos com seis rodas...

Cobra

Começando a semana com um dos carros preferidos deste blogueiro. A "cobra" na carenagem da Jordan 197 é, uma das pinturas mais legais da F1 contemporânea. Pelo menos eu acho. Quem aparece ao volante é Ralf Schumacher, mais conhecido como "o irmão ruim".

Para os que diziam que ele gostava de sentar na cobra, está aí a prova... Enfim, a foto é na Austrália, em 1997.