17 de julho de 2015

Troca troca

O Corriere dello Sport cravou hoje que Bottas deve assinar com a Ferrari para 2016. É um jornal com boas fontes dentro da equipe italiana e tal... Mas pra quem acompanha a F1, o título da matéria não chega a ser uma novidade. Räikkönen, surrado sem dó por Vettel esse ano, dificilmente fica em Maranello ano que vem - e provavelmente se aposenta, já que ninguém vai pagar o seu passe. Por outro lado, Bottas é a "nova sensação do grid" desde o ano passado, embora na minha opinião não seja uma grande promessa como alguns bradam. "É um Heidfeld", eu diria (sem deméritos ao alemão).

O texto diz que a Williams teria aceito 12 milhões de Merkels para liberar seu pupilo, o que causaria "um efeito dominó que afetaria pelo menos 4 equipes" - as aspas se referem ao termo exato utilizado pelo jornal.

Ok: Bottas na Ferrari, no lugar de Räikkönen. Vaga aberta na Williams - duas equipes até aqui.

Daí em diante, o que se lê são especulações de meio mundo assumindo esse cockpit martínico: Jenson Button, o próprio Kimi Räikkönen, Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Felipe Nasr... Apenas digo que metade desses aí é pura viagem na maionese, e Nasr parece a escolha mais sensata. Repito: parece. Afinal, era piloto de testes da Williams até o ano passado, é jovem, e tem um apoio financeiro gordo do Banco do Brasil.

Aguardemos.

16 de julho de 2015

Espelho

Estoril, 1992.

Pra não levantar suspeitas de que o blog está abandonado, dois dos carros mais bonitos segundo eu mesmo: Williams FW14B (Nigel Mansell) e March-Ilmor CG911 (Karl Wendlinger)....

Repararam na marcada de Nigel pelo retrovisor?

14 de julho de 2015

Glen, 1973

Quem tem bons contatos nas redes sociais (eu tenho, "sorry guys") já deve ter visto as imagens aí embaixo. Trata-se de registros (até então inéditos) do acidente fatal de François Cevert, durante os treinos livres para o GP dos EUA de 1973, em Watkins Glen. Parece que um morador do local à época fotografou e o material vazou recentemente. Algo assim. Mas vou colocar apenas 2:





Para quem não conhece a história, Cevert bateu no guard rail na altura dos "esses" de alta que existem ainda no primeiro setor da pista. Com a porrada, o piloto foi decapitado e, claro, morreu instantaneamente. O acidente inclusive foi retratado no filme "Rush", em uma mistura com o acidente de Helmuth Koinigg, que no ano seguinte (1974) morreu de forma semelhante, também em Watkins Glen, porém, em um trecho diferente da pista.

As condições em que ocorreu a panca do Cevert são bem conhecidas. Mesmo assim, deixo aí embaixo algumas informações postadas pelo Julio Oliveira, que resumiu bem o que aconteceu:
"Todos dizem que ele tocou na zebrinha do lado de fora da primeira perna do "esse" e veio direto para o guard rail do outro lado da pista. Em uma dessas fotos novas que saíram dá pra ver a marca do pneu. Se você reparar bem, o guard rail era inteiro até pouco antes da parte que ele bateu. O impacto aconteceu n'uma parte onde havia menos camadas de rail e, pior, com a primeira lâmina bem acima do solo e mal fixada. O carro de Cevert entrou por baixo da lâmina e piloto e chassi foram sendo cortados, como se o guard rail fosse uma navalha. 
[...] 
Durante todo esse treino da manhã o Cevert estava discutindo com o Stewart qual a melhor marcha para fazer o trecho dos "esses". Eles conversavam sobre e entravam na pista - Stewart fazia em quarta e Cevert em terceira (para estar em um RPM mais alto na entrada da reta). Isso parecia estar dando certo, pois o Cevert estava mais rápido que o Stewart naquele treino, e disputava o melhor tempo com o Ronnie Peterson. Porém, como o Tyrrel tinha uma área frontal muito curta, Stewart achava que fazer o trecho em terceira deixava o carro muito nervoso, e que não valia o torque/aceleração extra sob o risco de perder o carro em uma parte veloz"

13 de julho de 2015

Dia do Rock



Rock pra mim é isso aí. O resto é só o resto...

Explico.

Pink Floyd é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores influências que eu tive do meu pai. Lembro claramente dos primeiros discos que ouvi na vida. Curiosamente, o "Division Bell" - último da banda antes do retorno em 2014, foi a minha porta de entrada para ouvir em seguida "The Wall" e "Atom Heart Mother" - ou, o disco da vaquinha, como eu chamava na época, que tem uma das capas mais legais do universo!

Poderia aqui escolher mil outras bandas que fomentaram esse meu gosto musical. Os clássicos "Under a Blood Red Sky" e "War", ambos do U2, são outros dois que que estão nessa lista - o segundo aliás, acho que foi o CD que mais ouvi na vida; era sensacional emendar a sequência "Sunday Bloody Sunday", "New Year's Day" e "Like a Song". E é difícil acreditar que aquela banda se transformou nessa sombra que o U2 é hoje... Putz!

Nessa mesma época (e pelo mesmo canal: meu pai) conheci absolutamente tudo de Led Zeppelin. Emerson Lake & Palmer, Triumvirat, The Doors, Deep Purple, Guns N' Roses, Queen e, para citar alguns nacionais, Secos e Molhados (!), Legião Urbana, Plebe Rude, Nenhum de Nós, Cazuza...

Costumo dizer que atualmente sou fechado para coisas novas: raramente paro para escutar bandas mais atuais e, quando paro, nada me conquista como a turma que citei aqui no parágrafo aí em cima. Nada mesmo! (...) É estranho? Pode até ser. Ruim? Jamais! Sou feliz pacas com o que considero "boa música". 

Enfim.

Recomendo que tirem o dia para ouvir o bom e velho Rock n' Roll. O de verdade! O vídeo aí em cima é só uma sugestão. Das melhores!

9 de julho de 2015

Um trator no meio do caminho...



(Caralho!) A dica é do Henrique Tesser, que mandou o link do vídeo ainda agora pelo Facebook. Thierry Neuville quase se arrebenta em um trator em treinos na Alemanha. Quase mesmo!

É o tipo de coisa que você só vê n'um rali...

Rally Londres - México


As imagens aí em cima são do impressionante Rally Londres - México.

Prova de longa duração patrocinada pelo jornal inglês Daily Mirror como forma de promover a Copa do Mundo de futebol de 1970, no México. Mais de cem carros partiram do estádio de Wembley, em Londres, para percorrer nada menos do que 25.750 km, atravessando 24 países da Europa, América do Sul e América Central.

Uma coisa de louco!

A nível de comparação, o Paris Dakar jamais chegou a percorrer metade dessa distância.

Participaram da prova os mais diversos carros. Rolls Royces, Porsches, VW Fuscas, Minis Coopers, Volvos... Tinha de tudo. E todos eles eram "semi work". Ou seja, basicamente os modelos de rua mesmo, apenas adaptados para resistir a uma prova de longa duração que passava por vários tipos de terreno.

Uma curiosidade.

Mesmo com o Brasil sendo parte do trajeto (afinal, os carros desembarcaram no porto do Rio vindos de Lisboa, para enfim seguir viagem por terra), não participaram carros e/ou pilotos brasileiros, e a população sequer sabia do que se tratava aquela caravana de carros passando pelas ruas da cidade.

Apenas 23 chegaram ao final, e receberam a bandeirada no estádio Azteca, da Cidade do México, a quatro dias do jogo de abertura entre México e União Soviética. O vencedor foi um Ford Escort MKI, pilotado pela dupla formada pelo finlandês Hannu Mikkola e o sueco Gunnar Palm.

A prova se repetiu em 1974, na ocasião do mundial na Alemanha, também partindo de Londres. Como o destino final também era na Europa, o trajeto da foi adaptado para atravessar o deserto do Saara. Curiosamente, isso originaria o Paris Dakar cinco anos mais tarde.

Legal a história, não?

Parabéns, pequeno!

Há exatos 39 anos era inaugurada a primeira fábrica da Fiat no Brasil, em Betim (Minas Gerais). Foi n'um 9 de Julho de 1976 que o primeiro chassis de Fiat 147 saiu de lá, todo pimpão - aliás, este carro repousa hoje na concessionária Milocar, aqui no Rio. Mas essa história eu conto depois...

576 dias depois, em 20 de Dezembro de 1977, o exemplar cujo sou o dono sairia de uma concessionária aqui no Rio também, rumo à casa em que esteve até o momento em que eu o adquiri, há quase 4 anos atrás. Naquela época, um veículo zero quilômetro era muito mais do que um simples meio de transporte. Era um sonho realizado. Um bem, mesmo. Muito menos descartável do que nos dias atuais - de carros feitos de plástico e com tempo de vida pré-programado. Afinal, as montadoras tem de lucrar de alguma forma e, imaginem que desastre fabricar hoje carros que durem, sei lá... 20, 30 anos? 

O meu dura!

[...]

Enfim. Hoje qualquer um compra um carro. Qualquer um mesmo! Chegue n'uma concessionária, deixe um rim lá, pague outro em suaves prestações intermináveis que você terá o seu. Mas faça seguro! Porque, se a jamanta enguiçar na rua, muito provavelmente nem adianta abrir o capô para limpar a marcha lenta ou dar aquela lixadinha marota no platinado, checar se a bobina superaqueceu, se a válvula termostática abriu e se a ventoinha armou no tempo certo... Seu carro nem tem isso tudo! É melhor chamar um reboque, mesmo. Mas quando a concessionária ligar, prepare-se para pagar outro rim. O terceiro.

Meu carro não tem uma infinidade de botões e mostradores no painel. Tem o básico que eu preciso saber e, bem, só. Às vezes até falta alguma coisa. Mas não tem problema, porque a gente anda com o rádio baixinho e literalmente "lendo" todos os barulhos que o carro faz: aquela rangida na curva, aquele barulhinho quando o carro acelera...

Mas tem algo que não se paga, e só quem tem um carro antigo experimenta: a felicidade de acenarem pra você n'um sinal de trânsito, tirando fotos (!). Ou, o sentimento de ver pedestres e ocupantes e outros carros olhando o seu carro e abrindo um largo sorriso - provavelmente lembrando de histórias que viveu em um modelo parecido. Ou, sei lá, lembrando do carro do pai, do avô, do seu primeiro carro...

Meu carro é feito disso: histórias!

E mais: eu converso com ele. Converso mesmo! E hoje eu disse apenas "parabéns, pequeno!".


Girls

Pra galera dos ralis não ficar chateada com o blog...

Quebra cabeças

Segundo conta a Autosport, Adrian Newey está trabalhando em parceria com a Aston Martin no desenvolvimento de um caro de rua. "Mas até aí morreu Neves enforcado na fumaça" - dirão vocês.

Ok.

Mas parece que a Aston Martin andou sondando a Red Bull (além de Williams e Force India) para um retorno do nome à F1 - eles estiveram presentes na categoria entre as temporadas de 1959 e 1960.

Porém...

A associação à Red Bull faz mais sentido, por dois motivos:

Primeiro: especula-se que o chefão da Aston, Andy Palmer, e o diretor de marketing e comunicações da marca, Simon Sproule, estão por trás da empreitada. Coincidência ou não, a dupla foi responsável pela parceria que existe entre a Red Bull e a Infiniti, quando ambos trabalhavam para a Nissan.

Segundo: não é novidade que a Red Bull anda gritando aos quatro ventos a sua insatisfação com a Renault - fornecedora com a qual tem contrato até o final 2016. Renault que, muito provavelmente adquirirá a Lotus em breve (equipe que era a Renault até pouco tempo atrás - 2011, acho). A pergunta que fica é: continuaria a Renault fornecendo motores para clientes no primeiro ano de retorno como equipe? Acho pouco provável.



Mais!

A Mercedes detém 5% da Aston Martin, e dizem que há o consentimento dos alemães no negócio com a Red Bull, o que aumentaria a sua clientela, ajudando a custear o investimento que tem sido feito na F1. Toto Wolff inclusive já disse que a porta está aberta... Talvez seja esse o motor (argh! "unidade de potência") em desenvolvimento em Milton Keynes. Por que não?!

"2017 - Aston Martin Red Bull (motores Mercedes)"

Ninguém desmente, ninguém confirma...

As peças todas se encaixam, ao menos.

8 de julho de 2015

Corrida de rua

Três da Targa Florio...

Datas desconhecidas.

Na última imagem, a turma da Porsche em 1968.