21 de março de 2016

Sorte

"Sei que gastei uma das vidas que me restavam", declarou Alonso. A foto era pra ter sido pingada ontem, mas não deu. Mesmo assim, vale o registro.

20 de março de 2016

Australopitacos (3)

(Habemus um campeonato?) Rapaz... Tudo bem que Albert Park é um circuito bastante particular para esse tipo de análise, mas, ver as duas Ferraris pulando na ponta e Hamilton suando picas pra passar uma Toro Rosso leva a crer que sim, podemos ter um campeonato.

Mas isso não foi tudo, vamos chegar lá.

Na largada, surpresa. Vettel se aproveitou da bobeira de ambas as Mercedes e pulou na ponta. Os prateados quase se enroscaram na curva 1 e com isso Räikkonën foi no embalo, pulando para P2. Rosberg sustentou conseguiu salvar o P3, enquanto Hamilton despencou para sexto, atrás de Massa e Verstappen. Não demorou muito para Massa peidar na farofa e entregar a paçoca, mas Verstappen resistiu, ao ponto que Lewis reclamava no radio "não consigo passar esse puto!".

Lá atrás, a McLaren mostrava algum fôlego, assim como Haas e Renault. A Sauber coitada, chegava a dar pena. Force India nem sei se correu e Bottas... Putz, esse aí se fodeu largando no fundão.

Voltando às cabeças.

Rosberg parou na volta 13, e, vendo que poderia perder a ponta na base da estratégia, a Ferrari chamou Vettel na volta seguinte. Foi apertado (chegaram a dividir a curva 1), mas o alemão conseguiu sustentar a liderança. Vendo Hamilton fodido, encaixotado atrás de Verstappen, a Mercedes decidiu alongar o stint do inglês. "Vamos parar apenas uma vez".

Estratégias definidas, galera mais espalhada na pista; a partir daí a corrida se encaminhava para aquele período mais "calmo". Mas aí...





Bandeira vermelha!

Alonso tentou passar Gutierros, e deu essa merda gigante aí. Acidente de corrida, a meu ver. Guti-gutierrez no meio da pista, mais lento, Alonso tentou tirar para passar e não conseguiu. Levantou voo, pegou a brita, saiu capotando e deu sorte de não morrer. Ainda durante a transmissão isentou Gutierrez e confirmou que foi ele sim, quem errou.

Como foi permitida a troca de pneus durante a interrupção da prova, a Mercedes resolveu ganhar a corrida. Como Vettel teria de parar de novo, enfiaram pneus médios no carro de Rosberg para ir até o final.

Na relargada, os 10 primeiros eram Vettel, Rosberg, Räikkonën, Riccardão, Verstappen, Sainz, Hamilton, Massa, Grosjean e Hulkenberg. Nada aconteceu de relevante até a volta 23, quando Räikkonën abandonou com o motor em chamas...

Até a volta 28, o panorama era o seguinte:






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A volta 35 foi o momento chave da corrida: Vettel parou, colocou os macios e voltou atrás de Rosberg - que herdou a liderança calçando os pneus médios já com 16 voltas nas costas. Entre eles, Hamilton, que só passou as duas Toro Rosso quando estes foram para os boxes... Impressionante o que esses garotos andaram!

A partir daí, a missão de Vettel era simples: atacar! Se aproveitar dos pneus mais novos e descontar os 20s de desvantagem para as Mercedes. Na volta 45 os dez pontuáveis eram Rosberg, Hamilton, Vettel, Massa, Riccardão, Grosjean (mas que caralhos!Sério?), Hulkenberg, Bottas, Sainz e Verstappen. 

Outro parêntese aqui:

Verstappen é bom? É, sim. Rápido também. Mas ainda faz muita merda. Explico. Quando ele e Sainz estavam encaixotados atrás de Jolyon Palmer, reclamou demais no rádio da demora do companheiro em despachar o amarelão, induzindo a equipe a uma troca de posições (que, ainda bem, não aconteceu). Depois, faltando 3 voltas para o final, acertou Sainz e quase jogou o fim de semana da equipe no lixo. Ainda teve uma atravessada durante a corrida que... Putz! Fecha parêntese.

[...]

O finalzinho da prova ainda reservou algo que todos queriam ver há algum tempo: Vettel, de pneus novos, conseguiu alcançar Hamilton, e partiu para o ataque. "Passa ou não passa?". Enfim, não passou porque, já sem pneus, errou a 2 voltas do final. Uma pena.

Foi a última emoção da corrida australiana.

No fim, mesmo com um início que parecia desastroso, os mercêdicos anotaram mais uma dobradinha, e Rosberguinho faturou a 15ª vitória na carreira. Completaram os pontuáveis Vettel, em terceiro, seguido de Ricciardo, Massa, Grosjean, Hulkenberg, Bottas, Sainz e Verstappen.

CARALHO! Grosjean em sexto! Que bacana.



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E sim, habemus um campeonato.

19 de março de 2016

Australopitacos (2)

Não, não vi a classificação. Motivo? Como estou sem TV a cabo em casa por conta de mudança, fiquei refém da rede Globo e restrito ao Q3, que foi... Convenhamos, uma bosta! Ok, eu já esperava que esse novo formato de classificação seria ruim e tal, mas não tanto quanto foi. Querem mudar tudo de novo, inclusive, como já andei lendo por aí.

Aqui cabe um parêntese:

Continuo na tese de que seria tão mais legal 1h de quebra-quebra com limite mínimo de voltas dentro dos 107%, por exemplo. Pneus liberados, motor exclusivo pra classificação... Idéias não faltam. Fecha parêntese.

Claro que depois assisti tudo pra dar meus pitacos por aqui. Daí o título do post ser "australopitacos" e tal. Eu sou um gênio.

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No Q1 até que a bagaça funcionou, e o que se viu foi a turma na pista o tempo todo tentando fugir da degola. Ficaram pelo caminho a dupla da da Manor - Wehrlein e Haryanto, além de Gutierrez, Grosjean, Kvyat (a grande surpresa negativa) e Nasr e Sony Ericsson.

Novidade? 

A dupla da McLaren que, se não passou do Q2, ao menos chegou lá... 

Foram limados da segunda parte da classificação a dupla da Renault, além dos já supracitados mclarianos, Bottas, Hulkenberg e Pérez.

No Q3, pouca atividade na pista e 50ª pole para Hamilton, sem muito esforço. Depois de dominar o Q1 e o Q2, Lewis viu o único piloto capaz de lhe fazer frente - mais pelo equipamento do que pelo talento, na minha humilde opinião - abandonar a disputa faltando 3 minutos para o fim do treino. Rosberg nem tentou, na verdade. Como não tentaram também Vettel, Räikkonën e os demais que avançaram ao Q3. Todos saíram, marcaram seus tempos logo no início e esperaram pela degola. Afinal, todo mundo sabe mais ou menos onde está no grid... E como já disse aqui, ninguém faz milagre na F1 atual. Sendo assim, se arriscar e torrar pneu (jogos limitados, outra merda) pra quê?

(lê aí em cima, Bernie. Fica a dica)



Amanhã, se a órbita dos planetas não desalinhar, dá Hamilton. Mercedes continua sobrando e Lewis continua anos luz à frente de Rosberguinho, que inclusive já errou muito nesse final de semana. Se tudo correr dentro da normalidade, uma Ferrari completa o pódio. Mas Albert Park tem das suas surpresas, e pode ser que a estrela de Williams ou Toro Rosso brilhe... Vai saber.

Lá atrás vai ser interessante ver o avanço de Kvyat - bom piloto com um bom carro, se livrando do tráfego n'uma pista "quase de rua". E só. Force India, McLaren e Renault estão n'um bolo doido que só devemos começar a desvendar depois da corrida. E o resto é o resto.

Ah, outra coisa... Acho que a Haas pontua.


18 de março de 2016

Australopitacos (1)

Habemus F1! Oh, que saudades... Não, menos. Bem menos. E o motivo é simples: 2016 deve começar como terminou 2015 - Mercedes anos luz à frente do pelotão. Dizem que a Ferrari está bem mais perto e tal, mas aí só teremos a certeza e noção exata do quão perto os vermelhos estão no domingo. Embora eu ache que só dá pra cravar alguma coisa na Malásia, uma pista de verdade - já que Albert Park não é o melhor dos circuitos para esse tipo de análise. Ainda mais se chover na corrida.

Enfim, os carros foram pra pista e tal...

Mas os tempos não servem muito de parâmetro porque choveu horrores em Melbourne, principalmente no segundo treino. Todo mundo andou pouco e teve gente que nem molhou os carros direito (casos de Renault, Williams e Sauber à tarde - sequer marcaram tempos). Hamilton liderou as duas sessões, seguido, pela manhã, da dupla da Red Bull, e à tarde por Hulkenberg e Räikkonën.

Rosberg?

Levou 2s pela manhã e bateu de tarde.

Quem mais andou foi a dupla da Manor, no treino da tarde, com 22 voltas anotadas para cada um... Exatamente! Em 90 minutos de treino quem mais andou foi a pior equipe do grid, com parcas 22 voltas. Ou seja, não dá pra cravar NADA!

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De madrugada tem classificação, e aquele sistema louco pode render alguma surpresa, ainda mais na chuva. Vejam bem: "alguma surpresa", milagre ainda não. Meu palpite para a tomada de tempos? Hamilton leva, seguido de Vettel e Kvyat (!).

17 de março de 2016

Há 20 anos atrás...

(O tempo passa, o tempo voa...) Há exatos 20 anos, em 17 de Março de 1996, André Ribeiro ganhava a Rio 400 - primeira corrida da Indy em terras brasileiras, em Jacarepaguá, e segunda corrida da temporada de 1996. Eu estava lá! Salvo engano, minha primeira vez n'um autódromo (e eu acho que nunca gritei e torci tanto na minha vida). Era um garoto, então com quase 10 anos de idade, e não tinha tanta noção da dimensão do que estava acontecendo ali. Talvez até hoje eu não tenha. Foi uma coisa maravilhosa!

Aí embaixo, as últimas 5 voltas da corrida, que, se você procurar, acha completa no youtube sem maiores dificuldades. A qualidade, no entanto, não é das melhores:


Que imagens sensacionais!

Que narração! Que vitória! Que época da Indy...

Na pista, gente do naipe de Alex Zanardi, Greg Moore, Bobby Rahal, Paul Tracy, Al Unser Jr. ... E nada menos do que oito brasileiros naquele grid. Oito! Além do próprio André, estavam lá também Emerson e Christian Fittipaldi, Mauricio Gugelmin, Marco Greco, Gil de Ferran, Roberto Pupo Moreno e Raul Boesel.

Fica a - gostosa - memória e a saudade, apenas.

16 de março de 2016

Amarelou

Vazou a imagem ainda ontem, no Twitter, mas eu não dei muita atenção. Eis que nesta quarta-feira a Renault apresentou suas cores para a temporada 2016: um carro predominantemente amarelo, com detalhes em preto. Esse aí embaixo, lindão:





Olha, eu particularmente curti demais!

Pelo menos foge do preto e prata sem graça que faz com que o grid mais pareça a seção de eletrodomésticos de um supermercado - e isso porque eu nem levei em conta o som de liquidificador das 'unidades de potência' (argh!).

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Parece que os franceses fizeram um filmete de lançamento do novo carro n'uma praia, com Kevin Magnussen e Jolyon Palmer surfando (!) com o RS16. Pra ver, basta clicar aqui

14 de março de 2016

Preparativos

Ajustes finais...

E aí?

Todos prontos?

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De cima pra baixo, Graham Hill em Nürburgring (1969), Ronnie Peterson também na Alemanha (1973), o Team Haas em Spa (1986) e o amor declarado de Keke Rosberg

4 de março de 2016

Sebring

O Chaparral em foto quase poética - provavelmente de 1964.

Um dos mais queridos do blog...

Mais?

Clica aqui!

HALO

Gostaram?

A Ferrari foi a primeira a testar em pista a estrutura de proteção proposta pela FIA, hoje, no penúltimo dia de testes em Barcelona.

A trapizonga já tem até nome definido: Halo

Continuo sendo contra.

"Mas é para a proteção dos pilotos. Para salvar vidas..." - dirão alguns.

Olha, eu sou da opinião de que se um piloto não está disposto a se arriscar atrás do volante de um carro de corridas ele deveria escolher outra profissão. Ou, no mínimo, pular fora de monopostos.

O risco faz parte da F1!

É meio macabro falar isso, mas é a verdade.

E mais...

A peça não salvaria a vida de Jules Bianchi ou de Maria de Villota, e arrisco a dizer que talvez não alterasse as consequências da molada de Massa em 2009.

Seria uma solução apenas no caso de Henry Surtees.

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Uma pergunta:

Se não há mais o desafio de andar no limite [poupar, poupar e poupar! - essa é a regra do momento], o risco de sair da pista e encarar a brita e ainda por cima o piloto tem a "segurança" de estar protegido por uma trapizonga dessas...

O que sobrou da F1 "de verdade"?

Aquela que atraía multidões para ver os heróis driblarem a morte a cada GP;

Aquela que fascinava o público pelo barulho ensurdecedor (e assustador) dos motores;

Aquela das máquinas incontroláveis;


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A cada dia ela morre mais e mais.

3 de março de 2016

Curta o som: Mamonas Assassinas



Na verdade a data exata foi ontem, mas ainda vale a homenagem. Afinal, há 20 anos atrás a música brasileira ficava bem mais chata...

Fazem falta, esses caras.