26 de novembro de 2015

Sideways



Raro registro onboard de Ronnie Peterson.

Anderstorp, 1972.

Olhando apenas para os números, o sueco pode não impressionar...

10 vitórias em 123 GPs disputados. 14 poles.

Mas a tomada da curva Södra (aos 57s do vídeo aí em cima) ajuda a explicar o porque de Ronnie ser venerado por muitos, e tido como um dos mais espetaculares que a F1 já viu, ao lado de Gilles Villeneuve.

Insanidade

O Grupo B foi criado em 1982, em substituição ao Grupo 4 [composto por carros de turismo modificados] e ao Grupo 5 [de carros protótipos de turismo].

Diferentemente desses outros dois, o novo campeonato praticamente não tinha regras.

O limite de produção mínima era de apenas 200 unidades de rua. Não havia peso mínimo ou limitações tecnológicas nos modelos utilizados...

A potência também era ilimitada!

Com isso, vários fabricantes toparam a idéia de se aventurar nas pistas - e bater seus adversários - sem ter de se preocupar em desenvolver um modelo de produção em larga escala.

Com isso, o Mundial de Rali se popularizou.

Nasceram os monstros.

Audi Quattro, Lancia Delta S4, Peugeot 205 T16...

Carros que chegavam a ter mais de 450 cv e menos de 1.000 quilos!

Estamos falando de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos.

Só pra lembrar, os caras andavam com essas coisas na neve, na terra, na lama, em penhascos...

Nada de circuitos, áreas de escape, barreiras de pneus...



Algumas lendas surgiram por trás dos volantes desses verdadeiros monstros.

Super heróis mesmo!

Nomes como Juha Kankkunen, Hannu Mikkola, Walter Röhrl, Henri Toivonen, Ari Vatanen, Timo Salonen, Stig Blomqvist e Michèle Mouton faziam brilhar os olhos de quem acompanhava a coisa de perto...

Uma curiosidade.

Em 1986, Henri Toivonen aproveitou a ocasião do Rali de Portugal para dar uma volta com seu Delta S4 no circuito de Estoril; e , o tempo conseguido pelo finlandês lhe daria o sexto lugar no grid da Fórmula 1.

Em plena era Turbo!

Isso mostra como os carros eram assustadoramente rápidos.

Basta ver o vídeo no final do post para entender...



Mas tudo tem o seu preço.

Em determinado momento as máquinas de aço se desenvolveram ao ponto de não mais serem páreo para as máquinas de carne e osso.

Os reflexos dos pilotos [por melhores que fossem] de nada adiantavam...

Com isso, os acidentes passaram a acontecer cada vez com mais frequência.

E veio a tragédia.

No Tour de Corse, em 1986, o Lancia de Henri Toivonen sai da estrada, bate numa árvore e explode.

Tanto o piloto quanto o navegador Sergio Cresto morrem instantaneamente.

Ali morreu o Grupo B...

Em decorrência do acidente, Jean-Marie Balestre e FISA decidem banir o Grupo B no final de 1986. Mais tarde, ficou comprovado que os carros realmente eram mais rápidos do que os reflexos dos pilotos.

Restam apenas as belas imagens, as histórias...

E o som.

24 de novembro de 2015

Brake test

Toranosuki 'Tora' Takagi atropelando Luca Badoer em Monza, 1999.

Tem vídeo, aqui!

Tons de cinza

O blog adora fotos em preto e branco...

De cima pra baixo:

Jacky Ickx torcendo um Lotus Cortina.

A largada para os 1000 km de Paris - em algum momento dos anos 1960.

(aliás, que foto!)

E Graham Hill rasgando uma então pacata Spa-Francorchamps.

11 de novembro de 2015

Girls

Não é todo mundo que pode ostentar um interior azul como o desse Citroën 2CV (ou seria um 3CV? Nunca sei a diferença) aí da foto...

Eu posso.

Cartoon

A melhor definição sobre a final da MotoGP...

Não deu

Não deu pra Valentino na MotoGP. Largando de último quando seu rival largava na pole, sua única esperança era um ataque das Hondas à Jorge Lorenzo, ou um tombo do "companheiro" (cês entenderam as aspas, certo?). Não aconteceu nem uma coisa, nem outra.

Rossi fez o que se esperava dele. Ao apagar das luzes acelerou como se não houvesse amanhã, protagonizando um intenso thriller que o colocou em quarto na 12ª volta - mas já distante 11 inalcançáveis segundos da dupla da Honda e de Lorenzo, que liderava. Não chegaria, claro. Ninguém chegaria. Restava esperar...

Esperar talvez o mesmo ímpeto que Marc Márquez teve ao atrapalhá-lo na Malásia. Ímpeto esse que não existiu. Márquez acompanhou Lorenzo de perto durante todas as 30 voltas da corrida, sem tentar um único ataque sequer! Ninguém é idiota a ponto de não entender o que aconteceu, meu camarada!

Nas últimas voltas surgiu uma pontinha de esperança com a aproximação de Pedrosa - que poupou equipamento durante toda a prova para tentar o bote no final. Era o que tinha a moto em melhores condições, e no penúltimo giro chegou inclusive a passar Márquez, mas tomou o troco do companheiro na curva seguinte, deixando Lorezno escapar, vencer e faturar o título. Seu terceiro na categoria principal.

Foi merecido? 

Quem olhar apenas para a última etapa pode achar que foi. E foi mesmo. Lorenzo largou na pole e liderou de ponta a pota, sem cometer um único erro... Mas observando o ano como um todo; o episódio da Malásia e, principalmente, a chegada de Valentino aos boxes da Yamaha após a prova valenciana, conclui-se que Lorenzo pode até ter vencido o campeonato, mas o verdadeiro campeão foi Rossi.


O pódio também foi emblemático. Três espanhóis vaiados em plena Espanha... 

Enfim.

Uma vergonha que a outrora sensação Marc Márquez tenha estragado o que tinha tudo para ser o maior e melhor campeonato que o motociclismo já viu, apenas por ser um mau perdedor. Cavou um pênalti aos 45' do segundo tempo (ao provocar Rossi na Malásia, cair e armar todo aquele teatro, que culminou com a punição ao italiano) e mereceu todas as vaias que recebeu. Outro que fez um papelão foi Lorenzo, ao comprar a briga do compatriota ao invés de decidir o título apenas na pista.

Venceu, acontece. 

Resta saber como a Yamaha lidará com dois pilotos que se odeiam em 2016.

3 de novembro de 2015

P&B





Começando a semana (na terça-feira!) com duas do Chaparral na Targa Florio.

Um dos queridinhos do blog...

26 de outubro de 2015

E na MotoGP...

A disputa pelo título teve seu auge na Malásia - penúltima prova da temporada.

Depois das farpas trocadas pelos principais pilotos envolvidos antes da etapa, a corrida pegou fogo quando Marc Márquez abriu passagem para Jorge Lorenzo e se concentrou em atrapalhar a corrida de Valentino Rossi - líder do campeonato, companheiro (de equipe, apenas) de Lorenzo e com quem Márquez já vinha se estranhando desde o início da temporada.

Deu no que deu.


Eu não vi a corrida ao vivo; e analisando os primeiros vídeos que pipocaram sobre o lance, n'um primeiro momento me pareceu sim, que Rossi realmente "chutou" Márquez para fora da pista. Mas o vídeo aí em cima me leva a acreditar que Márquez apenas encontrou o que procurou durante toda a corrida: o chão.

Depois da prova o espanhol declarou que "foi chutado, agredido", e Rossi devolveu que "Marquez ganhou a luta dele, e o fez perder o campeonato". Principal beneficiado com a confusão, Lorenzo saiu em defesa do compatriota, afirmando que "Valentino só não foi punido como deveria porque é o Valentino". Para o espanhol da Yamaha, o companheiro deveria ser excluído da prova malaia - o que o faria perder os 16 pontos conquistados com o terceiro lugar e a liderança do campeonato.

Mas não.

Os resultados foram mantidos, e Rossi (punido) larga em último na etapa final, em Valência.

O décimo título (oitavo na categoria principal) ficou mais longe? Ficou. Mas depois desse circo todo, se eu já estava torcendo por ele, agora estou ainda mais; e acredito que metade do grid tenha comprado a briga. Márquez não é lá dos sujeitos mais amáveis (e limpos) do grid. É um gênio? É. Mas está se mostrando um péssimo perdedor.

Aguardemos pelo dia 8.

O Rei



Lalo dando umas voltas no antigo Interlagos...

Cena de abertura do filme "Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora".

Primoroso!