30 de dezembro de 2015

José Carlos Pace

“O carro e o motor são para se usar no limite máximo: quem alivia se desconcentra. Eu sou assim. Se o carro pode ir a 300 km/h e o motor rende mil giros, é nesse limite que se tem de tocar”. (José Carlos Pace).

“O Pace para nós era mais que um piloto e um amigo. Ele foi o homem que acreditou no Brabham desde o início. Devemos a ele grande parte do sucesso do Brabham-Alfa. Agora, temos nas mãos o carro competitivo com que tanto sonhou, depois de provar que era um dos melhores pilotos do mundo, desaparece de forma tão trágica”. (Bernie Ecclestone).













“O limite dele era muito alto e o Moco era muito arrojado. Era o supra-sumo do piloto. Que eu lembre jamais me entregou o carro danificado nem quebrou sem justificativa. Era duro acompanhá-lo”. (Luiz Pereira Bueno).

NART


Três imagens da Ferrari de John Surtees em 1964.

Curiosidade.

Como forma de protesto pela não homologação da Ferrari 250 LM nas competições de Endurance, a Ferrari ameaçava se retirar oficialmente do restante da temporada de 1964. Mas, como John Surtees disputava o título com Jim Clark e Graham Hill, a federação entendeu que tudo não passava de mais um blefe do Commendatore

Não era.

A equipe oficial da Ferrari realmente não foi inscrita para as duas provas finais da temporada - então Estados Unidos e México - e tanto a Ferrari 158 de John Surtees quanto o modelo 1512 de Lorenzo Bandini correram sob as cores da North American Racing Team, uma equipe criada em 1958, que se tornou o principal importador da Ferrari, e por muitos anos foi o primeiro e único revendedor autorizado nos Estados Unidos.

Com os dois segundos lugares obtidos por Surtees, a equipe venceria o mundial de pilotos e construtores. Porém, ostentando o azul e branco da América.

F2



Ah, as cores...

Henri Pescarolo com o BT30 de F2 na França, em 1970.

7 de dezembro de 2015

Desafio do dia

Quanto laranja!

(não deixa de ser uma pista)

Mas, e aí? Quem é o sujeito na foto? Quando? Onde?

ATUALIZANDO: o piloto em questão é Eddie Keizan, com um Lotus-Ford 72D do Team Gunston. Em Kyalami (Africa do Sul), 1975.

26 de novembro de 2015

Sideways



Raro registro onboard de Ronnie Peterson.

Anderstorp, 1972.

Olhando apenas para os números, o sueco pode não impressionar...

10 vitórias em 123 GPs disputados. 14 poles.

Mas a tomada da curva Södra (aos 57s do vídeo aí em cima) ajuda a explicar o porque de Ronnie ser venerado por muitos, e tido como um dos mais espetaculares que a F1 já viu, ao lado de Gilles Villeneuve.

Insanidade

O Grupo B foi criado em 1982, em substituição ao Grupo 4 [composto por carros de turismo modificados] e ao Grupo 5 [de carros protótipos de turismo].

Diferentemente desses outros dois, o novo campeonato praticamente não tinha regras.

O limite de produção mínima era de apenas 200 unidades de rua. Não havia peso mínimo ou limitações tecnológicas nos modelos utilizados...

A potência também era ilimitada!

Com isso, vários fabricantes toparam a idéia de se aventurar nas pistas - e bater seus adversários - sem ter de se preocupar em desenvolver um modelo de produção em larga escala.

Com isso, o Mundial de Rali se popularizou.

Nasceram os monstros.

Audi Quattro, Lancia Delta S4, Peugeot 205 T16...

Carros que chegavam a ter mais de 450 cv e menos de 1.000 quilos!

Estamos falando de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos.

Só pra lembrar, os caras andavam com essas coisas na neve, na terra, na lama, em penhascos...

Nada de circuitos, áreas de escape, barreiras de pneus...



Algumas lendas surgiram por trás dos volantes desses verdadeiros monstros.

Super heróis mesmo!

Nomes como Juha Kankkunen, Hannu Mikkola, Walter Röhrl, Henri Toivonen, Ari Vatanen, Timo Salonen, Stig Blomqvist e Michèle Mouton faziam brilhar os olhos de quem acompanhava a coisa de perto...

Uma curiosidade.

Em 1986, Henri Toivonen aproveitou a ocasião do Rali de Portugal para dar uma volta com seu Delta S4 no circuito de Estoril; e , o tempo conseguido pelo finlandês lhe daria o sexto lugar no grid da Fórmula 1.

Em plena era Turbo!

Isso mostra como os carros eram assustadoramente rápidos.

Basta ver o vídeo no final do post para entender...



Mas tudo tem o seu preço.

Em determinado momento as máquinas de aço se desenvolveram ao ponto de não mais serem páreo para as máquinas de carne e osso.

Os reflexos dos pilotos [por melhores que fossem] de nada adiantavam...

Com isso, os acidentes passaram a acontecer cada vez com mais frequência.

E veio a tragédia.

No Tour de Corse, em 1986, o Lancia de Henri Toivonen sai da estrada, bate numa árvore e explode.

Tanto o piloto quanto o navegador Sergio Cresto morrem instantaneamente.

Ali morreu o Grupo B...

Em decorrência do acidente, Jean-Marie Balestre e FISA decidem banir o Grupo B no final de 1986. Mais tarde, ficou comprovado que os carros realmente eram mais rápidos do que os reflexos dos pilotos.

Restam apenas as belas imagens, as histórias...

E o som.

24 de novembro de 2015

Brake test

Toranosuki 'Tora' Takagi atropelando Luca Badoer em Monza, 1999.

Tem vídeo, aqui!

Tons de cinza

O blog adora fotos em preto e branco...

De cima pra baixo:

Jacky Ickx torcendo um Lotus Cortina.

A largada para os 1000 km de Paris - em algum momento dos anos 1960.

(aliás, que foto!)

E Graham Hill rasgando uma então pacata Spa-Francorchamps.

11 de novembro de 2015

Girls

Não é todo mundo que pode ostentar um interior azul como o desse Citroën 2CV (ou seria um 3CV? Nunca sei a diferença) aí da foto...

Eu posso.

Cartoon

A melhor definição sobre a final da MotoGP...